Maurício Souza analisa empate do Vasco contra o Sport; veja a entrevista coletiva

O técnico Maurício Souza analisou o desempenho do Vasco da Gama contra o Sport e lamentou o empate no Maracanã.

Maurício Souza durante jogo contra o Sport
Maurício Souza durante jogo contra o Sport (Foto: Daniel Ramalho/CRVG)

O Vasco não mudou sua posição na Série B 2022 após o empate por 0 a 0 com o Sport neste domingo, no Maracanã. Segue como segundo colocado, agora com 31 pontos, mas o resultado inegavelmente decepcionou os 60 mil presentes. O técnico Maurício Souza comentou a partida.

– Lidar é tranquilo, o problema é que a gente sai com um sentimento de frustração de não poder dar alegria à torcida. Ela veio, fez sua parte, lotou o estádio e incentivou durante os 90 minutos. Infelizmente a gente não conseguiu transformar o bom jogo que a gente fez em boa parte dele em gols. Isso aí a gente encara com naturalidade.

– A gente espera que no próximo jogo em casa ela volte nos apoiar porque tem sido fundamental na campanha. A gente sabe a dificuldade da competição e que isso pode acontecer toda vez que o resultado não acontecer.

Confira outros tópicos

Por que optou por Riquelme no lugar de Gabriel Pec?

– O Riquelme tem uma vocação ofensiva muito grande. A gente optou em ter o Riquelme para continuar com uma pé esquerda por ali. A entrada do Erick talvez tivesse que alterar a perna do Figueiredo para o lado esquerdo. A gente acreditava que o Riquelme, através de uma jogada individual, poderia fazer uma dobradinha já que o Edimar não ia tanto. Jogador que tem ímpeto, que vai para dentro. É um jogador mais leve num jogo cansativo. Foi só possibilidade de entender que o Riquelme poderia dar profundidade pelo lado esquerdo.

Análise do jogo

– O que a gente programou aconteceu. O primeiro tempo que fizemos, na minha opinião, foi muito bom. Conseguimos envolver. A nossa qualidade de posse empurrou o Sport para trás. A impressão de que o Sport veio para se defender no parte muito da qualidade que a gente teve no primeiro tempo, de trocar bons passes, de mudar corredor, de variar a forma de atacar por dentro ou por fora.

Substituições

– Sobre as mudanças, acho que a mudança mais conservadora foi a do Riquelme. Tiramos o Yuri, um volante de contenção, trouxemos o Andrey para trás e colocamos de volante o Juninho, que tem mais vocação de ataque.

– Palacios já estava bem esgotado e fizemos uma troca por um meia, que é o Bruno. A gente imaginou para o Riquelme uma profundidade pelo lado esquerdo, mas o jogo já estava muito transitório. E realmente não favoreceu o Riquelme.

Jogo com o Criciúma

– Os jogos são extremamente equilibrados. Tivemos um 0 a 0 em Grêmio e Bahia. Tivemos 0 a 0 entre Tombense e Ponte. Temos que ir no nível máximo de concentração. Cada jogo é uma final, é uma guerra, e temos que entrar extremamente mobilizados. Todo mundo sabe que é difícil jogar em Criciúma, mas o Vasco tem um time muito forte mentalmente para encarar qualquer desafio.

– Essa Série B se caracteriza pela igualdade, você não vê placares elásticos. Vamos para encontrar uma dureza, mas vamos confiantes de que podemos fazer os três pontos. O mais importante é manter o Vasco na zona de acesso.

Ausência de Nenê atrapalhou?

– O Nenê sem dúvida nenhuma é um jogador diferente, que tem uma qualidade muito grande e é um líder em campo. Tem respeito da nossa equipe e impõe respeito à equipe adversário. Quando não jogar será sempre um desfalque importante, porém eu acho que o Palacios, enquanto aguentou, desempenhou bem o papel.

– Conseguiu conectar bem o meio-campo com o ataque, apoiou, bateu várias bolas paradas e pressionou como a gente quis. Sentir a ausência do Nenê nós vamos sentir, mas fico feliz que o Palacios está pronto para assumir essa responsabilidade.

Ausências de Edimar e Pec contra o Criciúma. E nível de atuações dos dois

– Com relação às trocas, vamos dar uma estudada, mas a princípio temos o Riquelme, que é lateral. Com relação à ponta, temos algumas possibilidades, e os treinos vão dizer qual é o jogador que vai substituir o Pec.

– Acho que o Edimar fez um jogo muito seguro, é um lateral com capacidade defensiva muito grande. A gente tinha como estratégia pressionar o Sport o tempo todo, não deixá-los sair de trás. Conseguimos isso no primeiro tempo, no segundo um pouquinho menos porque o Sport optou pelo jogo direto. A nossa pressão já não se fazia mais tão importante porque a ligação era direta.

– Pec tentou, duelou, ganhou bons duelos, não foi feliz nas finalizações. No início do jogo, teve uma finalização onde a bola dá uma escapada, e era uma boa chance, mas acho que os dois fizeram boa partida.

Mais sobre mexidas

– Quando pensamos na primeira substituição, do Juninho no Yuri, a ideia é empurrar o time para frente, dar saída ao Andrey e deixar o Juninho mais próximo. Eu não enxergava a equipe mal naquele momento para começar a trocar.

– Via minha equipe equilibrada com dificuldade para chegar no terço final, porém com o Raniel perturbando demais a defesa. A defesa do Sport muito segura e, se não me engano, a menos vazada da competição.

– Depois o Danilo sentiu cãibras. Optamos pelo Getúlio no lugar do Raniel, que estava deixando um pouco cair. Eu não acredito que as substituições foram tardias.

Gramado do Maracanã

Sem dúvida nenhuma as pessoas mais importantes para responder são os jogadores. Se o Pec falou que o gramado não estava em condições ideais, quem sou eu para dizer o contrário. Já vi o Maracanã em estados piores. Acho que estava apto para a prática do jogo, mas sem dúvida nenhuma o gramado do Maracanã é uma história longa. Eu fico com a opinião do Pec. De onde eu estava, eu não senti o gramado atrapalhar tanto.

Fonte: Globo Esporte

2 comentários
  • Responder

    Treinador bom de papo e ruim demais de esquema. Mais uma vez essa diretoria fazendo asneiras. So Deus pra nos guiar!!!

  • Responder

    Treinador fraco e medroso, quando o time caiu o rendimento já era fazer as substituições, o Pec e o Figueiredo só podem ter cláusulas no contrato que não podem ser substituídos, não estão jogando nada e mesmo assim são titulares. Se o Vasco insistir com esse aprendiz de treinador é perigoso não subir de novo.

Comente

Veja também
Permanência de Carille no Vasco depende do desempenho contra o Sport

Pressionado no cargo, Fábio Carille terá mais uma chance de apresentar evolução no comando do Vasco da Gama.

Santos ainda deve R$ 6,8 milhões ao Vasco

Com o Vasco da Gama entre as principais dívidas do Santos, o clube paulista deve quase R$ 7 milhões ao Cruzmaltino, por compra de Nathan.

Discurso de Vegetti marca bastidores de Vasco 1 x 0 Puerto Cabello; assista

Assista aos bastidores da vitória do Vasco da Gama contra o Puerto Cabello em São Januário pela segunda rodada da Sul-Americana.

Jair recebe sondagens e pode deixar o Vasco

Fora do confronto diante do Puerto Cabello, Jair está na mira de clubes da MLS e tem futuro incerto no Vasco da Gama.

Marcelo Sant’Anna confirma que Vasco vai priorizar copas em 2025

Diretor de Futebol do Vasco da Gama, Marcelo Sant’Anna garantiu que o foco do Clube em 2025 será a Sul-Americana e a Copa do Brasil.

Vasco ficará quase 1 mês sem jogar em São Januário

Dos próximos dez jogos do Vasco da Gama na temporada, apenas dois serão disputados no estádio de São Januário.

Vasco pode confirmar saída de jogadores até esta sexta-feira

Janela extra da CBF para transferências de jogadores que tenham participado dos Estaduais se encerra nesta sexta-feira (11).

Advogada denuncia Payet por ameaça e agressão e pede medida protetiva

Larissa Ferrari, que teve um caso extraconjugal com o jogador do Vasco da Gama, procurou a polícia do Rio e do Paraná alegando que também foi vítima de violência psicológica.

Adversário na Copa do Brasil, Operário-PR traz boas lembranças ao Vasco

Vasco da Gama e Operário-PR fizeram uma partida tensa pelo Campeonato Brasileiro da Série B, no ano de 2022.

Acerto do Vasco para uso do Maracanã dependerá de calendário e gramado

Vasco da Gama ainda precisará conversar com Flamengo e Fluminense para viabilizar suas partidas no Maracanã.