Mal no Brasileiro, Vasco vê Copa do Brasil como boia de salvação em 2025

Vasco da Gama chega às semifinais da Copa do Brasil depois de levar a melhor sobre o Botafogo em dois clássicos equilibrados.

Festa dos jogadores do Vasco após a classificação na Copa do Brasil
Festa dos jogadores do Vasco após a classificação na Copa do Brasil (Foto: Matheus Lima/Vasco)

Mal das pernas no Brasileirão e com uma eliminação impiedosa na Sul-Americana na bagagem, o Vasco ativou o “modo copa” no momento certo da temporada para despachar o Botafogo da Copa do Brasil. O clube, a exemplo do que ocorreu no ano passado, está classificado para as semifinais.

A vaga veio depois de dois clássicos equilibrados e dois empates em 1 a 1. Nesta quinta-feira, no Nilton Santos, a equipe comandada por Fernando Diniz sofreu sustos e precisou segurar a pressão do adversário, mas também poderia perfeitamente ter matado a partida com bola rolando.

O Botafogo teve mais a bola o tempo todo (54%) e terminou o jogo com 19 finalizações (contra apenas oito). Mas o Vasco praticamente igualou o número de chutes na direção da meta (cinco contra seis) e só não conseguiu o gol que dispensaria a decisão por pênaltis porque Rayan finalizou fraquinho depois de grande jogada individual no primeiro tempo e, no segundo, Coutinho mandou para fora uma das chances mais claras do confronto.

Sem Tchê Tchê (que saiu lesionado logo aos 12 minutos de jogo) e Jair, dois dos volantes de maior capacidade técnica do elenco, o Vasco teve dificuldade em fazer a bola chegar com qualidade nos pés de Coutinho. Em especial, no primeiro tempo. Já no segundo, conseguiu equilibrar ligeiramente as ações e tirou o Botafogo da sua zona de conforto com estocadas que provaram que a partida estava aberta.

Dos 25 minutos do segundo tempo para frente, estávamos muito mais perto de fazer o gol do que o Botafogo – afirmou Diniz na coletiva depois da partida.

O time de Davide Ancelotti se impôs na partida principalmente pelo vigor físico. Cada ataque em velocidade era um Deus nos acuda na defesa do Vasco – que, a princípio, contou com aquela que pode ter sido a melhor atuação de Lucas Freitas desde que chegou ao clube. Ao levar a decisão para os pênaltis, no entanto, os comandados de Diniz mostraram que a parte mental está em dia, obrigado.

O adversário na semifinal da Copa do Brasil será o Fluminense, mas isso é preocupação para dezembro. Domingo já tem jogo contra o Ceará pelo Brasileirão.

1º tempo: ficou no lucro

Não é nenhum exagero dizer que o Vasco sobreviveu ao primeiro tempo no Nilton Santos. A equipe de Fernando Diniz sofreu sufoco do apito inicial até o intervalo, com exceção de cinco minutos que sucederam o gol marcado por Nuno Moreira. O mérito no lance foi todo de Coutinho, que conseguiu colocar força numa cobrança de falta de muito longe. Neto falhou ao tentar segurar, mas o Vasco não tem nada a ver com isso.

Pouco depois, Rayan poderia ter ampliado em jogada individual que quase terminou em golaço. Só que, depois de fazer fila na defesa botafoguense, o atacante bateu fraco para o gol. Em termos ofensivos, foi só isso que o Vasco fez na primeira etapa.

Com muita dificuldade de se livrar da pressão do Botafogo, o time não conseguiu encontrar Coutinho para criar as jogadas. E pior: perdeu Tchê Tchê, com dores na coxa, logo aos 12 minutos de jogo. Mateus Carvalho, que entrou em seu lugar, é um grande marcador, mas não entrega o mesmo que o camisa 3 em saída de bola e organização.

O Botafogo empilhou chegadas na área de Léo Jardim e finalizou ao todo 10 vezes, embora somente duas tenham sido na direção da meta. Aos 40, num lance em que a defesa vascaína mostrou desorganização assustadora, Correa invadiu a área, Jardim demorou demais para sair do gol e cometeu o pênalti. Alex Telles deixou tudo igual. O detalhe é que a jogada começou num arremesso lateral, e o espaço entre os defensores e os primeiros jogadores do meio de campo era tão grande que Santi Rodríguez recebeu no círculo central com uma avenida à sua frente. Não pode.

Diante dessas circunstâncias, com um time pouco inspirado na criação e dificuldade gigantesca para chegar ao ataque com a bola no chão, Vegetti foi um mero espectador da partida no primeiro tempo.

2º tempo: quase matou o jogo

Diniz voltou do intervalo com Puma Rodríguez no lugar de Lucas Piton, que sofreu suspeita de lesão na panturrilha e deixou o estádio de muletas depois da partida. O Botafogo seguia no ataque e em alguns momentos conseguiu impor uma pressão sufocante, mas o Vasco se segurava e respondia à altura.
Coutinho passou a ser mais acionado no ataque e quase fez um golaço aos 14 minutos. A sorte do Botafogo é que a chapada não teve direção. Três minutos depois, o camisa 10 apareceu sozinho na área depois de jogadaça de Paulo Henrique pela direita, mas a finalização foi para fora, tirando tinta da trave direita de Neto.

Coutinho cansou aos 23 e deu lugar a Matheus França, que entrou um pouco afobado e deu pouca sequência aos lances do ataque. Aos 36, foi a vez de Nuno e Mateus Carvalho saírem para as entradas de David e Robert Renan. Nesse momento, a partida era uma trocação limpa, com espaços cedidos pelas duas equipes e tentativas de transição veloz.

Nos pênaltis, Vegetti, Rayan, Puma Rodríguez, Matheus França e Robert Renan converteram suas cobranças, sem dar chances para Neto. E Léo Jardim fez o que dele se espera, defendeu a batida de Alex Telles e viveu mais uma noite de herói com a camisa vascaína.

Fonte: Globo Esporte

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