Léo Jardim revive fama de herói e coloca o Vasco na final da Copa do Brasil

Destaque em disputa de pênaltis pelo Vasco da Gama, Léo Jardim brilha mais uma vez e coloca o Clube em uma final após 14 anos.

Léo Jardim brilha em classificação do Vasco
Léo Jardim brilha em classificação do Vasco (Foto: Mauro Silva)

Imagine um goleiro defender nove de 38 cobranças contra a sua meta em disputas por pênaltis. Este é Léo Jardim desde que chegou ao Vasco! Na noite deste domingo ele foi decisivo mais uma vez. Parou Canobbio e John Kennedy depois da derrota do Cruzmaltino no tempo normal, e o Gigante da Colina disputará a final da Copa do Brasil depois de 14 anos de ausência.

A classificação faz justiça ao time que foi melhor durante mais tempo e produziu as melhores oportunidades no somatório dos 180 minutos. Tanto que Fábio foi o destaque da partida com a bola rolando. O experiente arqueiro também chegou a defender a batida de Vegetti, mas viu seus companheiros serem mais imprecisos. O Corinthians será o adversário do Vasco na decisão.

Escalações

Luis Zubeldia contou com o retorno de Canobbio, que entrou normalmente para formar o trio de frente com Kevin Serna e Everaldo. No meio, Nonato ganhou a sequência a com a lesão de Hércules. Fernando Diniz repetiu o mesmo time da vitória de quinta-feira. Lucas Piton seguiu fora e Puma Rodriguez foi mantido na lateral-esquerda.

O jogo

Reviravoltas no comando da partida, tensão, disputas duríssimas e reclamações constantes com a arbitragem. O agitado 1º tempo no Maracanã contou com o Fluminense anulando a vantagem obtida pelo Vasco na partida de quinta-feira com direito a gol contra bizarro de Paulo Henrique. O Cruzmaltino, no entanto, somou mais finalizações perigosas e viu Fábio fazer duas defesas espetaculares.

O Vasco começou melhor. Manteve o controle do jogo por cerca de 20 minutos. Encaixou pressões com referências individuais na saída de bola do Fluminense. Coutinho e Rayan receberam a companhia de Gómez para combater a dupla de zaga e Martinelli, que recuava para iniciar os ataques. Thiago Mendes e Cauan Barros marcavam firme por dentro. Nonato e Lucho Acosta eram os alvos.

Em alguns momentos, Cuesta seguia Acosta e um dos dois volantes ”saltava” a pressão para abordar algum jogador tricolor de outro setor. O cenário fez com que o Fluminense alongasse alguns passes para Everaldo, mas não conseguisse manter a bola no campo de ataque. Perdia os duelos e via um Vasco muito confiante avançando com agressividade e rapidez.

Fábio fez um milagre em finalização de Andrés Gómez de longe. O ponta colombiano levava vantagem sobre um nervoso Samuel Xavier até aquele momento. Colocar o estado emocional em equilíbrio foi algo que o Tricolor passou a fazer com a mudança de cenário da partida após os 20 minutos. As subidas de marcação do Vasco já não eram tão contundentes, e as soluções apareceram.

Uma delas foram as diagonais de Samuel Xavier do lado para o meio, gerando linhas de passe às costas da primeira pressão cruzmaltina. Ele recebia e se conectava com Lucho Acosta e Canobbio. O meia argentino foi mais acionado ao flutuar entre as linhas. Serna, bem aberto pela esquerda, passou a receber passes de Renê também, outro que subiu de produção com o time.

O lado direito, porém, era o mais produtivo. Canobbio já havia chutado uma bola, mesmo sem ângulo, que fez com que Léo Jardim trabalhasse, e na sequência participou da bela jogada do gol tricolor. Recebeu de Samuel Xavier, que tinha tabelado com Acosta, e cruzou rasteiro para Everaldo mandar na trave esquerda. Paulo Henrique pegou muito mal na bola ao tentar cortar e marcou contra. Lance feio!

Depois dos 35′ o Vasco voltou a ser frequente no campo de ataque. Buscou acumular jogadores pelo lado esquerdo para envolver o Fluminense. Thiago Silva se destacava com ótimas intervenções para proteger a área e a profundidade. Protagonizou duelos interessantes com Rayan, mas quem voltou a brilhar foi Fábio, defendendo uma linda cobrança de falta do jovem atacante vascaíno.

Nonato sentiu uma lesão ainda no 1º tempo e não voltou do intervalo. Bernal o substituiu. O ritmo não caiu na 2ª etapa. Cauan Barros deu um presente para Lucho Acosta em saída de bola pressionada do Vasco, mas o meia escorregou na hora da finalização. Na sequência, Gómez puxou um contragolpe pelo meio e seviu Rayan na área, mas ele novamente parou no onipresente Fábio.

O goleiro tricolor voltaria a se destacar ao espalmar uma cabeçada do jovem atacante vascaíno logo depois. Os dois times buscavam a bola ou tentavam marcar a saída adversária para se impor. O Vasco conseguia ser mais eficiente nessas intenções. Andrés Gómez se destacava novamente pela esquerda. Produziu um lance que só não terminou em gol de Puma pelo bloqueio de Bernal na área.

Zubeldia resolveu sacar Lucho Acosta e Everaldo antes dos 15 minutos. Ganso e John Kennedy entraram. Pouco depois promoveu a entrada de Guga no lugar de Samuel Xavier. O Fluminense reequilibrou as ações. Conseguiu reter um pouco mais a bola e povoar o campo de ataque novamente. Não pôde, entretanto, finalizar os ataques com precisão. Pecou na parte técnica com Kennedy e Serna.

Diniz lançou Vegetti em campo aos 28′. O apagado Nuno Moreira saiu. Rayan foi para a ponta-direita. Um pouco mais para a reta final do jogo, Hugo Moura substituiu Thiago Mendes. O Vasco voltou a aumentar seu tempo com a posse de bola, mas a pressão derradeira da partida foi do Fluminense. Fisicamente o desgaste era imenso para os dois times.

Substituições só foram vistas novamente nos acréscimos. Certamente mexidas voltadas para as cobranças de pênalti. Otávio entrou na vaga de Martinelli. No Cruzmaltino, Andrés Gómez e Paulo Henrique cederam lugar a Matheus França e Victor Luís. Puma Rodriguez terminou a partida como lateral-direito. O Fluminese alçou algumas bolas na área, mas o placar não se alterou mais.

Léo Jardim pegou as cobranças de Canobbio e John Kennedy, virando uma decisão que começou desfavorável para o Vasco. Já que tinha Fábio tinha parado Vegetti. Rayan, Philippe Coutinho, Victor Luís e Puma Rodriguez converteram suas batidas. Thiago Silva, Ganso e Renê fizeram para o Fluminense.

Fonte: Globo Esporte

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