Justiça mantém trava e Vasco segue sem empréstimo de R$ 150 milhões
Vasco da Gama tem empréstimo de R$ 150 milhões travado pela Justiça, que exige auditoria antes de nova análise do financiamento.

A Justiça do Rio de Janeiro manteve, nesta sexta-feira (21), a decisão que impede, por enquanto, a liberação do empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pelo Vasco. A juíza Simone Gastesi Chevrand determinou que um relatório de auditoria seja apresentado antes de uma nova análise do financiamento DIP.
O Cruzmaltino havia recorrido da decisão inicial, mas a magistrada manteve a exigência e apontou a necessidade de esclarecer pontos das projeções financeiras apresentadas pelo Clube. Entre os questionamentos está a previsão de cerca de R$ 70 milhões em investimentos em agosto e outros R$ 18,4 milhões em setembro.
Outro ponto analisado pela Justiça envolve a relação entre o novo empréstimo e a venda da SAF. Os R$ 150 milhões seriam concedidos pela Almirante, empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia, que também apresentou proposta para assumir o futebol do Vasco. Somados aos financiamentos anteriores, os valores chegariam a R$ 270 milhões, situação que, segundo a decisão, pode afetar a concorrência no processo de venda da SAF.
A juíza também questionou a necessidade dos investimentos previstos e afirmou que 84% da dívida emergencial apresentada pelo Time de São Januário estaria relacionada a investimentos. Além disso, Administração Judicial, watchdog e gatekeeper foram intimados a prestar esclarecimentos sobre os pontos considerados sensíveis no prazo de 48 horas.
Com a decisão, o Gigante da Colina segue sem autorização para receber os R$ 150 milhões neste momento. O financiamento não foi rejeitado de forma definitiva, mas dependerá do cumprimento das exigências determinadas pela Justiça antes de uma nova análise. O Vasco também busca reverter a situação por meio de recurso no Tribunal de Justiça.
A manutenção da trava interfere diretamente no planejamento financeiro do Vasco e na estratégia para a reta final da janela de transferências. A diretoria havia indicado que os recursos seriam importantes para reforçar o caixa e cumprir compromissos financeiros, além de viabilizar investimentos no elenco.