Jornalista faz projeção ousada para a torcida do Vasco
Jornalista analisa confronto de volta entre Vasco da Gama x Corinthians e crava que o Clube carioca ficará com o título da Copa do Brasil.

A torcida vascaína vai encerrar o ano com uma Copa do Brasil e o título de “a mais feliz da nação”. É uma previsão ousada, mas acho que consigo defendê-la.
O Corinthians, para levar essa taça, deveria ter feito o placar em casa. Por quê? Porque o time de Dorival não é bom. Ele às vezes consegue fazer jogadas boas porque tem jogadores excelentes, mas ele não é um time confiável. E, por isso, depende de sua torcida para acendê-lo. Nem a torcida foi capaz de fazer essa mágica na noite de 17 de dezembro.
Falemos francamente: o Dorivalismo é uma manhã chuvosa de segunda-feira de novembro. É um arroz com feijão sem sal ou pimenta. É um copo de água esquecido ao sol por dois dias. O Dorivalismo não encanta, embora saiba vencer. Dorival conquistou títulos importantes com times que nem craques tinham; não podemos tirar dele seu talento. Mas Dorival e seu estilo de jogo não passam confiança e muito menos emocionam.
Foi dada a Dorival a missão quase impossível de fazer o Corinthians ser competitivo mesmo com suas estruturas em ruínas. E ele conseguiu. Já é coisa demais.
Do outro lado, temos o Dinizismo. Um sistema de jogo que pega a gente pela emoção e é capaz de matar e de ressuscitar o pobre torcedor dentro de um mesmo jogo. É uma tarde ensolarada de sábado numa praia carioca. É um acarajé feito na hora. É uma cerveja gelada compartilhada com amigos numa mesa de bar. É um parque de diversões cheio de montanhas-russas.
O Vasco foi muito melhor do que o Corinthians no primeiro jogo. E, para calar os que acham que Dinizismo é só toqueira e nada mais, se defendeu muito bem.
No domingo, o Maracanã estará terreirizado. Setenta mil almas vivas, fora os mortos que se farão presentes, entrarão em transe. Diniz vai montar um time vibrante e ofensivo. O Corinthians não vai saber reagir e vai ser engolido.
Posso estar errada? Sempre. O Corinthians é uma imensidão e a experiência de Dorival pode falar mais alto. Mas esse é um time que depende do calor da sua massa. O resultado teria que ser feito em casa, e não foi. Agora Diniz vai mexer seu caldeirão de afetos e motivar esse time como só ele é capaz de fazer. O Vasco vai ser campeão. A torcida vai celebrar mais do que a do Flamengo celebraria se tivesse passado pelo PSG. Mais do que Brasileiro e Libertadores. E ela estará certíssima. O ano de 2025 no futebol terá a cara do Vasco.
Contaremos histórias lindas sobre crianças e jovens que nunca viram o Vasco campeão. Falaremos de Dinamite, de Juninho e de tantos outros que deram a essa camisa o peso que ela tem hoje. E da torcida. Menino Gui. De senhoras, de mulheres, de meninas, de marmanjos valentes que estarão entregues às lágrimas com a conquista. As histórias estarão lá.
E se perder? Se perder a torcida também estará feliz, ainda que frustrada. Porque Diniz devolveu a ela o mais importante dos valores: o direito de sonhar.
Fonte: Milly Lacombe/UOL
O Vasco hoje tem um nome além de Léo Jardim, Coutinho e Rayan , tem Cauã Barros que deu consistência , segurança ao setor defensivo é um gigante dentro de campo ,tem técnica , raça e visão de jogo ,se assim , continuar neste nível chega um dia a seleção .