Ídolo do Vasco, Mauro Galvão vê risco em estilo de jogo de Diniz

Ídolo e ex-jogador do Vasco da Gama, Mauro Galvão comenta sobre estilo de jogo de Fernando Diniz e faz alerta.

Mauro Galvão, ídolo do Vasco
Mauro Galvão, ídolo do Vasco (Foto: Julio Costa/ge)

Ídolo de Internacional, Grêmio e Vasco, o ex-zagueiro Mauro Galvão é o convidado desta semana do “Toca e Passa”, videocast do GLOBO. Efetivamente ligado aos clubes por onde passou, o ex-defensor diz que não consegue escolher um favorito ou que sente mais carinho. Ainda assim, por morar no Rio de Janeiro, Mauro, que é oriundo do Rio Grande do Sul, acaba se mantendo mais próximo do cruz-maltino. Ao falar sobre o momento do clube, o bicampeão brasileiro e capitão do título da Libertadores em 1998 lamentou a falta de protagonismo nos últimos anos e aproveitou para opinar sobre o estilo de jogo do técnico Fernando Diniz.

– Não pensei que fosse durar tanto para o Vasco, ficar longe de grandes conquistas e de ser protagonista. Acho que é uma coisa que incomoda bastante o torcedor, que é sempre muito engajado. Mas falta o clube retribuir. E para fazer isso, tem que fazer uma coisa bem criteriosa e com cuidado. Não existe salva-vidas. Ninguém vai salvar o Vasco. Tem que ter um trabalho organizado para que o time melhore com o tempo – analisa o ex-zagueiro, que também falou sobre uma particularidade do time de Fernando Diniz: a saída de bola desde o goleiro.

– Eu particularmente não sou muito fã. Me preocupa. Acho que o zagueiro, como jogador de futebol, tem que decidir quando vai sair jogando ou não. É ele quem decide. Se está livre, sai jogando. Se está apertado, dá o chutão. Isso não é só chutar a bola para a lateral, mas sim um chute que você direciona e procura o centroavante. Mas tem que ser treinado. Acho que essa saída pode causar certa dificuldade para o jogador de defesa. Já vimos também vários jogadores entregarem o ouro – disse Mauro.

Revelado pelo Internacional, Mauro Galvão chegou ao Rio de Janeiro na segunda metade da década de 1980 para atuar pelo Bangu. Chamado por Paulo César Carpegiani, com quem tinha trabalhado no Sul, o ex-zagueiro foi convencido a se transferir para o clube carioca pelo bicheiro Castor de Andrade, que comandava o alvirrubro.

Bem humorado, o ex-defensor lembrou do que pensou assim que chegou ao Rio de Janeiro para se apresentar em Moça Bonita, na zona oeste do Rio. Além disso, elogiou a figura de Castor no dia a dia do clube.

– Foi uma aventura bacana. Eu sai do Internacional já consagrado e vim para o Bangu, que naquele momento investia muito com o Castor, montando uma boa equipe. E logo que eu cheguei no Rio, estava até preocupado porque não chegava nunca em Bangu. Um cara foi me pegar no aeroporto e em vez de ir pela (Avenida) Brasil, foi pela zona sul porque queria me mostrar a praia (risos). Deu a volta no Rio. Eu cheguei lá de terno e tive que tirar tudo, ficar só de camisa, porque estava um calor danado. Mas foi uma experiência muito legal. Tinham muitos jogadores fantásticos. Gilmar, Márcio Rossini, Ado, Marinho… – contou Mauro Galvão.

– Eu já tinha ouvido falar dele (Castor de Andrade), conhecia mais o lado folclórico. Mas ele era muito legal, me ajudou bastante. Tive algumas situações em que precisei ir para São Paulo com minha esposa, que não estava bem, e ele me ajudou. É um cara que tenho muito respeito — concluiu.

Fonte: O Globo

1 comentário
  • Responder

    Eu também não gosto de saída de bola dentro de seu proprio campo , vi muitos gols com falhas neste tipo de reposição de bola , agora mesmo neste mundial de clubes , vários gols surgiram neste tipo de jogada , sou do tempo que havia cobrança do chamado tiro de meta ora pelo goleiro , ora por zagueiro e , é muito lógico enquanto a bola estive no campo adversário menos risco a defesa , hoje com o futebol em estilo pelada , é temerário este tipo de saída de bola neste estilo do Diniz .

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