Hugo Moura vence desconfiança e se firma no Vasco de Renato Gáucho
Volante do Vasco da Gama, Hugo Moura marcou o gol que garantiu o empate Cruzmaltino diante do Flamengo, no último domingo (3).

O empate diante do Flamengo, neste domingo (3), marcou um ponto simbólico na trajetória de Hugo Moura com a camisa do Vasco. Autor do gol Cruzmaltino no clássico, o volante vive seu melhor momento desde que chegou ao Clube, em abril de 2024, após empréstimo junto ao Athletico-PR.
A contratação, inicialmente recebida com desconfiança, por conta de sua formação nas categorias de base do rival Rubro-Negro, começou bem. Na estreia, Hugo contribuiu com uma assistência no clássico contra o Fluminense. No entanto, o bom início não teve continuidade imediata.
Pouco depois, um episódio marcante freou sua ascensão. Em confronto contra o Athletico-PR, seu ex-clube, o volante errou ao recuar a bola para Léo Jardim e, ao tentar corrigir a falha, cometeu falta que resultou em expulsão ainda no primeiro tempo.
A derrota por 1 a 0 intensificou as críticas, e o jogador passou a ter menos oportunidades na equipe, atuando apenas uma vez nas três partidas seguintes. Naquele momento, o Vasco enfrentava dificuldades no Campeonato Brasileiro, ocupando a zona de rebaixamento.
A retomada veio em São Januário, o Vasco venceu o São Paulo por 4 a 1, de virada. A atuação marcou o início de uma recuperação consistente sob o comando de Rafael Paiva, cenário em que Hugo Moura voltou a ganhar espaço.
Com sequência, o volante participou das 30 partidas restantes da temporada e teve papel relevante, somando dois gols e quatro assistências. Um dos momentos mais marcantes ocorreu nas quartas de final da Copa do Brasil, quando marcou o gol da virada contra o Athletico-PR nos acréscimos, em São Januário.
O Vasco avançou até a semifinal, sendo eliminado pelo Atlético-MG, mas a performance do jogador no segundo semestre consolidou sua importância no elenco. Ao fim de 2024, metas contratuais foram atingidas, e o clube efetuou sua contratação em definitivo por cerca de R$ 10 milhões.
Na temporada seguinte, Hugo iniciou como titular sob o comando de Fábio Carille e manteve espaço com a chegada de Fernando Diniz. Contudo, perdeu protagonismo na reta final de 2025, passando a ser mais utilizado como opção no banco.
O ano também ficou marcado por três expulsões, apesar de ter sido o mais ativo de sua carreira, com 61 partidas disputadas. O Vasco terminou como vice-campeão da Copa do Brasil, e o volante teve papel de rotação no elenco.
Já em 2026, começou novamente como reserva, mas recuperou espaço após a mudança no comando técnico, com a saída de Fernando Diniz e a chegada de Renato Gaúcho, que implementou um sistema de rodízio.
Com mais tempo de clube, Hugo Moura assumiu também funções de liderança, sendo capitão em algumas partidas, como contra o Cruzeiro, na ausência de Thiago Mendes, e atuando como uma das vozes do grupo em momentos de pressão.
O gol no clássico contra o Flamengo reforça essa trajetória de superação. De contestado a peça respeitada, Hugo Moura construiu sua história no Vasco ao longo de oscilações e retomadas.
Com 115 jogos pelo clube, o que mais defendeu na carreira, soma quatro gols e sete assistências. Com contrato até o fim de 2026, o volante estará apto a assinar um pré-contrato com outra equipe a partir de julho.