Germano compara título de 1997 com a Copa do Brasil 2025, e exalta Léo Jardim

O ex-goleiro Carlos Germano torce por título do Vasco na Copa do Brasil e não poupa elogios ao goleiro Léo Jardim.

Carlos Germano e Léo Jardim durante homenagem do Vasco
Carlos Germano e Léo Jardim durante homenagem do Vasco em Cariacica (Foto: Leandro Amorim/Vasco)

Há exatamente 28 anos, no dia 21 de dezembro de 1997, o Vasco conquistava o tricampeonato brasileiro. Na mesma data, jogará a final da Copa do Brasil em 2025. E as coincidências não param por aí: também empatou a primeira partida daquela decisão por 0 a 0, em São Paulo, e disputou a volta no Maracanã. Ídolo cruz-maltino e titular naquela ocasião, o ex-goleiro Carlos Germano conversou com o Lance!, esperançoso de que o desfecho das duas histórias seja o mesmo.

O Vasco desbancou o Palmeiras na final do Brasileiro de 1997, ainda disputado no formato mata-mata. O primeiro jogo terminou sem gols no Morumbi. Depois, na volta, mesmo placar no Maracanã. No entanto, devido à campanha superior, a igualdade no agregado deu o título ao Cruz-Maltino.

Na final da Copa do Brasil deste ano, Vasco e Corinthians também não balançaram as redes na partida de ida, disputada na Neo Química Arena. O cenário lembrou o da decisão de 28 anos atrás.

— É um cenário muito parecido, a única diferença é que naquela época o Vasco jogava por dois resultados iguais. São equipes parelhas, como naquela ocasião. O jogo de ida entre Vasco e Corinthians foi muito parecido com o primeiro jogo da decisão de Vasco e Palmeiras: sem muitos lances de gol, truncado, com as duas equipes se estudando bastante e não se arriscando. Depois, o jogo no Maracanã foi totalmente diferente, aberto, as duas equipes poderiam ter vencido. Até acho que o Palmeiras teve uma ação ofensiva um pouco melhor na ocasião, mas o Vasco estava muito focado na partida, muito determinado, jogava pelo empate — comparou Carlos Germano.

Apesar de entender que o primeiro jogo da final da Copa do Brasil deste ano foi truncado, o ex-goleiro viu superioridade vascaína no confronto. Agora, com apoio de milhares de cruz-maltinos no Maracanã, espera que atuação parecida reflita em vitória e título.

— O primeiro jogo foi muito fechado, mas o Vasco conseguiu neutralizar o adversário jogando em seus domínios e poderia ter saído com a vitória. Tem que jogar da mesma forma na volta: morder o tempo todo, marcar o tempo todo, sufocar o adversário, como fez no primeiro jogo em São Paulo. O Corinthians não conseguiu fazer nada, as melhores situações de gol foram criadas pelo Vasco. Só quem jogou foi o Vasco, então o caminho é esse. A atitude tem que ser a mesma, com essa pegada, determinação e foco, e aí a gente ainda ganha mais um jogador que é o nosso torcedor — analisou.

De goleiro para goleiro: Vasco em boas mãos

Se Carlos Germano foi essencial para o título brasileiro de 1997, a eventual conquista da Copa do Brasil deste ano certamente passará por Léo Jardim. Por isso, o ex-goleiro não poupa elogios ao seu sucessor que, segundo ele, deveria estar na Seleção Brasileira.

— Geralmente os goleiros fazem a diferença num jogo como esse. E o Léo Jardim já vem defendendo a nossa camisa há três anos, é uma peça importantíssima e não é de hoje. Na Copa do Brasil, decidiu para a gente três vezes nas cobranças de pênaltis. Então, ele tem que fazer justamente o que ele vem fazendo. Um goleiro extremamente confiável, como é o Léo Jardim, traz tranquilidade para nós torcedores vascaínos e para o time em campo. Quando os caras olham para trás e o veem, acalmam o coração e conseguem ter um pouco mais de tranquilidade para jogar — destacou.

Início de nova era vitoriosa?

O título brasileiro de 1997 representou o começo de uma era absolutamente vencedora do Vasco: até o fim de 2000, ainda conquistou Libertadores, Rio-São Paulo, Copa Mercosul, mais um Brasileiro e outros troféus. Carlos Germano, então, espera que a conquista da Copa do Brasil simbolize o começo de nova sequência de anos mágicos do Cruz-Maltino.

— A conquista de 97 foi importantíssima para todos nós vascaínos. Colocou o Vasco na Libertadores da América no ano do seu centenário, da qual o Vasco também se consagrou campeão. Foi importantíssimo pela formação daquele grupo de jogadores também. A gente jogou o Carioca de 97 e depois o time foi ficando mais forte durante o Brasileiro, com as contratações de Mauro Galvão, Evair, Odvan, Nasa, a subida do Felipe e do Pedrinho. A conquista do Brasileiro de 1997 foi o pontapé inicial para o Vasco ficar praticamente quatro anos ganhando, porque montou aquela equipe maravilhosa e, até 2001, foi conquistando vários títulos importantes — relembrou.

— Agora, em relação do Vasco de hoje, a importância do título da Copa do Brasil é o fortalecimento do Vasco, do nosso presidente Pedrinho, de toda a estrutura que vem montando. Seria a cereja do bolo, até para o torcedor vascaíno entender que o Vasco está no caminho certo, tem suas dificuldades, mas o trabalho que o presidente vem fazendo é extremamente correto. O Vasco voltaria a ser protagonista no ano que vem e começaria a brigar na prateleira de cima, da qual nunca deveria ter saído. E também fortaleceria esse grupo de jogadores — projetou Carlos Germano.

Vasco e Corinthians duelam no Maracanã às 18h (de Brasília) deste domingo (21). Em caso de empate, a decisão será por pênaltis. Além do troféu, a conquista vale vaga na próxima edição da Libertadores e uma premiação expressiva de R$ 77 milhões. O time perdedor disputará a Copa Sul-Americana e receberá R$ 33 milhões de bonificação.

Fonte: Lance!

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