Fluminense x Vasco: veja as armas que podem definir o clássico
O Vasco da Gama busca a classificação diante do Fluminense para reagir e por fim ao momento ruim na temporada.

A noite de domingo (1) reserva um clássico decisivo entre Fluminense e Vasco, que se enfrentam às 18h, no Maracanã, para definir o primeiro finalista do Campeonato Carioca de 2026. O Flu tem a vantagem por ter vencido o jogo de ida por 1 a 0.
De um lado, o Cruz-Maltino busca uma virada de chave na temporada com a classificação. Do outro, o Tricolor procura consolidar a boa fase e manter o 100% de aproveitamento contra os rivais. O Lance! apontou possíveis estratégias para cada equipe sair vitoriosa e com a vaga na decisão.
Fluminense: bola parada pode decidir a classificação
No clássico decisivo contra o Vasco, o Fluminense busca não só a vaga em mais uma final estadual, mas emplacar a quinta vitória em clássicos no ano e espantar de vez o fantasma da eliminação na Copa do Brasil de 2025.
Para isso, contará com o retorno de Canobbio, que não jogou contra o Palmieras, pelo Brasileirão, por estar cumprindo suspensão. O uruguaio é o trunfo tricolor, sendo peça fundamental na fase ofensiva e defensiva. Em 2026, as únicas derrotas do time foram na sua ausência.
Em campo, uma das armas bem utilizadas pelo Fluminense é a bola parada. O time de Zubeldía já demonstrou em diferentes ocasiões seu repertório de jogadas ensaiadas e conta com a qualidade e refino técnico de Lucho Acosta, provável titular, e de Ganso. E enquanto este é um dos pontos fortes do Flu, é uma das principais vulnerabilidades do Vasco. Dos 11 gols sofridos nesta temporada, cinco foram originados na bolas levantadas na área.
Vasco: bolas em profundidade podem ser a arma vascaína
Vivendo um momento de baixa confiança na temporada, o Vasco pode encontrar no clássico uma oportunidade estratégica para reagir. Um dos pontos vulneráveis do Fluminense em 2026 tem sido a bola em profundidade nas costas dos zagueiros — exatamente o tipo de jogada que gerou as melhores chances cruz-maltinas no último confronto e também no duelo da Copa do Brasil da temporada passada.
Diante desse cenário, o técnico interino Bruno Lazaroni pode promover uma mudança pontual para potencializar essa estratégia: a entrada de Marino Hinestroza na vaga de Nuno Moreira. O português não vem conseguindo repetir as boas atuações de 2025 e oferece características mais voltadas à construção e articulação. Já Hinestroza é um jogador mais vertical, agressivo no ataque ao espaço e com maior capacidade de explorar a última linha defensiva adversária – que vem de um momento instável, sobretudo com Freytes em campo.
O colombiano, inclusive, tem perfil semelhante ao do compatriota Andrés Gómez, com quem divide características de velocidade, drible em progressão e ataque à profundidade. Sua presença pode aumentar o repertório ofensivo vascaíno e forçar a defesa tricolor a atuar mais recuada.
Marino treinou como titular ao longo da última semana, embora não tenha iniciado a partida contra o Santos, a informação foi publicada inicialmente pelo GE. Caso a mudança se confirme, a equipe comandada novamente por Lazaroni pode ganhar justamente o elemento que faltou para transformar volume ofensivo em chances claras, explorando uma fragilidade já identificada no rival.
Fonte: Lance!