Fla-Flu reage à venda de 46 mil ingressos pelo Vasco para jogo no Maracanã

O consórcio Fla-Flu Serviços diz que o Vasco terá que "arcar com as consequências" por ter aberto a comercialização dos ingressos.

Bandeira do Vasco no Maracanã
Bandeira do Vasco no Maracanã (Foto: Dikran Sahagian/Vasco)

E segue a briga na Justiça: horas depois do Vasco entrar com recurso alegando que já vendeu 46 mil ingressos para o jogo contra o Boca Juniors no Maracanã, o consórcio Fla-Flu Serviços S.A., responsável pelo estádio, se manifestou, pediu ao juízo que negue o pedido do clube para liberar a arena e afirmou que o Cruzmaltino terá que “arcar com as consequências” por ter aberto a comercialização de entradas quando o caso ainda tramitava.

O consórcio afirma que o pedido de reconsideração feito pelo clube da Colina na noite do último sábado (10) “perdeu seu objeto”, pois foi protocolado às 22h16 do último dia disponível para indicação do estádio, quando o prazo regulamentar já estaria praticamente encerrado.

A empresa ainda afirma que o Vasco não rebateu os fundamentos processuais da decisão liminar concedida pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, 1ª vice-presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), “limitando-se a repetir argumentos já apresentados e rejeitados em decisões anteriores”, especialmente os relacionados à segurança pública.

A concessionária também contesta a alegação feita pelo Vasco de que a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) teria confirmado o local da partida, argumentando que o site da entidade não indicava estádio para o confronto contra o Boca Juniors.

De fato, a Confederação aponta que o jogo será no “Rio de Janeiro” em artes, mas os perfis oficiais da entidade foram diretos ao escrever, na noite da última sexta-feira (9), que Vasco e Boca “vão definir a Semifinal da CONMEBOL Sul-Americana no Maracanã”.

Por fim, a Fla-Flu alega que o Cruzmaltino “apresentou informações contraditórias” sobre a venda de ingressos: pela manhã, teria informado a venda de 11.446 entradas e, posteriormente, mencionado 46.014 ingressos vendidos. Segundo o consórcio,”essa informação não estaria devidamente comprovada”.

A empresa sustenta, inclusive, que o Vasco teria “tempo suficiente para reorganizar o evento” sem o Maracanã, já que o regulamento prevê “antecedência de 10 dias para definição e adequação do local da partida”. A concessionária também volta a defender que o “estádio Nilton Santos possui condições adequadas para receber o jogo” e indica que a partida tem que ocorrer lá.

Segundo a Fla-Flu, o time da Colina tem que “arcar com as consequências” por ter iniciado a venda dos bilhetes enquanto o “caso Maracanã” ainda seguia vivo na Justiça, com possibilidades de recursos e derrubadas de liminar.

“Ao apresentar o pedido de reconsideração já no limite do término do prazo para a indicação do local da partida apenas significa que deixou de dedicar tempo na readequação do planejamento, de modo que, no futuro, somente ele deverá arcar com qualquer consequência daí advinda”, escreveu.

O recurso do Vasco e a manifestação da empresa agora aguardam apreciação da desembargadora Suely Lopes Magalhães.

O recurso do Vasco

Após ver a Justiça negar o uso do Maracanã no jogo contra o Boca Juniors, pela semifinal da CONMEBOL Sul-Americana, o Vasco da Gama agiu rápido e entrou com novo recurso na noite deste sábado (9) para tentar reverter a decisão.

Em petição enviada diretamente à desembargadora Suely Lopes Magalhães, 1ª vice-presidente do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), o Cruzmaltino pediu que a magistrada reconsidere de forma urgente sua decisão da tarde de sábado e autorize o uso da arena no duelo do próximo dia 20.

O clube da Colina afirma que, na última sexta-feira (8), após o desembargador Marco Antônio Ibrahim, da 23ª Câmara de Direito Privado do Rio, conceder decisão com “OK” ao Maracanã, a equipe indicou o estádio de forma oficial à Conmebol, passando a integrar a comunicação oficial da competição e liberando a venda de entradas.

O Vasco também salienta que, até o momento da entrada do recurso na Justiça, 46.014 ingressos já tinham sido vendidos para a partida contra o Boca. Por isso, a mudança de estádio impactaria consumidores que compraram ingressos considerando setores, assentos, acessos e logística específicos do Maracanã, inclusive torcedores vindos de outros estados e países.

O Cruzmaltino ainda alega que, se tiver que mudar o local do jogo para o Nílton Santos, isso ocasionará mais problemas ainda, já que a capacidade liberada da arena do Botafogo é de 44.661 espectadores, número inferior ao total de ingressos já vendidos. Por consequência, haveria centenas de cancelamentos e reembolsos, entre outros transtornos.

O time presidido por Pedrinho argumenta que ainda devem ser considerados espaços de segregação de torcidas, áreas de segurança e circulação. Além disso, já foram destinados 4 mil ingressos ao Boca Juniors, exigindo setores específicos para a torcida visitante.

Na petição, o time da Colina afirma até mesmo que a imprensa seria prejudicada, já há previsão de que cerca de 250 profissionais sejam credenciados para a cobertura do jogo. A alteração da sede exigiria readequação de espaços para jornalistas, transmissões internacionais, cabines, áreas de entrevistas e demais estruturas previstas pela Conmebol, de acordo com o clube.

Por tudo isso, o Vasco pediu que seja reconsiderada a decisão do sábado, restabelecendo a tutela concedida na sexta pela 23ª Câmara de Direito Privado e permitindo que o duelo contra o Boca aconteça no Maracanã.

Fonte: ESPN

1 comentário
  • Responder

    Esse lixo que atende por nome bap já tá passando dos limites.
    Como esse lixo faz questão por o que não pertence a ele?

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