Festa e provocação: veja imagens exclusivas de Vasco x Botafogo do gramado

O clássico entre Vasco e Botafogo em São Januário teve provocações entre torcidas e muita disputada com a bola em campo.

Vasco x Botafogo em São Januário
Vasco x Botafogo em São Januário (Foto: Matheus Lima/Vasco)

O empate em 1 a 1 entre Vasco e Botafogo, nesta quarta-feira, foi com toda pinta de rivalidade: bate-boca entre jogadores, provocações entre torcidas e muito disputado com a bola. Mas tudo ficou dentro de campo. Após a partida, os jogadores de ambas equipes fizeram jus à alcunha de “Clássico da Amizade”, e o ge acompanhou todos os lances do clássico de dentro do gramado para trazer um pouco do ambiente da partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

A começar pelo aquecimento, a torcida do Vasco iniciou as provocações ao elenco do adversário. Com gritos de “Botafogo é bairro”, os jogadores alvinegros subiram ao gramado e passaram em frente à curva da arquibancada vascaína. Alguns olharam para as zoações dos torcedores mandantes, enquanto outros jogadores, como Côrrea, recém-chegado ao rival, aparentaram não entender muito bem o que estava se passando.

A partir das entradas dos times em campo, a torcida do Vasco fez o seu espetáculo. São Januário se tornou um verdadeiro caldeirão, com show de luzes, bobinas, fumaças brancas, pretas e vermelhas, mosaico 3D e três bandeirões enormes, que praticamente cobriram toda a arquibancada.

Festa da torcida do Vasco em São Januário
Festa da torcida do Vasco em São Januário (Foto: Tébaro Schmidt/ge)

O clima de festa da torcida do Vasco durou até os oito minutos, quando Arthur Cabral abriu o placar, para a alegria de cerca de mil torcedores do Botafogo em São Januário. Algumas organizadas vascaínas puxaram o coro de “o Vasco é o time da virada”, enquanto outra parte da arquibancada ficou mais impaciente — especialmente com a demora na troca de passes e os espaços na marcação.

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Mas São Januário voltou a ferver após o gol de Jair, aos 17 minutos. O volante explodiu de alegria, mas a comemoração do camisa 8 foi contida por Barros e Vegetti, que não o deixaram comemorar sozinho. O autor do gol foi puxado de todos os lados na comemoração. Os vascaínos fizeram o estádio tremer com gritos de ordem contra a arbitragem, que traçou a linha do impedimento para validar o gol, e com músicas incentivando a virada do clube mandante.

O Botafogo sentiu o gol do Vasco, e deu para ver isso dentro de campo. Em várias oportunidades, Barboza sinalizou para John não sair jogando curto, ainda mais depois das roubadas de bola de Nuno e Rayan na grande área alvinegra, que geraram boas chances para o time da casa.

No segundo tempo, o ímpeto da torcida do Vasco acompanhou o time de Fernando Diniz. A equipe começou em cima e teve a chance da virada. Os momentos de mais barulho da arquibancada foram em relação à arbitragem. Primeiro, quando um chute de Rayan foi bloqueado pelo braço de Marlon Freitas, e os torcedores mandantes pediram pênalti. Depois, quando Jair, sem querer, derrubou Anderson Daronco. Os vascaínos foram à loucura e ironizaram o árbitro.

O Vasco caiu de produção ao longo da segunda etapa, e a torcida vascaína estava mais apreensiva no fim, enquanto o Botafogo esboçava uma pressão ofensiva. Na parte do aquecimento, Estrella, revelado no clube, em vários momentos cantava as músicas da arquibancada vascaína. Os jogadores do banco motivaram o garoto, que voltou a receber chances com Diniz depois de um ano afastado por uma lesão (contra o próprio Botafogo no Brasileirão de 2024).

Antes da calmaria do fim do jogo, teve treta, é claro. Vegetti e Marçal se estranharam e trocaram empurrões. Barboza, amigo do atacante vascaíno, separou a briga. Barros, muito combativo no meio de campo, também trocou empurrões com Marlon e Newton. O volante do Vasco mostrou presença e foi muito aplaudido pelos torcedores.

Ao fim da partida, o clima de amizade voltou a reinar na entrada dos vestiários. A primeira coisa que aconteceu ao apito final foi um abraço entre Vegetti e Marçal, captado pelas lentes da TV Globo. Barboza apareceu para abraçar os dois também.

Allan, volante do Botafogo, mas cria do Vasco, trocou de camisa com o centroavante argentino e também levou a de Philippe Coutinho para casa. Ele mora no mesmo condomínio de Coutinho, Vegetti, e Barboza. As famílias dos jogadores são muito muito próximas. Lucas Freitas trocou de camisa com Danilo — os dois atuaram juntos no Palmeiras. Paulo Henrique trocou com Alex Telles, que perguntou como o lateral vascaíno estava após sair de campo lesionado.

A torcida do Vasco reconheceu a boa atuação do time e aplaudiu a partida, ao contrário das vaias que havia dado ao elenco, comissão técnica e direção após a derrota do fim de semana contra o Corinthians. Já os torcedores do Botafogo incentivaram o time, com gritos de “seremos campeões”. O jogo de volta no Nilton Santos será apenas no dia 11 de setembro, tempo suficiente para a expectativa ser grande para a decisão nas semifinais.

Fonte: Globo Esporte

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