Edmundo revela mágoa com Pedrinho e descarta futuro político no Vasco
Edmundo afirma que esperava maior participação nas decisões do Vasco da Gama e critica modelo adotado pelo departamento de futebol.

Ex-jogadores, ídolos do Vasco e antigos aliados, Pedrinho e Edmundo agora estão em lados opostos na política do Clube. Em entrevista ao canal Atenção Vascaínos!, o Animal voltou a comentar sua relação com o presidente Cruzmaltino.
Segundo Edmundo, sua aproximação com Pedrinho aconteceu dentro do grupo Sempre Vasco, do qual ambos faziam parte há anos. O ex-jogador explicou que decidiu apoiar a candidatura do atual presidente por acreditar que sua imagem junto à torcida e ao ambiente político seria importante em um momento delicado da história vascaína.
Apesar do apoio durante a campanha, Edmundo afirmou que a relação com a gestão sofreu desgastes ao longo do tempo. O principal motivo, segundo ele, foi a expectativa frustrada de ter maior participação nas decisões estratégicas do Clube.
– Quando a gente assume, as decisões acabam não sendo tomadas em grupo. Eu saio porque eu sempre achei que as decisões deveriam ser tomadas em grupo. Só que eu não saio avisando. Eu passei a não frequentar mais as reuniões. Até que o Pedrinho me excluiu de um grupo seleto que a gente tinha da Sempre Vasco, que era um núcleo duro. E aí eu fiquei muito chateado (…) Eu ajudei o Pedrinho a se eleger. Eu esperava ter voz, uma participação efetiva.
Como exemplo, o ex-atacante citou o processo de retorno de Philippe Coutinho ao Vasco. De acordo com Edmundo, ele participou das etapas iniciais da negociação, mas acabou sendo afastado das conversas posteriormente, o que gerou incômodo.
– Quem levou o Pedrinho a casa do Philippe Coutinho, fui eu. E a partir daí eu não fui chamado para outras reuniões. E aí, ele empurrou o Vasco as contratações do Souza e do Alex Teixeira.
Além das questões políticas, Edmundo também fez críticas ao modelo de construção do elenco adotado pelo Vasco. Para ele, o Gigante da Colina tem apostado excessivamente em contratações de jogadores que permanecem por pouco tempo, sem conseguir criar uma base sólida para o futuro.
Na visão do ex-jogador, o investimento deveria ser direcionado para atletas com capacidade de gerar impacto imediato e, ao mesmo tempo, servir como referência para os jovens formados nas categorias de base.
– O Vasco só fez apostas em jogadores nos últimos anos. Jean David, Sforza, Emerson Rodrigues, Maxime Dominguez, entre outros. O time precisa de jogadores que elevem o nível da equipe e deixem um legado para quem está chegando da base. O modelo de gestão esportiva atual do Vasco é totalmente diferente do que eu acredito.
Apesar das críticas e do envolvimento recente nos bastidores, Edmundo descartou qualquer intenção de concorrer à presidência do clube no futuro. O ex-camisa 10 afirmou que o ambiente político é desgastante e que está satisfeito por ter se afastado desse processo.
Mesmo assim, reforçou que continua à disposição para ajudar o Vasco sempre que for necessário, ainda que sem ocupar cargos formais.
– Meu amor pelo Vasco é incondicional. Se o clube precisar de mim, estarei pronto para ajudar, mas não tenho interesse em seguir carreira política dentro da instituição.