Diretores do Vasco são citados em súmula após confusão contra o Vitória
Dirigentes do Vasco teriam tentado se aproximar da equipe de arbitragem e um treinador de goleiros foi acusado de agredir um dos árbitros.

A vitória do Vasco por 1 a 0 sobre o Vitória, nesta quarta-feira (26), pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, foi marcada por uma confusão envolvendo integrantes da diretoria Cruzmaltina e a equipe de arbitragem. O episódio aconteceu no intervalo da partida, em São Januário, e foi registrado pelo árbitro Matheus Candançan na súmula.
Entre os dirigentes citados estão Admar Lopes, diretor executivo, e Felipe Maestro, diretor técnico. O documento também menciona Nelcirio Franchin, treinador de goleiros, Daniel Felix, coordenador de performance, além de um segurança do Vasco, que não teve a identidade divulgada.
Segundo Candançan, integrantes do clube proferiram diversos xingamentos contra a equipe de arbitragem e tentaram “forçar a passagem pelo bloqueio policial com o objetivo de se aproximar da equipe de arbitragem”. A confusão teria continuado no túnel de acesso aos vestiários.
Ainda de acordo com a súmula, Nelcirio Franchin “tentou desferir um soco contra o árbitro, atingindo o braço do 4º árbitro”. O treinador de goleiros precisou ser contido pelos policiais que acompanhavam a equipe de arbitragem.
O documento também relata o arremesso de “diversos copos contento líquidos” e pedras de gelo na direção dos árbitros. Os objetos teriam partido do setor destinado à torcida do Vasco e voltado a ser lançados durante o retorno das equipes para o segundo tempo.
A revolta do Vasco começou ainda na etapa inicial, após a expulsão de Cauan Barros, aos 17 minutos. O volante tentou fazer um lançamento, teve a bola interceptada e colocou o braço no caminho para impedir que Renato Kayzer avançasse livre em direção ao gol de Léo Jardim.
Candançan inicialmente aplicou cartão amarelo, mas alterou a decisão para vermelho após consultar o VAR e entender que Barros era o último homem da defesa.
Depois da partida, Admar Lopes voltou a reclamar da atuação da arbitragem e classificou a expulsão como um “erro grotesco”.
– Fazer um pequeno comunicado sobre o árbitro que apitou aqui. Ele já tem um histórico de péssimas atuações ao longo da carreira e em jogos do Vasco. O lance da expulsão do Cauan [Barros] foi um erro grotesco. Há também uma falta do Spinelli na área, que seria um pênalti a favor do Vasco. Eu só peço reflexão por parte dos responsáveis da CBF pela arbitragem para que não escalem esse árbitro para jogos decisivos e importantes para o Vasco.
Vasco e Vitória voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (2), no Barradão, em Salvador. O time baiano precisa vencer por dois gols de diferença para avançar diretamente. Caso consiga um triunfo por apenas um gol, a vaga nas semifinais será decidida nos pênaltis.