Diniz recorre ao estilo campeão do Fluminense para virar o jogo no Vasco
No Vasco, Fernando Diniz tenta recuperar o perfil vencedor que o levou ao título da Libertadores, pelo Fluminense há dois anos.

Fernando Diniz chega à semifinal da Copa do Brasil pressionado após campanha ruim no Brasileiro. Para salvar o ano no Vasco, tenta recuperar a alma copeira que o levou ao título da Libertadores há dois anos, justamente pelo Fluminense, adversário desta noite, às 20h.
O clássico carioca se torna quase um confronto entre versões do treinador. Em meio a patinadas e um trabalho que esteve longe de engrenar no Cruz-Maltino, o comandante encontra o clube onde viveu o auge, e que atravessa boa fase com o argentino Luís Zubeldía — primeiro treinador estrangeiro da Era Mário Bittencourt.
O cenário do confronto, inclusive, teve um giro de 180º. Nas quartas de final, o time de São Januário eliminou o Botafogo, então atual campeão brasileiro e da Libertadores. Os torcedores tricolores, por outro lado, estavam às turras com Renato Gaúcho, que pediria demissão dias depois.
De lá para cá, porém, o Fluminense engatou boa sequência no Brasileiro e conquistou vaga na Libertadores. O Vasco teve sequência negativa e fez contas contra o rebaixamento até quase o fim do torneio.
“Eles vêm de bons resultados. Nós, infelizmente, de resultados negativos. Mas é diferente de pontos corridos. Falar de favoritismo é difícil. Eles vivem um melhor momento, sem dúvida, mas já vencemos eles. Temos, de certa forma, um caminho. A equipe deles evoluiu, criou coisas diferentes, mas vamos fazer de tudo para repetir o feito”, disse Paulo Henrique, lateral-direito do Vasco.
Os famigerados dedos em “V” de “vitória, Vascão” de Diniz deram espaço aos protestos e desconfiança, e correntes favoráveis à demissão. A linha pode até ser traçada da euforia do 6 a 0 sobre o Santos, em agosto, à frustração com o 5 a 0 do Atlético-MG, na última rodada do Brasileiro, “derrota que não podemos admitir”, como o treinador classificou.
O revés em Minas Gerais teve a expulsão de Hugo Moura ainda no primeiro tempo. “É difícil falar de uma partida depois de um 5 a 0. Com 29 minutos de jogo, estávamos perdendo por 1 a 0 e com um a menos”, apontou o treinador.
Um dos pontos que, na avaliação do próprio Diniz, pesou favoravelmente ao Fluminense na campanha da conquista continental era o equilíbrio da equipe. “Um dos méritos do Fluminense na Libertadores é saber jogar com inferioridade numérica. Uma equipe que tem proposta clara ofensiva, mas que sabe se defender. Sempre é difícil atacar e defender com a mesma eficiência, é o sonho de todo treinador. Foi um jogo aberto, além da vitória, foi uma partida emocionante e um bom espetáculo”, afirmou, após o triunfo sobre o Boca Juniors na final.
Agora, Diniz se vê frente ao dilema da performance x resultado para terminar a temporada em alta. “Eu gosto de trabalhar e fazer o melhor que eu posso para os jogadores e para a torcida do Vasco. Espero que esse jogo ajude o Vasco a ficar mais forte para seguir na Copa do Brasil e dar alegria que a torcida merece”.
Fonte: Uol