Diniz explica mudanças contra o Grêmio e abre o jogo sobre vaias da torcida

Técnico do Vasco da Gama, Fernando Diniz analisou o empate de sua equipe diante do Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro.

Lucas Freitas comemorando gol contra o Grêmio
Lucas Freitas comemorando gol contra o Grêmio (Foto: Dhavid Normando)

Fernando Diniz analisou o protesto da torcida o Vasco no empate com o Grêmio. Nas palavras do técnico, os jogadores precisam assimilar as vaias, tendo em vista que os vascaínos tem todo direito de se manifestarem.

– Acho que, para jogar no Vasco, o jogador tem que assimilar as vaias da torcida, que tem todo o direito de cobrar, xingar. Fizeram um protesto justo, não teve nada, não teve violência lá no CT. Eu, particularmente, talvez não seja a pessoa mais indicada para falar porque eu gosto muito da torcida do Vasco, independentemente da vaia. Pode me vaiar, deixar de me vaiar, acho que é uma torcida que é uma força muito grande que a gente tem. É uma torcida que carrega, nos últimos 20 anos, e não corresponde muito àquilo que é o Vasco da Gama (em má fase dentro de campo). É uma torcida muito machucada – avaliou Fernando Diniz. E prosseguiu:

– Quando eles estiveram lá, até falei que os jogadores às vezes erram, mas… É um time que eu identifico, na minha carreira inteira, como um dos que mais trabalham. Os jogadores trabalham e querem muito tirar o Vasco dessa situação, e acredito que a gente vai conseguir. Temos performado bem desde que eu cheguei aqui. Houve muita melhora, e o time consegue fazer coisas da parte tática que são difíceis. Conseguimos dominar praticamente todas as fases do jogo, marcamos alto, médio, baixo, saímos jogando e conseguimos criar contra linha baixa, o que é muito difícil. A gente tem praticamente um mês, 40 dias de treinamento, mais os jogos. É muita coisa que a equipe consegue produzir pela entrega dos jogadores.

Em relação às vaias, acho que os jogadores assimilaram bem. Piton fez uma partida mais do que justa, jogou muito bem, marcou o principal jogador do Grêmio no campeonato, o garoto da base (Alysson), conseguiu se apresentar no ataque. O João Victor, de maneira geral, também fez uma boa partida, assim como o Lucas Freitas. Isso (vaias) só vai passar com vitórias. A torcida, ao mesmo tempo que vaia, depois quer aplaudir o jogador. O João Victor precisa ser forte, o Lucas Freitas, o Piton, seguir e o time precisa vencer. Vencendo é que essas coisas amenizam, e a torcida vem para o nosso lado. Hoje era um jogo para a gente ganhar de placar folgado pelo que aconteceu. São 31 finalizações, praticamente 12 chutes dentro da área. É muito difícil produzir o número de chances que a gente produziu. Infelizmente, não conseguimos vencer o jogo – finalizou.

Ao ser questionado se a entrada de Mateus Carvalho recuou o Vasco, Diniz negou e disse que a pergunta não tinha sentido. O Grêmio empatou quatro minutos depois.

Em relação às mudanças, não tem absolutamente nada a ver, o time não recuou porque o Mateus Carvalho entrou. O Tchê Tchê tem o domínio para fazer qualquer função, o Nuno voltou para a função dele. O time recuou porque recuou, chutou umas bolas para frente que não precisava chutar. O time poderia ter calma para buscar o segundo gol. Imagina só se eu tivesse colocado o Loide, que era o único atacante de lado era o Loide. O gol provavelmente ia sair do mesmo jeito, uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. Aí o questionamento ia ser outro: você acha que perdeu porque entrou o Loide? – E complementou:

– Essa é uma pergunta que não tem muito sentido. A mudança foi porque faltava poucos minutos para terminar, o Mateus Carvalho é o que está mais treinado para a função, e o Tchê Tchê sabe fazer qualquer função no campo. Para aquele momento, a gente achou que era a melhor decisão.

Fonte: Lance!

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