Diniz analisa vitória do Vasco contra o Botafogo; veja a entrevista coletiva
Fernando Diniz analisou o desempenho do Vasco da Gama diante do Botafogo e destacou a importância da vitória.

O Vasco cumpriu o seu objetivo na noite deste domingo em São Januário: venceu o Botafogo por 2 a 0, evitou um novo clássico com o Fluminense nas quartas de final do Carioca e vai enfrentar o Volta Redonda com a vantagem de jogar em casa. Em entrevista coletiva após a partida, o técnico Fernando Diniz explicou por que entrou com força máxima e garantiu que a equipe estará inteira diante do Bahia:
— O planejamento foi para um jogo importante. Colocamos o time mais forte para vencer o jogo. É um time que tem saúde para jogar hoje e contra o Bahia. Se estivesse definido ontem (os confrontos), entraríamos diferente. Para o cenário de hoje, foi a estratégia mais acertada. O mais importante foi a vitória. Eu queria vencer. Contra a Chapecoense, foi uma das melhores partidas que fiz aqui no Vasco, mas não conseguimos. Hoje, o campo não oferecia condições razoáveis para fazer um jogo parecido com o de quinta-feira, mas a equipe se adaptou rápido ao campo e fez o necessário para vencer. Tivemos um número de chances muito inferior ao jogo de quinta-feira, mas conseguimos vencer — disse o treinador, negando que tenha exposto os jogadores a se machucarem:
— O cuidado com a parte física a gente tem sempre. No ano passado, a gente mexeu pouco no time, jogamos jogo em cima de jogo e tivemos pouquíssimas lesões. Não achei que expôs os jogadores à lesão na quarta-feira por conta de jogo de hoje, eles vão aguentar bem. E é verdade que a gente precisava vencer, por causa do ambiente, que fica melhor, da torcida e o respeito ao campeonato também. Terminamos em segundo, vamos jogar em São Januário. Se você pensar para frente, tem toda uma questão também que envolve a parte física. Vou ver com calma como os jogadores vão chegar amanhã e na terça-feira, para decidir com cuidado a melhor estratégia de quem vai iniciar a partida. Eles são muito habituados comigo a jogarem partidas em sequência e treinarem em ritmo forte. A tendência é que estejam à disposição para quarta-feira.
A Ferj ainda vai definir as datas das quartas de final do Carioca, mas antes o Vasco volta a campo pelo Campeonato Brasileiro. O time joga nesta quarta-feira contra o Bahia, às 21h30 (de Brasília), novamente em São Januário.
Veja outras respostas da coletiva
Reforços na janela
— Acredito que é o jeito que o Vasco tem que ser. Conseguimos ser criativos na janela. Foi muito similar ao que fizemos no meio do ano passado. Conseguimos fazer boas contratações de acordo com o orçamento que o Vasco tem. A disputa é extremamente saudável. Não é questão de fazer sombra, o time precisa de jogadores qualificados para momentos de troca, recuperações, necessidades… Precisamos de jogadores à altura dos que estão jogando. O jogador tem que se sentir pressionado sempre. Ter outro bom jogador na sua posição faz você crescer. Isso não é ruim para ninguém, um puxa o outro. A gente precisava disso.
Coutinho
— O Coutinho joga onde é melhor para o time em determinados momentos. A gente conseguiu empurrar bastante a Chapecoense para trás, então favoreceu para ele ficar mais perto do gol. E sempre que puder eu quero ele perto do gol. Em algumas situações, em que o jogo está muito travado, ele acaba descendo um pouco para ajudar na liberação do jogo.
Brenner
— Contra a Chapecoense, tem um aspecto para a gente olhar no lado negativo, que é o número de chances perdidas por ele, e o lado positivo, jogador artilheiro como o Brenner sempre está em situações de fazer gol. As chances que ele perdeu, nem ele sabe explicar. Foram gols muito fáceis que ele costuma fazer, como o de hoje por exemplo. Podia ter perdido, mas não é normal. Ele estava tranquilo, eu também estava tranquilo em relação a ele. É um jogador muito afeito ao gol, costumo falar que ele tem o carisma do gol. Ele é um cara que faz gol desde as categorias de base, acredito que ele vai dar muita alegria para a torcida vascaína.
Críticas a Brenner
—É importante a gente ter calma. A torcida repercute muito aquilo que o trabalho de vocês (imprensa) acaba favorecendo ou não. Acaba colocando muita gasolina no fogo sem necessidade. Eu acompanho quase nada, mas a gente sente pelo teor das perguntas. O papel de vocês é muito importante, porque os jogadores têm que ter personalidade, coragem… Mas a gente não precisa criar um ambiente bélico só por entretenimento, para vender mais, ganhar like, em detrimento de uma coisa maior. Coisa maior em termos de ter respeito pelas coisas.
— Ele (Brenner) foi determinando hoje porque fez o gol e perdeu o pênalti. No último jogo ele perdeu chances claras. Alguns sucumbem a isso, e não é porque é frágil, e sim porque as condições que criamos de pressão super exagerada. E privamos um jogador de ter uma carreira promissora. Acontece com muita gente, principalmente os jovens. Temos que olhar o ambiente interno e olhar o jogador como uma pessoa. A torcida faz o papel dela e está tudo certo. A torcida do Vasco é diferente. Hoje, na chuva, apoiaram do começo ao fim.
Puma x PH
— Em relação ao planejamento, não mudou nada com hoje. Vamos seguir o que estávamos imaginando. É muito bom ter o Paulo Henrique de volta. Sabemos do potencial que ele tem. Quando cheguei, ele estava na Seleção. E é importante o Puma estar vivendo esse momento, um jogador importante em várias fases do jogo. É um privilégio contar com dois jogadores de seleção, um da uruguaia e um da brasileira.
Saldivia
— Eu tinha indicado o Saldivia já no Fluminense. No ano passado tentamos trazê-lo também na janela do meio do ano. É um jogador que eu tinha de fato uma expectativa muito positiva. Acompanhei muito jogo do Saldivia pelo Colo Colo, jogos difíceis de Libertadores. Jogador muito forte no duelo, muito rápido, jogador viril. É um jogador falante, que tem uma boa liderança. Tenho uma expectativa muito positiva para o Saldivia, assim como eu tinha na contratação do Cuesta.
Marino
— Acho que ele tem uma certa ansiedade até pelo perfil dele, é um jogador muito elétrico, muito incisivo, que gosta muito dos enfrentamos. Normal o que está acontecendo, eu acredito que é questão de tempo para ele se sentir mais bem acomodado e conseguir construir aquilo que ele pode.
Cuiabano e Spinelli
— Cuiabano e Spinelli devem ter condição de jogo. Cuiabano já treinou um pouco mais. Mas, precisamos ter cuidado com esses jogadores. Assim como tivemos com Brenner, Rojas, Marino… Será bom poder contar com eles, mas veremos isso na terça-feira. O Cuiabano acho que está ok em termos de documentação. O Spinelli, não sei se teremos tempo hábil.
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Fonte: Globo Esporte