Diniz analisa derrota do Vasco contra o Del Valle; veja a entrevista coletiva

Fernando Diniz destacou a dificuldade de atuar na altitude, mas ressaltou que a expulsão de Piton comprometeu o planejamento.

Diniz em jogo jogo do Vasco
Diniz em jogo jogo do Vasco (Foto: Franklin Jacome/Agencia Press South/Getty Images)

O Vasco praticamente deu adeus às chances de classificação na Copa Sul-Americana após a goleada de 4 a 0 sofrida para o Independiente del Valle nesta terça-feira, no jogo de ida dos playoffs da competição. A atuação foi comprometida logo nos minutos iniciais com a expulsão de Lucas Piton.

Após a derrota em Quito, o técnico Fernando Diniz concedeu coletiva de imprensa no estádio Olímpico Atahualpa. O treinador citou a dificuldade de atuar na altitude, mas ressaltou que o cartão vermelho para o lateral-esquerdo comprometeu o planejamento da equipe, que tinha como objetivo marcar com pressão no campo de defesa do adversário desde o início.

– Jogar na altitude aqui é sempre difícil, já estive aqui algumas vezes. Os times brasileiros quando vêm aqui sofrem. Mas a gente chegou antes, a equipe estava bem adaptada. Acho que, se não tem a expulsão, a história do jogo seria muito diferente. Com a expulsão, ficou muito mais difícil para a gente.

– O plano era marcar alto, como a gente estava marcando. Tivemos que baixar as linhas. A gente quase consegue virar (para o intervalo) 0 a 0, estava sofrendo muito cruzamento. No segundo tempo tentamos deixar a área mais alta, acabou que não funcionou e tomamos os outros gols. Agora é pensar no jogo do Brasil, temos condições de fazer o placar lá também – concluiu Diniz.

Esse é o pior resultado do Vasco na temporada, que também conta com outra goleada pela Sul-Americana, ainda na fase de grupos, quando foi derrotado para o Puerto Cabello, da Venezuela, por 4 a 1.

Durante a coletiva, o técnico também foi questionado sobre as movimentações do Vasco na atual janela de transferências. Diniz ressaltou que o clube não tem condições financeiras para investir na aquisição de atletas, mas garantiu que a diretoria está se movimentando para entregar nomes para o elenco. A prioridade, neste momento, é um jogador para o setor ofensivo.

– Não tem caça às bruxas. O Vasco tem suas limitações financeiras. Quando eu vim para cá, sabia disso. Existe um planejamento, mas para contratar é difícil. Não adianta, a gente não tem o dinheiro para contratar. Eu gostaria de trazer jogadores para cá que não temos condições financeiras. A gente conseguiu trazer o Thiago Mendes, mas precisa trazer poucos jogadores e que a gente acredita que possam dar certo. Eles estão se movimentando. De fato, ainda não conseguiu entregar mais nomes, mas está todo mundo se mexendo.

Para se classificar no tempo regulamentar, a equipe de Fernando Diniz precisa vencer os equatorianos por cinco gols de diferença em São Januário. A partida de volta acontece na próxima terça-feira, às 21h30.

Outros pontos da coletiva

Por que manter o Vegetti em campo?

– O GB já foi uma surpresa, ninguém esperava que ele fosse sair jogando. O Vegetti está muito mais treinado. Apesar da idade, é o jogador que quase todo jogo tem a maior quilometragem. E não ia ficar um jogo para contra-ataque toda hora. Ele é quem está mais treinado para fazer a função naquele momento. Não é só pensar nesse aspecto do jogo. Parece que, se ficasse o GB, a gente ia ganhar de 3 a 1. Não é isso, não tem nada a ver uma coisa com a outra. O Vegetti cumpriu a função tática dele, que era brigar ali, ajudar na marcação. Por isso que ele ficou. A gente não sabe até que ponto o GB ia aguentar o jogo na altitude, com um a menos. Não gostaria de ter tirado, botei com bastante convicção. É um garoto que eu tenho acompanhado desde que cheguei aqui, no sub-20. Trouxe para cá, fui preparando o GB para poder jogar. Ele estava muito bem, infelizmente teve a expulsão. E minha opção foi tirá-lo porque os outros jogadores estavam mais treinados.

Interesse no zagueiro Alan Saldivia, do Colo Colo

– Eu joguei contra, é um jogador que eu gosto muito. Mas essas contratações é interno, não vou falar de nomes. A gente está trabalhando internamente nas necessidades que temos no elenco. Mas é um jogador que eu gosto.

Qual autocrítica dá para fazer?

– A gente tem que preparar o time da melhor forma em São Januário. A gente sabe que e difícil reverter, mas não é impossível. Vamos fazer o nosso melhor lá para buscar a classificação até o último instante.

Como a equipe pode encontrar força em casa?

– A gente vai contar com o apoio da nossa torcida e fazer o melhor possível. É um resultado difícil de reverter, mas não é impossível. Vamos lutar até o final

Fonte: Globo Esporte

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