Diniz analisa derrota do Vasco contra o Grêmio; veja a entrevista coletiva

O técnico Fernando Diniz criticou a atuação da equipe contra o Grêmio e viu mais problemas no 1º tempo do jogo.

Fernando Diniz em Vasco x Grêmio
Fernando Diniz em Vasco x Grêmio (Foto: Maxi Franzoi/AGIF)

Depois de quatro vitórias consecutivas, quatro derrotas seguidas. É o resumo do Vasco na história recente do Campeonato Brasileiro. O time de Fernando Diniz perdeu outra vez, e viu o Grêmio ultrapassá-lo com vitória de 2 a 0 na Arena, em Porto Alegre – gols de Carlos Vinicius e Dodi, os dois no segundo tempo. O Vasco segue com 42 pontos, agora na 12ª colocação na tabela.

Na coletiva de imprensa, o técnico Fernando Diniz foi sucinto ao analisar mais um resultado negativo. Perguntado sobre o que conseguiu treinar no período sem jogos na Data Fifa, o treinador disse que “trabalhou o que tinha para trabalhar”.

– A gente trabalhou saída de bola, construção de linha média, trabalhou com defesa mais baixa, marcar em bloco alto, bloco médio, bloco baixo. Hoje a gente teve muito erro técnico e a gente perdeu muito duelo hoje. Perdemos muita segunda bola e isso determinou o resultado do jogo – comentou o técnico.

Diniz foi sincero sobre a partida do Vasco em Porto Alegre. Criticou a atuação da equipe contra o Grêmio e viu mais problemas no primeiro tempo do jogo.

– A gente errou muito tecnicamente. Chegamos poucas vezes, não conseguia entrar com a bola de uma forma mais clara no último terço. A gente jogou errado e mal. Principalmente no primeiro tempo. No segundo tempo, voltou de uma maneira mais equilibrada, mas tomamos o gol. Uma bola que estava no nosso pé, cedemos para o adversário. Cruzaram, desviou no Robert Renan, tirou o Barros da jogada. O Grêmio fez um primeiro tempo bem melhor do que o Vasco. O segundo tempo jogou melhor também, mas o primeiro foi uma diferença muito grande. Finalizaram 16 vezes no primeiro tempo, e acho que 4 ou 5 no segundo. A gente precisa melhorar – resumiu.

O treinador optou por voltar a colocar Vegetti como titular na partida de Porto Alegre. Para Diniz, a mudança de posição de Rayan não interfere na produção ofensiva do time nem em mais uma derrota.

– A melhor jogada do Rayan foi quando ele jogou de ponta, não de centrovavante. O espaço que tinha para ele jogar, hoje, melhor seria pelo lado, mesmo se ele estivesse como centroavante. A gente não conseguiu jogar por esse corredor central. Não acho que se ele tivesse jogado por dentro ele teria feito uma partida melhor do que ele fez hoje. Ele não ficou de assistente de lateral. Ele pouco voltou até a última linha. O lance que ele se complicou, não foi o Marlon que fez o gol. Teve nada a ver com o Rayan. A gente perdeu uma bola que estava no nosso pé e sofreu um contra-ataque. Não era o Rayan que ia marcar o ponta. Eu nem trouxe o Rayan para acompanhar o Marlon, ele vinha até o meio fechava, e se ele roubasse a bola era uma condição de contra-ataque. Mas isso, obviamente, não impede de ele jogar como centroavante, muito pelo contrário. Quando ele jogou, perguntaram se ele rende melhor do lado. Existe um certo condicionamento pela derrota. Mas não acho que, se ele tivesse jogado mais por dentro, teria mudado muito o cenário – opinou Diniz.

Mais da coletiva de Fernando Diniz

Impacto na Copa do Brasil?

– Não impacta nada porque a gente não está pensando na Copa do Brasil. A gente tem que pensar em descansar o time, recuperar e pensar só no Bahia. Quando perde sequencialmente, de fato, pode existir um abalo de confiança. Mas é algo que a gente tem que retomar. Olhar para dentro, corrigir nossos erros, se juntar mais e procurar subir como já aconteceu em outros momentos de baixa na competição.

Estratégia de jogo

– No primeiro tempo, estávamos jogando um jogo mais de aproximação. Não acho que foi pela faixa central do campo. Errávamos a jogada no meio do caminho e ficou um jogo de transição que não é favorável ao Vasco. O Grêmio acho que hoje é o time que mais faz jogo de transição. Queríamos evitar as transições do Grêmio, mas erramos muitos passes e perdermos muito a segunda bola.

Aproveitamento da data Fifa

Se ficamos esperando o jogo acontecer (depois da data Fifa), o recorte vai ser que o Grêmio aproveitou bem, fez uma boa partida e que o Vasco aproveitou mal e fez uma partida ruim. A gente aproveitou a data Fifa para treinar em vários aspectos. Hoje o time, repito, teve muitos erros técnicos, que não é costume do time. Erros de passes de curta distância. Inclusive o primeiro gol nasce de um passe fácil, gera uma transição e a gente acaba tomando o gol. Perdemos muitos duelos, duelos que não têm a ver com a data Fifa. No primeiro jogo em que estive aqui, contra o Fortaleza, tinha entrado há dois, três dias e ganhamos praticamente todos os duelos do jogo. A questão é anímica, de disposição, para conseguirmos ganhar essas disputas mais físicas, do time estar mais perto e o time conseguie, de fato, ter um domínio quando tivermos disputa. Hoje o Grêmio foi muito dominante nesse sentido.

Técnicos podem ajudar a diminuir reclamações e simulações?

– A educação que eu falo é bem mais profunda do que isso. Esse tipo de reeducação que você está falando, nos times que eu dirijo há muita pouca simulação, retarda muito pouco o jogo. Hoje, a gente perdeu o jogo, e o Claus fez uma partida com critério igual para os dois lados. Não é que os árbitros vão ter critérios iguais, que o Claus vai ser igual ao Wilton (Pereira Sampaio), que vai ser igual a outro. (O problema) é que o árbitro use critérios diferentes na mesma partida. Aí não tem como deixar de ter discordância e reclamação. Tem que ter uma preparação melhor dos árbitros e profissionalização. Mas eu concordo que a gente tem que reclamar menos. Eu procuro fazer isso, às vezes, eu me excedo. Mas a questão do jogo, de simulação, de retardar o jogo, isso, as equipes que eu dirijo colaboram bastante para que não aconteça. A gente não fez cera em nenhum minuto, jogando fora de casa. Mas a educação que falei recentemente é uma coisa muito além. Isso é uma coisa que todo mundo tem que participar, mídia, todo mundo: a profissionalização e, de fato, conter as reclamações. O que eu vejo uma cobrança muito generalizada dos treinadores é que o árbitro mantenha um critério de arbitragem do começo ao final da partida. É o que a gente cobra. Hoje, perdemos o jogo de 2 a 0, e a arbitragem foi muito boa. Não tem o que falar de arbitragem.

Fonte: Globo Esporte

1 comentário
  • Responder

    Se eu tivesse a caneta, demitia o diniz hoje e criaria fato novo para a copa do Brasil.
    O diniz perdeu o grupo , depois das besteiras contra o SP , perdeu a confiança do grupo e torcida.

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