Crise de gols: Vasco tenta encontrar artilheiro no mercado; veja cenário
Mesmo após contratar 12 jogadores para o setor ofensivo desde a chegada de Pedrinho à SAF, Vasco amarga o pior ataque do Brasileiro.

O Vasco volta ao mercado em busca de um centroavante capaz de resolver um problema que se arrasta há anos: a falta de gols. Mesmo após investir quase R$ 200 milhões em reforços ofensivos nos últimos dois anos, o Clube ainda não encontrou um atacante que se consolide como referência.
Desde que Pedrinho assumiu o controle da SAF, 12 jogadores foram contratados para o setor ofensivo. O mais recente é Facundo Colidio, que estreou como titular no domingo (16), na derrota por 3×0 para o Santos. O argentino, porém, chegou para ampliar as opções do elenco e não é visto como a solução definitiva para a posição.
A necessidade fica evidente nos números. O Vasco não marca há três partidas e divide o posto de pior ataque do Campeonato Brasileiro com Chapecoense e Internacional, todos com apenas 23 gols.
A tentativa de encontrar soluções para o setor começou ainda em 2024. Naquele ano, o Clube contratou Maxime Domínguez por R$ 12,4 milhões para atuar, principalmente, pela ponta direita. Jean David chegou por cerca de R$ 8 milhões para o lado esquerdo, enquanto Emerson Rodríguez foi contratado por empréstimo.
Além deles, Alex Teixeira, cria da base do Gigante da Colina, retornou sem custos. Nenhum dos quatro conseguiu se firmar como protagonista em São Januário.
Na início de 2025, o Vasco voltou a concentrar esforços nos lados do campo. Garré, Nuno Moreira e Loide Augusto foram contratados por um investimento total de 7,5 milhões de euros, cerca de R$ 45,6 milhões. Entre eles, apenas Nuno conseguiu se consolidar, tornando-se titular e uma das peças mais importantes da equipe.
No segundo semestre daquele ano, já com Admar Lopes à frente do departamento de futebol, o Vasco acertou o empréstimo de Andrés Gómez. O desempenho do colombiano levou o Vasco a exercer, no início de 2026, a opção de compra de 4,5 milhões de euros.
Apesar de ter se tornado um dos principais jogadores do time desde a reta final da temporada passada, Gómez ainda apresenta dificuldades na finalização: são seis gols em 57 partidas.
A situação ofensiva se agravou em 2026 também pela saída dos principais goleadores da equipe. Vegetti, contratado antes da chegada de Pedrinho, e Rayan, revelado pelas categorias de base, deixaram o Cruzmaltino após marcarem, juntos, 47 gols em 2025.
Para compensar as baixas, a diretoria voltou a abrir os cofres na primeira janela desta temporada. Brenner custou R$ 30,1 milhões, Marino Hinestroza foi contratado por R$ 26 milhões e Spinelli chegou por R$ 10,2 milhões. O alto investimento, no entanto, ainda não trouxe o retorno esperado, e nenhum dos três conseguiu se firmar.
Atacantes contratados por Pedrinho no Vasco
| ontratações | Tipo | Valor |
| Emerson Rodríguez | Empréstimo | – |
| Alex Teixeira | Definitivo | Sem custos |
| Maxime Domínguez | Definitivo | R$ 12,4 milhões |
| Jean David | Definitivo | R$ 8 milhões |
| Garré | Definitivo | 2,5 mi euros |
| Nuno Moreira | Definitivo | 3,5 mi euros |
| Loide Augusto | Definitivo | 1,5 mi euros |
| Andrés Gómez | Definitivo | 4,5 mi euros |
| Marino Hinestroza | Definitivo | 5 mi dólares |
| Spinelli | Definitivo | 2 mi dólares |
| Brenner | Definitivo | 5 mi euros |
| Colidio | Definitivo | 4,5 mi dólares |
Busca por um centroavante vira prioridade
A contratação de um camisa 9 ganhou ainda mais importância após a lesão de Brenner e a sequência recente de resultados. Até agora, o Vasco trouxe Santiago Sosa para o meio-campo e Facundo Colidio para o ataque, mas o argentino tem características diferentes de um centroavante de área e rende melhor atuando fora da referência.
Na derrota para o Santos, o problema voltou a ficar exposto. O Vasco criou oportunidades, mas não conseguiu transformá-las em gols, aumentando a sensação de que falta ao elenco um atacante com maior poder de decisão dentro da área.
Internamente, a avaliação é de que a busca não será simples. Os nomes considerados capazes de elevar o nível do time estão, em muitos casos, fora da atual realidade financeira do Clube. Após a partida em São Januário, o técnico Pedro Emanuel admitiu a dificuldade e reforçou que a diretoria procura um atleta que chegue para fazer diferença.
– Estamos avaliando porque é um momento difícil no mercado. Temos que avaliar quem vem porque quem vier tem que fazer a diferença. Trazer por trazer não acrescenta nada. Mais do que quantidade tem que ser qualidade. Por calhar essas oportunidades só vão aparecer agora, com os clubes da Europa começando a liberar atletas que não farão parte dos plantéis. Isso é tratado com a diretoria e eles sabem as nossas necessidades. Precisamos urgentemente concretizar as oportunidades que estamos criando.
Entre os jogadores monitorados está John Mercado, do Sparta Praga, da República Tcheca. O equatoriano sinalizou positivamente para a possibilidade de defender o Vasco, e as conversas seguem em andamento. O clube já teve uma proposta de aproximadamente 7 milhões de euros, cerca de R$ 42,3 milhões recusada.