Casagrande defende Vasco x Boca no Maracanã e concorda com fala de Pedrinho
O comentarista Casagrande afirmou que o veto do consórcio controlado por Flamengo e Fluminense parece disputa pessoal com o Vasco.

O Maracanã merece receber Vasco x Boca Juniors, no jogo de volta da semifinal da Sul-Americana, e o veto do consórcio controlado por Flamengo e Fluminense parece disputa pessoal, disse o colunista Walter Casagrande no UOL News Esporte, do Canal UOL.
O Vasco quer mandar no estádio o jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana, mas o consórcio da dupla Fla-Flu contesta a liberação, citando gramado e logística. Para Casagrande, o cenário passa do limite da rivalidade e tem contorno de rixa pessoal entre o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, e o do Vasco, Pedrinho.
“O Maracanã merece um Vasco e Boca. Lotado, torcida do Vasco. O Vasco é merecedor. A história do Vasco é merecedora. A história do Vasco do Maracanã. A história do Vasco com o Maracanã. Cara, eu penso igual ao Pedrinho, nesse sentido: eu acho que é uma coisa pessoal” – Walter Casagrande.
Casagrande disse que o Vasco carrega uma relação histórica com o estádio e defendeu que a semifinal continental seja tratada como um evento do futebol brasileiro, não como um capítulo de disputa entre rivais.
“Qual é o problema de jogar no Maracanã se a vida toda jogou no Maracanã? A vida toda. Então eu sou a favor do Vasco jogar no Maracana. Torço para o Vasco jogar no Maracanã” –
Walter Casagrande.
Julio Gomes foi na mesma linha e chamou de “escárnio” a possibilidade de o clube não atuar no estádio. Para ele, a briga expõe limites de negociação e de empatia entre dirigentes.
“É um escárnio que o Vasco não possa jogar no Maracanã. (…) Então é óbvio que não é gramado, é óbvio que é picuinha de clubes e esse tipo de picuinha explica por que que o futebol brasileiro está onde está” – Julio Gomes.
Ontem, no jogo de ida, na Bombonera, o Vasco venceu o Boca Juniors por 1 a 0 e ficou a um empate no Rio de Janeiro da final da Sul-Americana. O Cruz-maltino vive jejum de 10 anos sem título — o último conquistado foi o Campeonato Carioca de 2016.
Fonte: Uol