Carlos Brazil destaca características de Riquelme e Figueiredo

Diretor da base do Vasco, Carlos Brasil destacou as características de Riquelme e Figueiredo, que estão treinando com a Seleção Brasileira.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  5 de outubro de 2020 às 22:03-  Atualizada em 16 de novembro de 2020 às 10:58
Figueiredo comemorando gol com Guilherme Nascimento
Figueiredo comemorando gol com Guilherme Nascimento (Foto: Betinho Martins/Divulgação)
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Neymar ouvia instruções de Cleber Xavier, auxiliar de Tite na seleção brasileira. Ao lado, além de Éverton Ribeiro, dois jovens que estavam ali como convidados e não convocados: o atacante Figueiredo e o lateral-esquerdo Riquelme.

Ambos jogam pelo Vasco e nesta semana estão completando os treinos do Brasil na Granja Comary, em Teresópolis, durante a preparação para a estreia nas Eliminatórias da Copa, contra a Bolívia, sexta-feira, em São Paulo. Chamar jovens talentos para completar treinos não é novidade na seleção, mas, do ponto de vista de quem vai, é experiência guardada para sempre.

Como não foi coletivo, não houve caneta em Neymar, a exemplo do que fez Weverton, na preparação para a Copa América. Mas o fato de haver o convite para participação significa que algo relevante os dois vascaínos fizeram.

A CBF procurou o clube diretamente pedindo a presença dos dois. Rotineiramente, os jogos da base são vistos pelos observadores das seleções. Riquelme, de 18 anos, já subiu ao profissional, mas ainda faz jogos pelas categorias inferiores. Figueiredo, de 19 anos, atualmente é titular no sub-20 do Vasco.

– O pedido vem pelo nome. Com certeza, alguma coisa despertou a atenção – explicou Carlos Brasil, diretor das categorias de base do Vasco.

Riquelme fez toda a base no Vasco. Em agosto, Riquelme renovou contrato até meados de 2023. Ele foi titular na campanha da Copa São Paulo deste ano, que, para o Vasco, terminou com eliminação nas quartas de final diante do Grêmio.

Como o espaço no time principal é concorrido – Henrique é titular e Neto Borges o reserva -, houve um acerto para que ele continuasse disputando jogos pelo sub-20.

– É um jogador habilidoso, com futuro e com potencial enorme – completa Brazil.

Segundo o dirigente cruz-maltino, Figueiredo tem uma característica de jogo que remete a Richarlison. Nesta segunda-feira, inclusive, o atacante do Everton não treinou por causa de uma lesão no tornozelo.

Lucas Figueiredo chegou ao Vasco em 2017, vindo do Boavista. Ele se destacou em 2019 após Tiago Reis subir para o profissional. Em janeiro, renovou o contrato até o fim de 2023. A atuação mais recente pelo sub-20 foi no domingo, contra o Botafogo, pelo Brasileiro da categoria.

– É um atacante forte. Ele tem uma boa técnica, mas um desenvolvimento maior na força. Pode jogar centralizado ou aberto – explicou Carlos Brasil.

A ponderação do dirigente vascaíno tem como justificativa evitar badalação sobre os garotos, apesar do reconhecimento do talento deles.

– Não gosto de falar muito porque joga uma responsabilidade grande, cria uma ansiedade para o torcedor para a qual eles ainda podem não estar preparados ainda – completa ele.

Mas, pelo menos até quarta-feira, a dupla do Vasco poderá sentir o gostinho do que é o ambiente na seleção, embora a graça mesmo seja alcançar uma convocação futura.

Fonte: Agência O Globo