Campello se diz arrependido de episódio na Lagoa e explica rompimento com Brant

O ex-presidente do Vasco da Gama, Alexandre Campello, disse que não queria ajudar a eleger alguém que não confiasse.

Alexandre Campello ao lado de Julio Brant durante a campanha eleitoral no Vasco
Alexandre Campello ao lado de Julio Brant durante a campanha eleitoral no Vasco

Alexandre Campello participou de uma live no canal Fala Vascaíno e relembrou uma polêmica na política do Vasco da Gama, a reviravolta na votação da Sede Náutica da Lagoa, em 2018. Na ocasião, o agora ex-presidente foi eleito após romper de última hora com Julio Brant.

Campello se disse arrependido do que aconteceu naquela noite. No entanto, não foi sobre ter rompido com o candidato da Sempre Vasco, e sim por não ter desistido da disputa pela presidência naquele momento. Ele, inclusive, revelou que nunca teve a pretensão de ser presidente antes desse pleito e encarou resistência da família.

– Talvez não tivesse feito o que fiz na Lagoa. Acho que talvez tenha sido o meu grande erro. Deveria ter me preocupado mais comigo e menos com o Vasco. Tive o apelo da minha família, do meu filho, da minha mulher, meus irmãos, para que eu não fizesse o que fiz. Mas eu sou cabeça dura, quando coloco uma coisa na cabeça não tem quem tire.

Questionado se o arrependimento, o ex-presidente reafirmou que deveria apenas sair da disputa. No entanto, na sua visão, seria uma “tragédia” para o Gigante caso Julio Brant chegasse à presidência. A partir disso, Campello afirmou que não queria ser o responsável por colocá-lo na cadeira visto que nunca confiou nele.

– Não do rompimento, mas de ter me lançado candidato. Talvez eu devesse só romper e deixar acontecer. Acho que seria uma tragédia para o Vasco. Na verdade, o que me motivou a fazer o que fiz foi que eu apoiei, resolvi ceder e vi que seria responsável por colocar alguém lá que nunca confiei e que acho que não tinha as melhores intenções. Essa pessoa entraria, basicamente, pelo meu movimento.

Não queria ser presidente

Campello revelou ainda que nunca teve a pretensão de ser presidente do Gigante e que recusou alguns convites antes, depois de muita insistência, aceitar. Segundo ele, precisou comprar uma “briga enorme” para sair candidato e revelou que preferiria ser vice-presidente, acreditando que estaria numa posição mais “confortável”.

– Só perdi com isso. Nunca tive a vaidade de ser presidente, não passava pela minha cabeça. Quando resolvi ser candidato foi por insistência para cacete. Me chamaram, eu quatro ou cinco vezes disse que não queria vir candidato, tive que comprar uma briga enorme. Para ser sincero, estava mais confortável em ser o vice-presidente ou o VP de futebol. Era muito mais tranquilo, estaria numa posição mais confortável e fui obrigado a assumir uma posição porque, em resumo, vi que fiz merda em me unir.

Ele presidiu o Cruzmaltino de 2018 a 2021, período em que passou por turbulências políticas e tem uma relação de amor e ódio com a massa vascaína. Em sua gestão, aconteceu a construção do CT Moacyr Barbosa, antes chamado de CT do Almirante, a campanha de associação em massa, mas os resultados em campo nunca agradaram.

3 comentários
  • Responder

    Votei na época no horta, com letras minúsculas mesmo, já que também estava na patota da política podre que consome o Vasco a décadas.

  • Responder

    Piada, pura piada. Pra mim estava tudo armado. Porém, o que entrou vai se consagrar o pior entre os piores.

  • Responder

    Esse Campelo é muito cara de pau. Qualquer outro candidato faria o melhor que as desgraças que esse asno fez no Vasco. Calado é um grande poeta!

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