Campello ironiza declaração de Bastos e dá sua versão sobre afastamento do jogador

Ex-presidente do Vasco da Gama, Alexandre Campello rebateu as críticas feitas pelo volante Fellipe Bastos.

Fellipe Bastos em ação pelo Vasco em 2020
Fellipe Bastos, volante do Vasco da Gama (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)

O ex-presidente do Vasco Alexandre Campello não recebeu bem as declarações de Fellipe Bastos, que o acusou de ter lhe assegurado a reintegração após ter sido afastado por Ricardo Sá Pinto. Ao ge, Campello afirmou que o volante omitiu fatos sobre o desentendimento e disse que sua saída era irreversível diante da posição definitiva treinador em relação a cortar o jogador do elenco.

Alexandre Campello ainda rebateu Bastos, que, ao falar da falta de identificação de alguns jogadores com o clube, afirmou: “O Vasco não é Disneylândia”.

– De uma coisa ele tem razão. O Vasco não é a Disneylândia. Talvez eu já devesse ter dispensado o Pateta antes – disparou.

Campello deu sua versão sobre o corte de Fellipe Bastos da relação de jogadores que enfrentariam o Defensa y Justicia, pela Copa Sul-Americana, por recomendação da Conmebol. Apesar de recuperado de Covid-19, a entidade vetou a participação dele na partida. O volante se revoltou com a forma que o comunicaram do impedimento, na chegada a São Januário, momentos antes do jogo. O ex-presidente, porém, afirma que o Vasco fez todo o esforço necessário para dar condições de jogo a Bastos.

– Fiquei bastante surpreso com a declaração. As pessoas dão suas versões. Assim como um garoto que se comporta mal na escola, ele conta para o pai aquilo que lhe interessa. O relato do Bastos começa no capítulo 2. Ele omite o que antecedeu. O time estava concentrado no hotel Sheraton de São Conrado, quando fomos surpreendidos pelo Conmebol, que tirou as condições de jogo dele.

– Obviamente não queríamos levar esse problema ao jogador na concentração. Trabalhamos o dia todo, nossos médicos fizeram conferência em inglês, todos fizeram um tremendo esforço para que ele ficasse em condições. A Conmebol ficou de nos responde e definiu, momentos antes do jogo, que ele não tinha condições.

Campello explicou que tal imbróglio fez o departamento de futebol optar por comunicá-lo do corte somente na chegada em São Januário. A partir daí, segundo o ex-mandatário, o comportamento de Bastos foi inadequado.

– Por isso, quando ele chegou em São Januário, ele foi avisado. No nosso entender, a posição da Conmebol não era coerente. Mas é a Conmebol quem decide. Ele teve um comportamento muito ruim, reprovável, saiu esbravejando, falando um bando de coisas, dentro do ônibus e em São Januário.

– Ele acusou funcionários do Vasco de estarem tramando contra ele, como se fosse um complô. Como se alguém precisasse de algum artificio para tirá-lo da lista. Ninguém precisava de justificativa. Ele era profissional do clube e poderia ficar fora da relação quando o treinador bem entendesse.

Ato final: a dispensa decidida por Sá Pinto

No dia seguinte à eliminação vascaína da Sul-Americana, Sá Pinto chamou Bastos para uma conversa individual em sua sala. O tom subiu, e ali, segundo Campello, foi decidido que o jogador estava fora dos planos do treinador português. Além disso, o dirigente garantiu que, em comum acordo, ele e Carlos Leite, empresário de Bastos, entenderam que o melhor seria o atleta não voltar a treinar, uma vez que estava fora dos planos da comissão técnica e com contrato no fim.

– No treinamento seguinte, o Sá Pinto o chamou na sala dele e chamou a atenção do Bastos, como um garoto que se comporta mal. Ele não gostou porque o treinador subiu o tom. Foi isso que aconteceu. Eu entendi que o treinador estava coberto de razão e que o Bastos deveria ser multado pela atitude que teve. Mas não quis criar um mal-estar naquele momento e disse que tentaria resolver. Mas o Sá Pinto foi taxativo em dizer que não contava mais com ele.

– Conversei com os representantes do Bastos, tratamos disso com muita tranquilidade. Como estava próximo do final do contrato, em dezembro, não adiantava colocá-lo para treinar à força, se o treinador não iria mais aproveitá-lo. Em comum acordo com os agentes dele entendemos que o melhor seria deixar seguir como estava. .

Confira outros tópicos da entrevista com Campello:

Decisão por não renovar o contrato de Bastos, que vencia em dezembro

– O clube não tinha interesse em renovar o contrato. Até porque, com toda sua experiência, ele não foi capaz de manter a titularidade mesmo disputando com jogadores da base. Além disso, percebi que a liderança, que antes ele exercia, passou a não ser uma liderança positiva. Ele tinha uma liderança diferente quando estava jogando e quando estava fora. Até os jogadores já não tiveram esse interesse todo que ele ficasse no Vasco. Conversei com alguns jogadores, e percebi que ele já não era unanimidade.

Houve falta de compromisso de alguns jogadores?

– Não vejo assim. Não procuro expor os jogadores. Temos que tratar das coisas com sobriedade. Não entendo o destempero dele. Ele errou e errou feio, e lamentavelmente ele não fez valer a presença dele. Ele não se fez importante no grupo. Eu lamento, isso a gente não pode impor ao jogador.

– Eu falei com ele várias vezes, isso não é verdade. Depois, no final, quando o desfecho não foi favorável, eu conversei com os empresários, que conversaram com ele. Eu até trabalhei para preservá-lo, para mantê-lo clube, entendo que ele poderia ser uma liderança positiva dentro do vestiário e para não criar um clima ruim no clube.

– Ele sabe disso. Agora, o treinador não quis. Foi taxativo ao afirmar que não contava com ele. Quando o treinador chega a esse ponto, não é o presidente. É porque ele dentro de campo não se fez importante.

Fellipe lamentou a saída de Ramon

– Ele pode ter a opinião que quiser. O fato é que entrou treinador, saiu treinador, e o comportamento da equipe não mudou. Nem com o Vanderlei, que era unanimidade. Talvez o problema não estivesse com Ramon, Vanderlei ou Sá Pinto. Tivesse com ele e com os outros.

– Fato é que o Ramon naquele momento a gente já tinha passado por vários jogos, e o rendimento da equipe não era bom. Ele teve oportunidade de trabalhar, teve uma pré-temporada longa, teve a oportunidade de usar o Carioca como laboratório, e o time não engrenou. Então achei que não devia insistir no erro.

– Ele (Bastos) pode ter a opinião que quiser, se foi certo ou errado. O fato é que houve tempo para as coisas mudarem, para a equipe reagir, mas lamentavelmente não reagiu. Como sempre, é mais fácil transferir do que assumir a culpa. O presidente não entra em campo, não bota a chuteira.

Clima político atrapalhou, como disse o Bastos?

– Concordo que o clima política atrapalhou. Óbvio que atrapalhou, são pessoas falando um monte de besteira, prometendo que vão botar dinheiro, que vão fazer isso e dizendo que o jogador é ruim. Óbvio que isso atrapalha, é desagradável, cria um clima ruim. Mas de qualquer forma a cada três anos a gente tem eleição no Vasco, e o clima não é bom. Outras equipes têm a mesma situação, e isso não pode servir de muleta.

Pensa em voltar à política do Vasco?

– Não, no momento não penso em nada. Quero curtir minha família, descansar porque foram três anos exaustivos. Estou trabalhando, tocando as minhas coisas. Apesar de ser médico, tenho outras atividades e estou tocando.

Como recebeu o rebaixamento?

– Lógico que a gente acompanha, foi muito ruim para o clube. Não esperava que a equipe fosse rebaixada, o Vasco obviamente não tinha um elenco dos sonhos, mas com um elenco ao meu ver que é melhor do que muitos que não foram rebaixamentos. Lamentavelmente a coisa não caminhou por N motivos.

Segue acompanhando o time?

– Tenho acompanhado, quem é vascaíno não deixa de acompanhar.

Início de Jorge Salgado

– (risos). Estou na expectativa, foram feitas muitas promessas, sabemos que o tempo é curto ainda de gestão. Estou esperando os resultados, vamos dar mais créditos.

Fonte: Globo Esporte

2 comentários
  • Responder

    Campello fdp vc afundou o clube e foi tocar os seus negócios

  • Responder

    CAMPELLO e SALGADO destruíram o Vasco!!!!! Razão ao Bastos!!!!

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