Bronca de Diniz e exposição do episódio incomoda Nuno Moreira
O meia Nuno Moreira ficou incomodado com bronca de Diniz em jogo contra o Mirassol, e por exposição midiática do caso.

Durante a derrota do Vasco para o Mirassol, na noite desta quinta-feira (30), na primeira rodada do Brasileirão, o fato que mais chamou atenção foi a ríspida bronca de Fernando Diniz em Nuno Moreira e também outros jogadores do time para tentar corrigir erros.
E apesar do treinador, em entrevista coletiva, ter minimizado o que aconteceu, dizendo que ele é “mais amoroso do que imaginam” com o elenco, a ESPN apurou que Nuno ficou incomodado com a situação.
Pessoas próximas a ele lhe enviaram mensagens, perguntando sobre o ocorrido. Em contato com a reportagem, uma pessoa do estafe do meia utilizou até mesmo a expressão: “O Nuno está cego”, que em Portugal é famosa para dizer que alguém está com raiva ou ficou chateado.
Outra coisa que não agradou Nuno Moreira foi a exposição midiática que o caso teve tanto no Brasil quanto em Portugal, já que repercutiu bastante nos principais jornais esportivos portugueses.
Agora, a tendência é que Diniz chame o atleta para conversar e tentar apaziguar, situação semelhante ao que aconteceu com Tchê Tchê, protagonista de outra grande bronca do técnico, nos tempos em que os dois estavam no São Paulo. Hoje em dia, porém, isso é assunto superado, tanto é que eles estão mais uma vez trabalhando juntos, no Vasco.
Na partida contra o Mirassol, o time carioca abriu o placar com Philippe Coutinho no primeiro tempo, mas após duas falhas defensivas, cedeu a virada aos donos da casa, iniciando a campanha na Série A com um revés.
Fonte: ESPN
Amigos Vascaínos e amantes do esporte, aqui descrevi o que acho estar errado com o Vasco.
1. Quando o técnico precisa gritar o tempo todo para o time ter raça e marcar, isso mostra que falta desejo interno. Raça e vontade não são algo que se pede durante o jogo, isso já deveria vir pronto. Nesse nível, todo jogador tem que entrar em campo com isso resolvido, quem não tem fica no banco.
2. Quando o treinador precisa comandar tudo aos gritos do lado de fora, o sinal é claro, a equipe não está bem treinada e não sabe o que fazer de forma natural dentro das situações do jogo.
3. A saída de bola é outro problema sério. Se as situações fossem sempre iguais, bastava colocar a peça A, B e C no lugar certo. Mas o jogo não é controlável. Quem trabalha com scout sabe que o adversário espera a saída curta, pressiona e provoca o erro. Essa saída de bola do Diniz deixa o time previsível e ainda motiva o adversário a marcar mais forte, porque sabe que o erro vai aparecer.
4. As substituições e escalações também não ajudam. Tivemos vários jogos do Carioca com dois times sendo usados e, no primeiro jogo do campeonato brasileiro, fora de casa, ele coloca um jovem que não vinha jogando e nunca jogou. Isso queima o jogador e desorganiza quem vinha atuando, além de afetar o psicológico dos jogadores negativamente.
5. Dar esporro durante o jogo não combina com alguém que se diz psicólogo. Falta o gesto simples, falta a palma, falta o apoio para tranquilizar quem erra.
6. Resumindo Diniz, o técnico que se recusa a enxergar e adaptar não são características de técnicos experientes. 7. A tática tem que facilitar a performance dos jogadores e ser aquela que se encaixa as características deles. Se vc não tem um bom passe,porque usar este tipo de tática?
8. Veja o Botafogo, marca bem e sai em contra-ataque com passes rápidos e não fica passando a bola de um lado para o outro. O seu jogo nunca colica a sua equipe em uma situação de vantagem numérica e de contra-ataque, pois os seus atacantes estão marcando e sem força para atacar.
9. Sobre o esforço e vontade. O parâmetro do esforço tem que ser determinado por você, durante os treinos e conversas e não durante o jogo.
10. Pedir raça para quem está em campo só escancara que tem algo muito errado com essa equipe e com o seu estilo de liderança.