Brenner é apresentado pelo Vasco e exalta chance de jogar no Clube

Brenner chegou a dizer que não planejava voltar ao Brasil, mas que mudou de ideia após proposta do Vasco da Gama.

Brenner é apresentado pelo Vasco
Brenner é apresentado pelo Vasco (Foto: Sergio Santana/ge)

Quarto reforço do Vasco para a temporada 2026, Brenner foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira. Dono de uma relação muito próxima com o técnico Fernando Diniz, que teve papel importante na negociação, o atacante usará a camisa 20. Em sua primeira entrevista como jogador do Vasco, Brenner reforçou o papel do treinador em meio às conversas com a Udinese, da Itália. E também citou que Evander, cria vascaína, está doido para voltar a São Januário.

— As conversas iniciaram em dezembro, quando Diniz me ligou. Não foi a primeira vez que ele me ligou depois que saí do São Paulo, quando trabalhamos juntos. Sempre procurou saber como eu estava, as situações (da carreira) enquanto esteve empregado ou não. Temos uma relação boa fora do campo, e dentro de campo também tivemos quando trabalhamos juntos. As primeiras conversas foram com ele apresentando o projeto, o interesse, e pedindo para dar seguimento às negociações — disse.

Brenner chegou a dizer que não planejava voltar ao Brasil neste momento da carreira. No entanto, o atacante mudou de ideia ao receber a proposta do Vasco, levando também a torcida vascaína em consideração.

— Não estava nos planos voltar ao Brasil, mas quando chegou a oportunidade de vir ao Vasco e o projeto me foi apresentado… Eu já conhecia a grandeza do clube, joguei contra a torcida e foi muito difícil. Esse clube gigantesco tendo interesse em mim, com esses torcedores ao meu lado, com certeza é uma oportunidade que eu tinha que aproveitar — afirmou Brenner, acrescentando:

— Fico lisonjeado pelo Vasco ter me dado essa oportunidade, de me valorizar e poder vestir essa camisa. Sei da grandeza de todos os atacantes que o clube teve. Venho aqui para tentar escrever meu nome na história desse clube gigantesco, e espero que seja com títulos.

Perguntado sobre o peso de substituir Rayan como referência no ataque do Vasco, Brenner parabenizou o jogador negociado com o Bournemouth pela carreira. Ao falar sobre as próprias características, se definiu como um centroavante de maior mobilidade..

— Parabenizar o Rayan pelo que fez no Vasco, a trajetória dele, acompanhei um pouco da história e do que estava vivendo aqui. Desejo boa sorte. Veho para somar, sou um jogador voluntário para a equipe. Acredito eu que tenho ótima finalização e que me movimento bastante, atacando as profundidas. Não sou um centroavante de área, mas de mais mobilidade, que busca sempre o caminho do gol.

— Eu cresci com pressão. Venho de uma realidade muito difícil, fui para o São Paulo muito cedo, cresci num clube que sempre teve pressão na base ou no profissional. Agora, no Vasco, é buscar trabalhar para fazer dessa pressão uma motivação a mais dentro de campo.

Brenner jogou com Evander, cria do Vasco, no Cincinnati, dos Estados Unidos. Durante a negociação, o atacante revelou ter conversado com o amigo:

— O Evander é um grande amigo que eu ganhei no futebol, pessoa incrível, jogador de alto nível. Quando começaram as negociações, começamos a conversar, me apresentou o clube, falou que a torcida era apaixonada, que eu iria gostar muito. Fazendo uma confissão aqui, ele tá doido para voltar também. É uma grande amizade que eu tive, que me ajudou muito nessa negociação, a entender o clube e perceber a dimensão, o carinho dos torcedores.

Outros tópicos da entrevista de Brenner

Ambições com o Vasco

— Frequentei dois países nesses últimos anos (EUA e Itália), de primeiro mundo. De início, quando surge a possibilidade de vir ao Vasco, vem na mente um passado recente, de coisas difíceis, ouvir outros jogadores falando. Mas desde que eu cheguei, quando o projeto foi apresentado, a estrutura do CT… A quantidade de oportunidade e de excelentes profissionais que têm no clube mostram que o clube está mudando, e tem tudo para voltar ao topo de onde nunca deveria ter saído. O planejamento foi Diniz ligar, começarmos a amadurecer a ideia e entender o trabalho que estava sendo feito ao redor, acertar com os clubes. Vamos seguindo esse planejamento até a estreia para ver os próximos passos.

Qual protagonismo pretende assumir?

— Espero que seja um protagonismo de um jogador que veio para somar, agrega com gols e que ao fim dos jogos, (o resultado) sejam os três pontos. Ambição de conquistar títulos pelo Vasco. É um clube que não pode ficar sem ganhar.

Metas de gols para 2026 e recepção do grupo

— A gente sempre quer mais, mas ainda não fiz essa conta comigo. O mais importante são os três pontos. Se eu tiver oportunidade de marcar, farei de tudo para estar concentrado e ser eficiente. O grupo me recebeu muito bem. Já conhecia alguns jogadores, o ambiente é incrível. Foram muito amigos, parceiros, e me deixaram bem à vontade.

Por que você e Diniz se dão tão bem?

— Temos uma boa relação devido a alguns períodos de convivência, difíceis e ótimos. Ele foi muito eficiente em me fazer entender o meu lugar no futebol, no São Paulo, onde eu estava. Foi muito feliz em me dar oportunidade, mas antes disso, conversou comigo e me fez entender. Fora de campo, sempre busca ajudar os atletas. Dentro de campo, cobra bastante. Tem sua forma de cobrar, mas não tá ali para prejudicar ninguém. Se todos entenderem o que ele está pedindo, temos todas as oportunidades para evoluir.

Condição física

— Fisicamente estou bem. Estava um período afastado devido às negociações. Cheguei aqui, fiz todos os exames médicos, a parte física. Espero estar pronto o quanto antes, mas estou dependendo da aprovação dos preparadores. Têm o aval do professor para me dar a liberação. Mentalmente estou muito bem, saudável, feliz, grato a Deus por essa oportunidade. Sei que o calendário do Brasil é muito cheio, tem muitos jogos. Esse relacionamento com o Diniz me ajuda porque consigo entender a ideia do que ele tá pedindo. Como é difícil jogar no Brasil, a pressão que tem. Tô bem, tô preparado e tô feliz.

O que melhorou no seu futebol?

— Acho que o que acrescentei foi a condição física. Fiquei mais forte e mais rápido. Fiquei mais experiente por jogar fora. Voltar ao Brasil com essas características ajuda a me adaptar o mais rápido possível para ajudar o Vasco.

Esquema sem centroavante

— Vejo que ele (Diniz) pede muita movimentação. Ter a bola no pé, a coragem para jogar, é o que ele pede. Acredito que me enquadro nesse perfil. Eu tenho a chegada na área. Graças a Deus, tenho qualidade para finalizar. Espero que isso seja fundamental para efetivar o gol.

Pressão sobre Diniz e futuro imediato do Vasco

— Imagino que todo início de temporada seja ruim porque nem todos os times têm a oportunidade de treinar o suficiente por causa do calendário. Conforme os dias vão passando, o time vai se entrosando, mais ritmo de jogo e todos os jogadores à disposição. A tendência é melhorar a cada jogo. Acredito que vai se encaixar. O Vasco tá buscando voltar ao topo, ao seu lugar ao sol. Tem tudo para dar certo. Diniz é um cara capacitado, sabe lidar com a pressão. Conhece todos os atletas e tá muito capacitado nesse cargo para extrair o melhor de cada atleta.

O que pode agregar?

— Posso agregar ajudando a equipe. Tenho boa mobilidade, estou melhor fisicamente e com mais experiência. Quero ajudar a ganhar jogos marcando gols. Minha principal características é fazer gols. É trabalhar firme, fazer os gols e fazer as coisas darem certo.

Fonte: Globo Esporte

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