Barracas Central carrega histórico polêmico com a arbitragem argentina

Barracas Central, adversário do Vasco nesta terça-feira, chega ao confronto cercado por desconfianças no futebol argentino.

Rubén Insúa, treinador do Barracas Central
Rubén Insúa, treinador do Barracas Central (Foto: Rodrigo Valle/Getty Images)

O Vasco estreia na Copa Sul-Americana nesta terça-feira (7), às 19h (de Brasília), diante do Barracas Central, da Argentina. O adversário do Gigante da Colina chega ao confronto cercado por desconfianças no futebol argentino, principalmente por episódios envolvendo decisões de arbitragem consideradas controversas.

O principal fator que alimenta as críticas é a ligação do clube com Claudio Tapia, atual presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA). Ele presidiu o Barracas Central por quase duas décadas e, mesmo após se licenciar do cargo, mantém forte influência nos bastidores. Atualmente, o clube é presidido por seu filho, Matías Tapia, enquanto Iván Tapia, outro filho, é camisa 10 e capitão da equipe.

Fundado em 1904, o Barracas Central teve presença nos primeiros anos da AFA e chegou à elite em 1919, permanecendo por 14 temporadas. Após a profissionalização do futebol argentino, o clube passou décadas entre divisões inferiores, chegando a disputar até a quinta divisão. Esse cenário começou a mudar com a ascensão política de Tapia dentro da AFA.

A retomada do crescimento esportivo coincidiu com o fortalecimento político do dirigente. Em 2019, o Barracas conquistou o acesso à segunda divisão em meio a críticas sobre mudanças de regulamento e decisões de arbitragem. Já em 2021, o clube garantiu o retorno à elite após 87 anos, novamente sob questionamentos. Durante a campanha, torcedores rivais popularizaram a expressão “pênalti para o Barracas”, em referência à frequência de marcações consideradas duvidosas a favor da equipe.

Mesmo com méritos esportivos ao longo da campanha, o contexto fora de campo fez com que o Barracas Central se tornasse um dos clubes mais questionados do país. A forte ligação com o comando da AFA e o histórico recente de lances controversos contribuem para a desconfiança que acompanha a equipe — cenário que também marca sua chegada ao duelo contra o Vasco na competição continental.

Fonte: Lance!

Mais sobre:Barracas Central
Comente

Veja também
Rival do Vasco, Barracas Central é ligado à família do presidente da AFA

O Barracas Central tem apenas 2.500 sócios é ligado à família do presidente da Federação Argentina, Chiqui Tapia.

IA crava resultado da estreia do Vasco na Sul-Americana

O Vasco da Gama enfrenta o Barracas Central nesta terça-feira, às 19h, na Argentina, pela fase de grupos da Sul-Americana.

Conheça a trajetória de Marcelo Salles que assume o Vasco na Sul-Americana

Marcelo Salles, auxiliar da confiança de Renato Gaúcho, assume o Vaso da Gama em estreia na Sul-Americana, nesta terça-feira.

Escalação do Vasco contra o Barracas Central

Confira a escalação do Vasco da Gama para o jogo contra Barracas Central nesta terça-feira, no Florencio Sola, pela Sul-Americana.

Definida a arbitragem para Barracas Central e Vasco

Confira a arbitragem para o jogo entre Barracas Central e Vasco da Gama nesta terça-feira, pela Sul-Americana 2026.

Vasco estreia na Sul-Americana hoje contra o Barracas Central

O Vasco estreia na Copa Sul-Americana contra o Barracas Central, nesta terça-feira (7), às 19h, no Estádio Florencio Sola.

Bruno Lazaroni não aceita convite de Diniz e segue no Vasco

O auxiliar técnico Bruno Lazaroni recusou o convite de Fernando Diniz para trabalhar no Corinthians e segue no Vasco da Gama.

Fernando Diniz é o novo técnico do Corinthians

O Corinthians oficializou a contratação do técnico Fernando Diniz, ex-Vasco, que assina contrato até dezembro de 2026.

Técnico do Barracas Central tem história direta com o Vasco em 1998

Técnico do Barracas Central comandou o Barcelona de Guayaquil no jogo que deu o título da Libertadores de 1998 ao Vasco.

Propostas não agradam e Vasco mantém paciência por patrocínio  máster

A diretoria do Vasco da Gama avalia o atual momento como estratégico para valorizar o espaço mais nobre da camisa.