Áudio do VAR coloca arbitragem de Vasco x Inter na berlinda, diz jornalista

Segundo o jornalista Gilmar Ferreira, áudios do VAR colocam em cheque arbitragem de Vasco da Gama x Internacional.

Altair Alves
Por Altair Alves
-  26 de fevereiro de 2021 às 01:40-  Atualizada em 26 de fevereiro de 2021 às 01:40
Jogo entre Vasco e Internacional em São Januário
Jogo entre Vasco e Internacional em São Januário (Foto: Max Peixoto/Dia Esportivo/Estadão Conteúdo)
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Vazaram áudio do VAR da partida entre Internacional e Vasco, em São Januário, há onze dias – confronto vencido pelo time gaúcho por 2 a 0.

É aquele jogo do polêmico gol do volante Rodrigo Dourado, aos 9m do primeiro tempo, escorando a falta cobrada pelo lateral Moiséis.

Assisti, na íntegra, ao material encaminhado pela CBF ao STJD e três coisas ficam bem claras.

Primeiro, a intervenção do operador foi determinante para que a equipe de arbitragem ignorasse as linhas que mostravam claramente o impedimento do volante do Internacional.

Segundo: o paulista José Cláudio Rocha, o árbitro do VAR, induziu o árbitro de campo ao anunciar “gol legal”, veredicto que ele não poderia ter dado, uma vez que o equipamento não conseguiu aferir as linhas do campo.

O correto, segundo as recomendações do protocolo do VAR, seria ter comunicado aos também paulistas Flávio Rodrigues, árbitro de campo, e Danilo Simas, auxiliar de linha, que o aparelho não havia funcionado.
 

E lembrá-los de que, neste caso, deveria prevalecer a marcação de campo.

E, no campo de jogo, Danilo Simas não correu para o meio, como de praxe aos “bandeiras” do jogo.

Por último, como destacou o próprio Danilo Simas, ele via dois jogadores “em posição” (de impedimento) – o 13 (Rodrigo Dourado) e o 14 (Lucas Ribeiro).

Ou seja: o bandeira via os jogadores mais à frente no momento da cobrança da falta no lance que originou a conclusão do volante do Internacional. Se viu, por que não levantou o bastão?

A peça encaminhada pela CBF ao STJD, por solicitação do Tribunal Esportivo, compromete a tecnicidade do equipamento e mostra o quanto ainda são desentrosados e despreparados os árbitros que “apitam” o jogo de olho no que mostram as câmeras.
 

E traz mesmo questionamentos importantes sobre erros de direito e erros de fato.

Poderia o árbitro de vídeo sentenciar que “foi gol legal”?

Não acredito que os auditores do STJD acatarão o pedido da anulação da partida.

Mas claro está que o gol foi ilegal e que a equipe da sala de vídeo (José Cláudio Rocha Filho, Thiago Duarte Peixoto, Fabrício Porfírio de Moura, todos de São Paulo) não tinha os elementos técnicos para afiançar o contrário.
 

O que teria a dizer o observador Giulliano Bozzano (MG), presente na sala do VAR?

É inadmissível que os times e trio de arbitragem de campo tenham entrado em campo sem serem informados de que o equipamento não estaria 100% – ao menos no primeiro tempo.

Repito: não defendo a anulação do jogo, mas seria cruel ignorar que o time de Vanderlei foi prejudicado com a confirmação de um gol ilegal.

Em última análise, foi moralmente rebaixado com um gol ilegal…

Fonte: Coluna Futebol Coisa e Tal/ Gilmar Ferreira – Extra

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