Análise da atuação do Vasco contra o Sport

O Vasco da Gama jogou fechadinho, controlou o espaço do Sport e conseguiu fazer uma atuação segura na Ilha do Retiro.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  15 de novembro de 2020 às 08:48-  Atualizada em 15 de novembro de 2020 às 08:48
Germán Cano comemorando gol contra o Sport
Germán Cano comemorando gol contra o Sport (Foto: Rafael Ribeiro/Vasco)
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O Vasco não sobrou, mas voltou a mostrar que pode ser letal na vitória sobre o Sport, por 2 a 0, pela 21ª rodada do Brasileirão, neste sábado. No jogo marcado pela consistência vascaína, coube a Cano levar o brilho que mexeu no placar e garantiu o resultado fora de casa.

Vasco dá a bola, mas contra-ataca

Fechadinho, o Vasco deu a bola para o Sport no primeiro tempo (teve apenas 38% de posse), mas voltou a ameaçar ofensivamente com frequência, algo que não vinha acontecendo. Foram sete finalizações contra apenas três do Sport na etapa.

O meio-campo se entendeu muito bem, e Andrey, que vinha muito mal, cresceu. Encontrou ótimos passes e dialogou bem com Benítez e Léo Gil, autor da assistência para o gol de Cano, marcado aos 24 minutos. O porém em relação ao esquema de Sá Pinto é que, apesar de organizado e bem postado, o time por vezes chegava com pouquíssimas peças à frente.

A estratégia era ter velocidade para aproveitar os erros do Sport, algo que no primeiro tempo aconteceu com a dobradinha Léo Gil e Cano. Assim que saiu o gol e nasceram outros dois lances de perigo. Na etapa final, na mesma pegada, Neto Borges recebeu de Andrey enquanto a zaga rival se reorganizava e serviu para o segundo gol do argentino.

Outra coisa a ser destacada foi a amplitude que Léo Matos deu à lateral direita desde que chegou a São Januário. Apareceu duas vezes para finalizar e, com velocidade para infiltrar, ganhou espaço para fazer cruzamentos.

Jogo controlado

O Vasco quase não teve a bola, mas foi melhor no jogo porque controlou o espaço. O Sport cresceu no segundo tempo, deu mais trabalho a Fernando Miguel, mas pouco ameaçou. Sem conseguir jogar pelo meio, o adversário apelou para os cruzamentos e deparou-se com a defesa vascaína bem colocada.

Mesmo assim, o time da casa aumentou o volume de finalizações e teve mais chances no segundo tempo. Um avanço que foi permitido pela postura do Vasco. Com o segundo gol antes dos 10 minutos, Sá Pinto dobrou a aposta na estratégia de contra-ataque e recuou. A equipe teve que correr atrás da bola, mas não chegou a sofrer na partida.

Cano é herói

Foi, acima de tudo, uma grande atuação coletiva do Vasco. Mas alguns jogadores tiveram destaque especial. Entre eles, obviamente, Germán Cano. O centroavante desencantou, marcou os dois gols da vitória e foi o craque do jogo. Mostrou a leitura de jogo que o torcedor está acostumado a ver para deixar o zagueiro Adryelson perdido nos lances que decidiram a partida.

Não foi só o argentino. Do meio para trás, outros nomes deram sustentação ao Vasco. Andrey foi o retrato do jogo sólido da equipe. Acertou praticamente tudo que tentou. Dos 44 passes no jogo, apenas três foram errados. Além disso, foi ele quem iniciou o lance do segundo gol.

Na defesa, Marcelo Alves, Léo Matos e Neto Borges também foram bem. Fernando Miguel não foi muito exigido, mas mostrou segurança quando precisou entrar no jogo.

O Vasco pouco brilhou, mas foi uma atuação sólida, que aponta um caminho rumo à regularidade que pode tirar o clube de perto da zona de rebaixamento. A próxima prova será contra o Fortaleza, na próxima quinta-feira, às 19h, em São Januário. Válido pela 16ª rodada, o duelo foi adiado quando o adversário participava da Copa do Brasil.

Fonte: Globo Esporte

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