Análise da atuação do Vasco contra o Fortaleza

O Vasco da Gama não conseguiu fazer uma boa atuação e viu Fernando Miguel evitar a derrota para o Fortaleza em São Januário.

Por França Fernandes
-  20 de novembro de 2020 às 07:35-  Atualizada em 20 de novembro de 2020 às 07:35
Leonardo Gil foi um dos melhores em campo contra o Fortaleza (Foto: André Durão/ge)

Após a boa vitória sobre o Sport, no último sábado, era de se imaginar um Vasco mais encorpado e em evolução nas mãos de Sá Pinto. Até pela expectativa, a exibição no empate sem gol com o Fortaleza, nesta quinta, em São Januário, foi frustrante. O que se viu foram os velhos e conhecidos problemas. Apesar de consistente na defesa – tem sido assim desde a chegada do português -, falta poder de fogo. De um modo geral, o ponto conquistado foi lucro.

O ataque tem sido o Calcanhar de Aquiles do Vasco. Desde o início do Brasileiro o time depende essencialmente de ações de Cano e Benítez. O primeiro pouco tocou na bola contra o Fortaleza. O camisa 10, por sua vez, foi desfalque de última hora por ter sido diagnosticado com Covid.

A doença, aliás, atrapalhou os planos de Ricardo Sá Pinto. Foram oito desfalques infectados – quatro deles titulares (Miranda, Castan, Beníitez e Carlinhos).

Fortaleza mais perto do gol

Não foi um grande jogo em São Januário. Debaixo de muita chuva, os dois times tiveram disposição, mas pouca inspiração. Apesar do equilíbrio técnico, o Fortaleza sempre passou a sensação de estar mais perto do gol. Fernando Miguel foi importante no primeiro tempo e essencial no segundo, quando fez uma defesaça em chute de Bergson.

Com três zagueiros e sem Benítez, a proposta do Vasco foi apostar nos avanços dos laterais. Encontrou dificuldade, no entanto, com a marcação baixa do Fortaleza. Léo Matos e Neto Borges tentaram e conseguiram alguns poucos cruzamentos que não levaram perigo. De positivo, a boa atuação do treino de zagueiros. Marcelo Alves, em especial, fez boa partida.

Gil vai bem; Pikachu e Talles ficam devendo

Se os laterais encontraram pouco espaço, Talles Magno não encontrou nenhum. Caindo pela esquerda ou se aproximando de Cano, o jovem errou bastante, teve mais uma atuação apagada e foi substituído no intervalo por Gustavo Torres. O colombiano, aliás, entrou melhor, teve a grande chance do Vasco em um contra-ataque no segundo tempo e parece ser questão de tempo para ser testado como titular no lugar de Talles.

Sem Benítez e com Cano apagado, um outro argentino se destacou. Geralmente seguro na marcação, Léo Gil se arriscou no ataque, criou boas jogadas e quase marcou um belo gol. Foi um dos melhores do time. Sua substituição causou surpresa, mas Sá Pinto explicou que o camisa 7 estava cansado.

Quem não foi bem foi Pikachu. Apesar dos elogios de Sá Pinto, o lateral recebeu a missão de substituir Benítez na armação e ficou devendo. O camisa 22 não se omitiu, correu muito, mas pouco criou no setor ofensivo. Juninho, que ainda não jogou com Sá Pinto, talvez fosse uma melhor opção, mas Sá Pinto justificou, após a partida, que taticamente não seria um bom jogo para testar o jovem.

O resultado não foi o esperado, mas, como Sá Pinto falou, “quando não se pode ganhar, não podemos perder”. O Vasco, de fato, não teve força para vencer e, diante do cenário, o ponto conquistado ficou de bom tamanho e serviu para tirar o time da zona de rebaixamento.

Com 23 pontos, o time carioca se igualou ao Bragantino, mas tem uma vitória a mais (6 a 5) e é o primeiro clube fora do Z-4. Será preciso, no entanto, jogar mais futebol, aumentar o repertório ofensivo e ter mais poder de fogo para terminar o Brasileiro sem sustos.

Fonte: Globo Esporte

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