Análise da atuação do Vasco contra o Bahia

Com Benítez apagado em campo, o Vasco da Gama produziu pouco diante do Bahia e não conseguiu sair com a vitória.

França Fernandes
Por França Fernandes
-  1 de fevereiro de 2021 às 08:17-  Atualizada em 1 de fevereiro de 2021 às 08:18
Luxemburgo conversando com jogadores durante parada técnica
Luxemburgo conversando com jogadores durante parada técnica (Foto: André Durão)
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Entre as poucas certezas do Vasco na temporada que adentrou 2021, uma diz respeito à produção ofensiva: se Benítez vai mal, o time vai mal. Foi o que aconteceu no empate sem gols contra o Bahia, domingo, em São Januário.

O meia mostrou mais uma vez não estar 100% fisicamente e, diferentemente da grande atuação contra o Atlético-MG e do gol marcado diante do Palmeiras, não conseguiu compensar a dificuldade com a qualidade técnica. O resultado foi um time sem força e inofensivo em um contexto de necessidade de vencer para escapar da Série B.

Marcelo Alves é uma das poucas surpresas positivas no Vasco no Brasileirão. Com desarmes precisos e seguro nas bolas pelo alto, o zagueiro representou a força defensiva do time.

Detalhe: foram 19 minutos com um jogador a menos, após a expulsão de Leandro Castan. Esta qualidade individual e coletiva ajudou a garantir um ponto, que pode ser decisivo na manutenção do time na Série A.

Os dois extremos ajudam a explicar a atuação do Vasco. É como a clássica metáfora do copo meio cheio, meio vazio. O fato é que, independentemente de qualquer ponto de vista, houve pontos positivos e negativos.

Desde que retornou a São Januário, Benítez atuou em quatro partidas. Na primeira, entrou no segundo tempo. Foi preservado na rodada seguinte e, nas três seguintes, começou como titular. Acabou substituído em todas. Alcançou uma média de 65 minutos em campo, algo baixo para a importância dele ao time.

– O Benítez saiu…quando o cara tá parado muito tempo e volta, ele volta empolgado, foi bem contra o Coritiba, mas no terceiro e no quarto jogo começa a vir um pouco da perda física de ter parado muito tempo, que é o tal do ritmo do jogo. A gente acredita que no próximo jogo ele vai estar bem melhor. No jogo de hoje deu para ver que ele estava fora de ritmo – comentou Vanderlei Luxemburgo.

A marcação do Bahia, que por vezes adotou uma linha de cinco na defesa, contribuiu para anular as ações ofensivas de Benítez e do Vasco. Segundo o site Sofascore, por exemplo, o argentino não tentou nenhum drible. É sabido que Carlinhos, que entrou, é um meia com menos qualidade, mas pode, em situações durante o jogo, ajudar a confundir a marcação. Ou mesmo Juninho, que sabe partir para cima do adversário.

Antes da expulsão de Castan, o Vasco reclamou de um lance envolvendo Gregore. Ele deveria receber o vermelho por ter acertado chute em Benítez. Talvez com um homem a mais em campo, o time de Luxa poderia ter melhor sorte – só ameaçou em chutes de fora da área e em uma cabeçada de Léo Matos após escanteio. Mas o fato é que com um a menos, a equipe não se desarrumou. Conseguiu evitar ser pressionada na reta final da partida.

– Eu acho que deu certo. Saímos de campo com resultado, com menos um jogador e se você pegar a oportunidade que o Bahia teve de construir, teve contragolpe, um ou outro, mas nós estivemos bem postados. Sabíamos que o Bahia iria jogar fechado para sair com o empate e nós tentamos. O que não podíamos era ficar expostos, ir para dentro de qualquer maneira e tomar contragolpe e nós sofrermos uma derrota aqui o que seria muito ruim – finalizou Luxa.

Com 37 pontos, o Vasco é o 14º colocado. Tem dois a mais do que o Fortaleza, o primeiro do Z-4. Na quinta, tem o clássico diante do Flamengo.

Fonte: Globo Esporte