Álvaro Pacheco analisa derrota do Vasco para o Flamengo; veja a entrevista coletiva

O técnico Álvaro Pacheco analisou o desempenho do Vasco da Gama contra o Flamengo e assumiu a responsabilidade pelo resultado.

Álvaro Pacheco em entrevista coletiva após clássico
Álvaro Pacheco em entrevista coletiva após clássico (Foto: Leandro Amorim/Vasco)

O Vasco sofreu a pior goleada da própria história em um clássico contra o Flamengo ao ser derrotado por 6 a 1 neste domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Estreante da noite, o técnico Álvaro Pacheco iniciou a entrevista coletiva pedindo desculpas ao torcedor vascaíno e assumindo a responsabilidade pelo resultado.

– Em primeiro lugar, é pedir desculpa. O resultado aconteceu e eu sou o responsável enquanto treinador. Começamos muito bem. Conseguimos equilibrar, fomos capazes de marcar um gol e tivemos chances de fazer o segundo. Depois que sofremos o gol a equipe perdeu um pouco o controle emocional.

“Não muda nada na minha convicção, naquilo que vai ser o meu trabalho e na equipe que vai dar orgulho no futuro. Temos que sentir essa derrota, que foi um peso, e ter a noção do que temos que fazer para sermos mais fortes”.
— Álvaro Pacheco.

Um dos principais questionamentos do torcedor vascaíno foi a decisão de Pacheco de não relacionar o atacante David para a partida. O ponta vinha sendo titular da equipe com frequência e o principal ponta dentro do elenco, mas ficou fora inclusive do banco de reservas. O treinador afirmou ser opção tática.

– Foi opção tática. Tenho 36 jogadores, só poderia convocar 23 e a questão do David foi opção tática.

Apresentado há dois dias, o português está apenas no começo do trabalho com o elenco do Vasco. Ele elogiou os primeiros 30 minutos de jogo dos comandados, mas acredita que eles se perderam após o empate do Flamengo.

– Quando está criando uma identidade nova, aconteceu um imprevisto, eles esqueceram das referências novas e foram para as antigas. A equipe passou a pensar individualmente. Começou a saltar na pressão e a permitir muitos espaços ao Flamengo. Quando ficamos com um a menos, esses espaços ficaram mais evidentes. Novamente, peço desculpas e a culpa é minha. Mas os primeiros 30 minutos foram muito bons do Vasco.

Os vascaínos ganham agora 11 dias de respiro antes de voltar a campo. A próxima partida será no dia 13 de junho contra o Palmeiras no Allianz Parque. Com seis pontos somados, são os 13º colocados no torneio.

Veja outras respostas do técnico

Elogio ao início

– Olhando para aquilo que foi nossa entrada, sentimos uma equipe com uma capacidade de controle do jogo e focada naquilo que viemos treinando. Aquilo que estamos tentando implantar são hábitos novos. Em momentos de aflição, os hábitos antigos muitas vezes voltam a aparecer.

– Criamos a situação de o Rayan ir para dentro e poderíamos ter feito o segundo. O Vegetti também. Até então, o Flamengo não tinha criado oportunidades.

Problemas administrativos

– Eu acho que eu tenho que dar é a cara e pedir desculpa. Eu acho que nós temos que perceber que se hoje esse resultado aconteceu foi porque eu não fui capaz, a nível de criar relações e condições para a equipe vai ser mais competitiva.

– Eu não gosto de arranjar desculpas a nível dos meus dos meus jogadores do meu elenco. A culpa e o responsável desta derrota é minha. Portanto, aquilo que eu tenho que fazer é trabalhar e preparar os meus jogadores.

– Não senti nenhuma necessidade, nenhum problema. Tive sempre um tempo e espaço para podermos trabalhar eu acho que é isso que eu tenho. Fui contratado para isso, para trabalhar para conseguir passar aqui uma identidade e irmos em busca de resultados.

– Mais uma vez, hoje não fomos capazes de fazer. Mas agora nós temos é que focar naquilo que vão ser as soluções para a equipe ficar mais forte no futuro e já no próximo desafio.

Troca de Rayan por Rossi

– Duas coisas, o Rayan saiu por que sentiu um desconforto na coxa, ele no intervalo disse que sentiu a coxa e que não tinha condição de jogar. Nós treinámos durante estas duas semanas duas capacidades a nível de jogar, ou uma linha de 5 ou uma linha 4, sabíamos que durante o jogo isso podia acontecer

– Portanto, aquilo que eu senti é que uma linha de 4, e foi o que eu falei aos nossos jogadores, era muito importante para nós para nos mantermos estáveis, não permitir que o Flamengo conseguisse fazer mais um gol.

– Porque se conseguíssemos nos manter estáveis e depois aproveitar os espaços que podiam haver, principalmente em transições, e fôssemos capazes de fazer um gol, podíamos entrar novamente no jogo.

– Essa foi a minha intenção, mas é evidente que quando você entra em uma segunda parte com menos um jogador e depois o Flamengo consegue logo marcar um gol, eles ganharam uma confiança e isso tirou confiança.

– O que eu tenho que fazer e perceber de que forma é que nós seremos mais fortes no futuro. A responsabilidade é minha enquanto líder.

Sequência de jogos

– Aquilo que notei e posso dizer foi a capacidade de organização defensiva. Sabia que o Vasco tinha jogado com linhas de 4 e de 5. Pelo que treinamos, senti que a equipe ficaria mais protegida com cinco. Esse foi o meu grande objetivo e acho que isso foi bem alcançado nos primeiros minutos.

– Quando está construindo uma ideia de jogo em meio a uma competição, não dá tempo para planejar de forma mais sucinta. Hoje tivemos alguns momentos bons também no momento ofensivo. Acho que o que falta mais ao Vasco é ser mais agressivo, olhar para aquilo que é o espaço frontal.

– Mas é o que eu digo, isso vai demorar um tempo. Temos que olhar o que fizemos bem, o que ainda não fomos tão consistentes. Para podemos ser melhores no futuro.

Medel

– O que eu posso falar é que tenho 36 jogadores e que todos estão treinando. Medel está entre esses jogadores. Estou aqui há nove dias, tive que fazer a minha seleção.

– Hoje, pensei que esses jogadores estavam melhor preparados. No futuro, se a equipe precisar do Medel, ele pode jogar. Vai depender do que é o crescimento da equipe e daquilo que eu achar que é o melhor para o Vasco.

O que dizer para o torcedor?

– Além de reforçar o pedido de desculpas, o que peço é para acreditar. Que aquilo que vamos construir vai deixa-los orgulhosos. Quando se está criando uma ideia de jogo em meio a um contexto competitivo tão denso, leva tempo. Peço que não deixem de acreditar na equipe.

Linha de três zagueiros

– Se você me perguntar se o elenco está construído para jogar com uma linha de cinco ao longo da temporada, não, não está. Só temos cinco zagueiros. Evidente que para jogar com três zagueiros precisamos de no mínimo seis.

– A questão é que na forma que temos treinado, a proposta de jogo é eles serem capazes de ver a realidade do jogo. É criar condições de crescimento para a equipe ficar sustentada e ter essas nuances, de jogar com três ou com linha de quatro.

– Acho que temos que olhar para o jogo com vontade de ganhar. Tenho que passar essa crença, essa vontade para os jogadores. Acho que a equipe está preparada para jogar das duas formas. Temos que reduzir a quantidade de gols que sofremos. Se pudermos manter essa linha, acho que vamos melhorar e depois encontrar soluções.

Conversa com o elenco

– Aquilo que tentei passar enquanto líder é que nesses momentos de dificuldade e de vergonha, o grupo tem que se unir e perceber o que temos que fazer para pôr o Vasco no patamar que merece. O único culpado sou eu.

– Temos que perceber o que aconteceu, nos unir, trabalhar, focar, dar o máximo diariamente pelo Vasco. Sem desculpas. É morrer pelo Vasco porque só assim vamos conseguir colocar onde merece. Amanhã vamos para o próximo desafio e temos que dar uma resposta. Se só podemos dar se trabalharmos sério.

Meio-campo leve

– Nosso jogo não tem a ver com marcações individuais. A equipe tem que agir como bloco. o que entendi é que Sforza e Galdames nos davam segurança. São jogadores que sem bola tem capacidade grande de leitura e identificação de jogo.

– O que eu achava é que a capacidade que eles tem de se relacionar e ligar o jogo seria o melhor para essa partida. O que foi o início, estava sendo positivo. Mas acho que não soubemos lidar com adversidade.

– Acredito que se tivesse sido mais perto do intervalo, teria sido diferente. Depois teve a expulsão que condicionou toda a segunda parte.

Arbitragem

– Posso começar pela arbitragem, se o árbitro e o VAR decidem é o que para mim vale. Eles que possuem as competências para avaliar isso, eu tenho que avaliar o que é da minha equipe enquanto jogo.

Condições do Vasco

– Eu não mudava, é minha resiliência. Eu, enquanto pessoa, são os valores que meu pai me passou, a vida se faz com dificuldade e adversidade, nós nunca podemos desistir daquilo que queremos e de onde queremos chegar, sabemos que hoje, eu enquanto líder, tive aqui uma derrota.

– Eu, enquanto líder, sou o culpado pela derrota, culpado pelo resultado que teve, agora não vai desviar da vontade de eu treinar o Vasco, de eu levar aos patamares que merece, por que eu acredito, quando se trabalha, quando se acredita e quando, principalmente, está em um clube com essa dimensão.

– Temos que olhar para a frente e perceber que hoje realmente foi um momento difícil em que eu não tive a capacidade de manter a organização da nossa equipe por mais tempo.

Alerta ligado

– Sobre os indicadores de alerta, aquilo que mais me destacou foi a partir do momento em que nós sofremos um gol, paramos de ver o jogo da mesma maneira.

– Alguns saltavam na pressão, olhávamos para o jogo e víamos muitas ideias. Perdemos a capacidade de controle de jogo, aquilo que temos que fazer é criar hábito nos nossos jogadores. Criar rotinas, para que nossos jogadores possam manter em todos os 90 minutos.

– Você via a linha defensiva baixar quando não era para baixar, a linha média quando não tinha que saltar na pressão e saltavam por instinto e também a linha ofensiva.

– Teve momentos que não tinha que sair pois estava em inferioridade numérica e quando se está em inferioridade tem que se proteger o espaço interior e esperar o timing certo para sair na pressão. Portanto, no geral, eu acho que temos que olhar para isso e vermos o que temos que treinar para no futuro sermos mais fortes.

Marca deixada pela partida

– Este jogo abala e deixa marcas. Temos que ser capazes de perceber o que temos que fazer para que o próximo não marque. Temos que nos tornar mais fortes e mais capazes para que quando jogarmos um jogo com essa dimensão, com pormenores importantes, deixar de ser quem nós somos por uma incidência do jogo.

Influência dos jogos anteriores na escalação

– Vi todos os jogos. Esses jogos e mais os treinamentos me fizeram escalar a equipe que coloquei em campo.

Assista à entrevista

Entrevista coletiva de Álvaro Pacheco (Fonte: Vasco TV)

Fonte: Globo Esporte

2 comentários
  • Responder

    Vc não tem culpa sim os jogadores que foram covarde

  • Responder

    Fez merda! Escalou mal. Mudou o time e o sistema prematuramente. Mostrou ser inexperiente pegando uma equipe no meio de uma competição.

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