Jorginho e Renato estreiam no Vasco e Grêmio com missão de alcançar o acesso

Jorginho e Renato Gaúcho comandam Vasco e Grêmio após período de instabilidade dos Clubes e chegam com a missão de conquistar o acesso.

Renato e Jorginho
Renato e Jorginho (Foto: Rafael Ribeiro)

As carreiras de Renato Gaúcho e Jorginho tiveram diversos pontos de interseção ao longo da história, e mais um está reservado para hoje (11), no duelo entre Grêmio e Vasco, pela Série B do Campeonato Brasileiro. O reencontro entre os amigos, inclusive, tem semelhanças. O confronto, na Arena do Grêmio, começa às 16h (de Brasília).

Ex-companheiros no Flamengo e na seleção brasileira, Renato e Jorginho fazem a estreia à beira do gramado no Tricolor gaúcho e no Cruzmaltino, respectivamente, assumem o comando após período de instabilidade dos times na competição e chegam com a missão de alcançar o acesso à elite.

As equipes se encontram em situações parecidas na competição. Coladas na tabela —os gaúchos têm 47 pontos, em terceiro, e os cariocas, 45, em quarto— ambos buscam a vitória após momentos de oscilação e querem se manter firmes na luta por vaga no G4.

Maior ídolo da história do Grêmio, Renato Gaúcho foi anunciado no último dia 1, pouco após a demissão de Roger Machado. Ele se tornou “bola de segurança” da diretoria em um momento em que a crise se aproximava. Esta será a quarta passagem dele no cargo.

“Agora faltam 10 jogos e o objetivo é voltar para a elite, voltar para a Série A. Por isso estou aqui. Conheço 90% do grupo do Grêmio. Conheço o clube como a palma da minha mão. Tenho certeza que vamos trabalhar bastante para que a gente possa dar alegria ao torcedor, ninguém mais que ele merece voltar à Série A. Esse é o objetivo”, disse, na coletiva de apresentação.

Renato integra um seleto hall de nomes que foram campeões da Libertadores como jogador, em 1983, e treinador, em 2007. Dentro de campo, ainda foi campeão do Mundial, e Gaúcho em 1985 e 1986. À beira do gramado, levantou a Copa do Brasil de 2016, a Recopa Sul-Americana de 2018, o Gaúcho em 2018, 2019 e 2020 e a Recopa Gaúcha de 2019.

No Vasco, Jorginho foi anunciado no dia 6, para ocupar função considerada vaga desde a demissão de Maurício Souza, no fim de julho. Neste período, o auxiliar Emilio Faro deu as cartas de maneira interina.

Apesar de Faro ter tido um bom início, e de ter sido abraçado por elenco e torcida, a equipe teve uma queda de desempenho, viu a “gordura” para o quinto colocado diminuir e a posição entre os quatro primeiros ficar em xeque. Com um processo para SAF em andamento, a janela fechada e a pressão por mudanças aumentando, a solução foi ir ao mercado em busca de um novo treinador.

“Em relação à minha primeira passagem aqui, em 2015, 2016, naturalmente foi um período fantástico, de muito aprendizado (…). Foi um momento maravilhoso, meu desejo é que aconteça, como aconteceu, eu peguei em 2015. Mas o meu objetivo será alcançado, da gente voltar para Série A, de onde o Vasco jamais deveria ter saído, pelo potencial”, disse.

Jorginho também já foi jogador e treinador no clube da Colina. Ele defendeu o Vasco entre 2000 e 2001, já na reta final de carreira, quando mesclava atuações como lateral e volante. Em São Januário, fez parte das conquistas do Brasileiro e da Mercosul de 2000.

Voltou ao Cruzmaltino em 2015, como treinador, e levantou o Carioca do ano seguinte.

Amizade

Renato Gaúcho e Jorginho foram companheiros no Flamengo, entre 1987 e 1988 —sendo campeões da Copa União—, e na seleção brasileira, quando disputaram amistosos e a Copa do Mundo de 1990.

“O Jorginho é um amigo de muito tempo, jogamos juntos no Flamengo, na Seleção Brasileira. Fomos campeões juntos no Flamengo em um timaço. Torço muito por ele como treinador, a gente sempre se fala, principalmente no fim de ano, que tem a pelada do Zico. Ele é uma pessoa que eu gosto muito, torço por ele, mas não no domingo”, apontou Renato, à GZH.

Durante a apresentação no CT Moacyr Barbosa, Jorginho também lembrou o laço com Renato, e, bem-humorado, brincou com o fato de o ex-atacante ser “fominha”.

“A gente jogou junto, foi um período maravilhoso. 1987 foi, para mim, uma das melhores equipes em que tive a oportunidade de jogar. Eu passando todas com o Renato, recebendo nenhuma, porque ele era muito fominha, driblava todas (risos). A gente tem uma amizade grande, é um respeito grande, um cara vencedor como jogador e como treinador, já teve conquistas importantes. (…) Estrear em um jogo importantíssimo para o Renato e para mim, duas equipes que estão frequentando o G4 constantemente e que vão permanecer… Tenho certeza que essas equipes vão subir”, indicou Jorginho.

Fonte: Uol

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