Vitória mostra pontos positivos e Vasco chega em bom momento para 1º clássico do ano

O Vasco da Gama venceu o Nova Iguaçu sem sustos, mostra boa evolução e chega mais confiante para enfrentar o Fluminense.

Nenê, Jair e Gabriel Pec em jogo contra o Nova Iguaçu
Nenê, Jair e Gabriel Pec comemorando gol do Vasco contra o Nova Iguaçu (Foto: Daniel Ramalho/Vasco)

O Vasco fez mais uma partida protocolar na noite da última terça-feira e, sem precisar se esforçar, derrotou o Nova Iguaçu por 2 a 0, no Mané Garrincha, pela sétima rodada do Campeonato Carioca. Com boas triangulações no ataque e sem grandes sustos na defesa, o time de Mauricio Barbieri chega em bom momento para o primeiro clássico da temporada, no próximo domingo.

O pouco esforço é um mérito e não uma crítica ao Vasco, que nos últimos anos fez poucos jogos tranquilos como os que tem feito no início desta temporada. Tirando a atuação ruim na derrota para o Volta Redonda, o time venceu tranquilamente os outros três confrontos sob o comando de Barbieri.

Contra o Nova Iguaçu, as transições demoraram a encaixar, mas desde o minuto inicial o Vasco foi dominante em Brasília. Ficou com a bola, não sofreu nenhuma investida e rondou a área adversária. O gol era questão de tempo e de capricho.

O time teve novidades em relação à última rodada, com Léo Jardim, De Lucca, Nenê e Erick Marcus entre os titulares. A mudança mais questionada foi o retorno do camisa 10 no lugar de Alex Teixeira, que o havia substituído nas últimas duas rodadas.

Aos 41 anos, é indiscutível que Nenê não entrega aceleração ao Vasco. Porém, a experiência e qualidade do jogador são diferenciadas. Uma das coisas que funcionou no time nesta terça foram as triangulações, e o camisa 10 apareceu bem pelo lado direito junto com Pumita e Pec. Foi daquele lado que a equipe criou mais volume no primeiro tempo. Os escanteios e cruzamentos de Nenê levaram perigo, assim como finalizações do meia.

– O Nenê por característica tende a cair mais pelo lado direito para levar com a perna esquerda. No primeiro tempo com ele fomos bem intensos – avaliou Barbieri.

Do lado esquerdo, Jair se juntou a Piton e a Erick Marcus. O trio foi menos incisivo na etapa inicial, mas funcionou nos últimos minutos, quando o atacante cruzou, e Pedro Raul escorou de cabeça para Jair invadir a área, tirar do goleiro e abrir o placar. O camisa 9 chegou à sua segunda assistência no Carioca.

Foram seis finalizações do Vasco contra nenhuma do Nova Iguaçu no primeiro tempo. O time de Barbieri demorou a chegar perto da área adversária, tendo chutado a gol pela primeira vez só depois dos 20 minutos. Faltou aceleração e aproximação nos primeiros minutos, talvez até de forma proposital. Contra uma equipe que não oferecia risco algum, o Vasco cadenciou.

O primeiro chute do Nova Iguaçu ao gol de Léo Jardim aconteceu aos 4 minutos do segundo tempo. O goleiro foi pouco acionado, mas deixou boa primeira impressão quando precisou intervir – saiu de campo com quatro defesas.

Na etapa final, as triangulações voltaram a funcionar. Erick Marcus participou mais pela esquerda, e o setor passou a ser mais explorado. O volume foi ainda maior depois da entrada de Alex Teixeira, que acelerou o jogo ao lado de Piton e Pec.

Nesse momento, Jair passou a jogar mais pela direita e contribuiu também para o segundo gol ao encontrar Alex Teixeira na área. O meia cruzou rasteiro para Pec ampliar. O Vasco teve tranquilidade para dosar o ritmo e controlar o resultado. Poderia até ter feito mais gols.

A vitória, mais uma vez, foi construída com a participação dos reforços e a ajuda de remanescentes que estão em crescimento. Dos 10 gols marcados pelo time titular do Vasco, oito tiveram participação de jogadores que foram contratados para esta temporada. Em meio às novidades, dois velhos conhecidos vão ganhando notoriedade: Pec é a boa notícia, com quatro gols em quatro jogos e atuações consistentes. Mas Alex Teixeira, com duas assistências, vai pedindo espaço.

Números de jo jogo Nova Iguaçu x Vasco

A cada rodada, Barbieri vai dando um passo a mais no caminho da evolução e, contra o Nova Iguaçu, conseguiu rodar mais o elenco e ficar mais perto do time que considera o ideal. Ainda há, no entanto, ajustes a serem feitos, em especial na fase defensiva, onde a equipe ainda tem dificuldades de preencher os buracos. Com o 2 a 0 no placar, o Vasco passou a ceder mais espaços e permitiu finalizações ao Nova Iguaçu, que concluiu 11 vezes a gol.

Percebe-se, nesses primeiros jogos, que o Vasco de Barbieri será um time ofensivo. Foram 21 finalizações nos 90 minutos. Falta qualidade ainda na conclusão, com apenas oito direcionadas ao gol, mas a equipe ganha forma e está no caminho do entrosamento.

Certamente, o Vasco chega um pouco mais pronto para o clássico contra o Fluminense, no próximo domingo, às 18h, no Maracanã. Será o primeiro grande teste da temporada.

Fonte: Globo Esporte

1 comentário
  • Responder

    Nenê que é diferenciado e Alex Teixeira pela experiência ,são duas peças no tabuleiro de xadrez em que ,o treinador em cada tempo ,pode mudar a maneira de jogar ,contra o Nova Iguaçu temeroso de levar uma goleada como o Resende levou ,entrou em campo para não perder de muito e concentrou quase todo o seu time na defesa criando um paredão que somente a categoria dos jogadores vascaínos poderiam ultrapassar e, assim o adversário si portou para evitar levar uma goleada ,não entraram para ganhar .

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