Venda da SAF do Vasco para Lamacchia ganha provável data
Negociação entre o Vasco da Gama e o empresário Marcos Farias Lamacchia esquentou nos últimas semanas e pode estar próxima de um desfecho.

O Vasco da Gama está muito perto de finalmente acertar a venda de sua SAF. Segundo informou o jornalista Gilmar Ferreira, o futebol do Cruzmaltino será adquirido pelo empresário Marcos Farias Lamacchia, entre os meses de março e abril.
Embora os valores ainda não tenham sido oficialmente divulgados, as cifras do negócio giram em torno de R$ 2 bilhões, segundo informou o jornalista Lucas Pedrosa, há alguns meses atrás.
Vale lembrar que Marcos Faria Lamacchia é filho de José Lamacchia, dono da Crefisa, e casado com Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras. Os donos têm um bom relacionamento com o presidente vascaíno Pedrinho.
Em processo de recuperação judicial, o Vasco tem conseguido equilibrar as contas e pagar os salários dos atletas e funcionários. Ao mesmo tempo, o Gigante trouxe reforços, sempre priorizando um modelo de empréstimo com opção de compra.
Possível conflito de interesses?
A possibilidade do herdeiro da Crefisa comprar a SAF do Vasco acende o debate sobre um possível conflito de interesses, considerando que Leila Pereira, esposa do pai do empresário, é presidente do Palmeiras.
O novo regulamento de fair play financeiro da CBF, que passará a entrar em vigor já em 2026, em período de transição, tem uma seção dedicada exclusivamente à “multipropriedade de clubes”, com artigos que podem levantar questionamentos a um possível negócio no Vasco.
A seção “estabelece as regras e vedações aplicáveis à multipropriedade de clubes, definindo os conceitos de controle e influência significativa, com a finalidade de proteger a integridade das competições e prevenir conflitos de interesse”, segundo o regulamento.
Leila e Palmeiras
Vivendo seu segundo mandato na presidência do Palmeiras, Leila Pereira não esconde o desejo de seguir no comando do time paulista após 2027. Ela já revelou que está disposta a cumprir mais um mandato. Para isso, seria preciso mudar as regras do estatuto do clube.