Veja os motivos do Vasco por nova nomenclatura para a base

O Vasco oficializou adoção da nomenclatura “Crias da Colina” para identificar os jogadores formados na base.

Selo Crias da Colina
Selo Crias da Colina (Foto: Reprodução)

O Vasco oficializou, nesta sexta-feira, a adoção da nomenclatura “Crias da Colina” para identificar os jogadores formados em suas categorias de base. A mudança substitui o termo “Base Forte”, que vinha sendo utilizado nos últimos anos e acabou gradualmente deixado de lado.

A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do clube, que inclui ações de fortalecimento de marca, geração de receitas e maior integração com o futebol feminino e a torcida. O ge apurou os bastidores da decisão anunciada nesta sexta-feira (20).

Potencial de receita

Em recuperação judicial, o Vasco busca ampliar sua geração de receitas para equilibrar as contas e avançar rumo à autossustentabilidade. Nesse contexto, o clube enxerga na marca “Crias da Colina” uma oportunidade de desenvolver novas frentes comerciais.

A proposta é lançar produtos oficiais, físicos e digitais, associados à marca. Para potencializar o alcance, a estratégia inclui o uso da imagem de atletas formados na base, como Andrey Santos e Rayan. Paralelamente, há iniciativas em desenvolvimento para a Vasco TV, com conteúdos que terão a identidade “Crias da Colina” como eixo central.

Futebol feminino

O avanço na criação da marca esteve diretamente ligado à retomada das categorias de base do futebol feminino. Desde o ano passado, o Vasco reativou as equipes sub-17 e sub-20 e tem planos para a criação da categoria sub-15. O projeto já estava estruturado, mas dependia da formalização desse retorno. Com a oficialização, o desenvolvimento da identidade foi acelerado até sua conclusão.

A partir disso, o clube avaliou que era o momento adequado para unificar a comunicação, sem distinção de gênero, considerando que todos os atletas são formados da mesma maneira. A iniciativa também busca valorizar o futebol feminino e resgatar sua relevância histórica, aproveitando o cenário de maior visibilidade da modalidade, impulsionado pela realização da próxima Copa do Mundo no Brasil. Internamente, há o entendimento de que esse movimento pode reposicionar o Vasco neste segmento.

Com o selo, a proposta é aproximar jogadoras formadas no clube e de grande trajetória, como Marta, Pretinha e Angelina, da realidade atual da equipe. A intenção é fortalecer o vínculo entre diferentes gerações e dar mais protagonismo à modalidade. O clube reconhece a distância em relação ao passado de maior destaque no futebol feminino e vê na unificação da comunicação, aliada ao investimento na base, um passo inicial para reverter esse cenário. No Rio de Janeiro, por exemplo, o Vasco é o clube com mais títulos nacionais (4) no futebol feminino.

Rápida identificação

O clube identificou a necessidade de se diferenciar em relação à nomenclatura anterior. Até então, se utilizava a expressão “Base Forte” para designar os atletas formados em São Januário, mas a avaliação interna era de que o termo perdeu o caráter distintivo.

Também foi descartado o uso de “Meninos da Colina”, por ser considerado limitado do ponto de vista de gênero. A busca, portanto, era por uma expressão diretamente associada ao Vasco, sem cair em um lugar comum e que fosse inclusiva. Nesse contexto, surgiu “Crias da Colina”, inspirada na cultura da Barreira do Vasco e do Rio de Janeiro.

A adoção do termo também dialoga com manifestações espontâneas da torcida. Casos recentes ajudaram a consolidar esse movimento, como as mensagens de despedida a Rayan, com o uso de “Boa sorte, cria”, e a repercussão do retorno de Alex Teixeira, marcado pela frase “O cria voltou”. A partir desses exemplos, o clube oficializou a marca “Crias da Colina”.

Apromixação com “crias” no exterior

Com o novo selo, o Vasco busca estreitar a relação com atletas formados no clube que atualmente jogam em outras equipes. A estratégia inclui ações institucionais em datas marcantes, como aniversários, nascimento de filhos ou conquistas profissionais. Nesses momentos, a ideia é enviar um kit com produtos oficiais acompanhados da marca “Crias da Colina”, reforçando o vínculo de forma direta.

Nos bastidores, há a avaliação de que essa aproximação pode facilitar eventuais negociações para o retorno desses jogadores. O clube monitora possíveis oportunidades e aposta na iniciativa como um fator que pode tornar possíveis tratativas mais viáveis, ao fortalecer a conexão do atleta com sua origem. Por agora, não há nenhuma negociação em andamento, e dificilmente novos reforços serão contratados até o dia 27 de março, quando encerra a janela doméstica.

A partir de agora, o selo estará presente na identidade visual do clube. Os atletas formados na base serão identificados nas artes gerais e nas escalações oficiais com o selo.

No próximo compromisso do Vasco, contra o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro, essa inicativa do clube já poderá ser notada nos canais oficiais de comunicação.

Fonte: Globo Esporte

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