Veja análise dos adversários do Vasco na Sul-Americana
O Vasco da Gama vai enfrentar Olimpia, Audax Italiano e Barracas Central na fase de grupos da Sul-Americana 2026.

O caminho do Vasco na Copa Sul-Americana está traçado: o Olimpia (Paraguai), dos clubes mais tradicionais da América do Sul, o Audax Italiano (Chile) e o Barracas Central (Argentina) são os adversários no Grupo C.
Olimpia (Paraguai)
Tricampeão da Libertadores, a equipe paraguaia é uma das mais tradicionais da América do Sul, porém, não correspondeu no ano passado. A equipe fez campanhas ruins no Apertura e Clausura em 2025 e teve que jogar a fase preliminar da Copa Sul-Americana, na qual eliminou o Trinidense, também do Paraguai, para se garantir na fase de grupos. A tendência é que o clube foque totalmente na competição sul-americana.
Estádio: o Olimpia tem mandado seus jogos no Defensores del Chaco, maior estádio do Paraguai, porque o Osvaldo Domínguez Dibb, arena do clube, está passando por obras visando a Copa do Mundo de 2030. O local sairá de 25 mil para pouco mais de 40 mil lugares e tem previsão de conclusão no decorrer de 2027.
Técnico: Pablo “Vitamina” Sánchez está no clube desde o fim do ano passado, quando a diretoria desligou Éver Almeida do cargo. Foi meia e é ídolo do Rosário Central pelo o que fez em campo. Como treinador, comandou a LDU no ano passado e foi demitido durante a fase de grupos da Libertadores por resultados insatisfatórios nas competições nacionais.
Momento: é o melhor time do Paraguai em 2026 com certa folga. O time lidera o Apertura com sete pontos de distância para o Cerro Porteño. São nove vitórias e três empates na temporada.
Craque: apesar de ter nomes mais conhecidos, o momento é de Adrián Alcaraz. O atacante de 26 anos foi contratado do Libertad no ano passado e conviveu com críticas por um começo ruim, mas se redimiu desde o fim da última temporada e virou destaque. É o típico camisa 9 brigador: chuta em qualquer oportunidade que aparecer, briga e reclama com a arbitragem. O time também tem Sebastián Ferreira, que passou pelo Vasco em 2023.
Audax Italiano (Chile)
Assim como o Olimpia, o time chileno teve que passar por uma fase preliminar para se garantir na Sul-Americana, eliminando o Cobresal nos pênaltis. É um clube de porte médio no país, com quatro títulos nacionais, mas com a última conquista em 1957.
Estádio: o time manda os jogos no Estadio Bicentenario de La Florida, que tem gramado sintético. O clube opta por um tapete artificial pela melhor manutenção. Em 2024, o local passou por obras que custaram mais de R$ 3 milhões para ter o certificado Fifa Quality Pro.
Técnico: Gustavo Lema ainda está no começo da carreira de treinador. Ele era um dos assistentes de confiança de Antonio “Turco” Mohamed e trabalhou no Atlético-MG com o argentino em 2022. Desde 2023, o profissional segue em voo solo: começou no Pumas, onde foi demitido um ano e meio depois após sequência de quatro derrotas seguidas, e está no Audax Italiano desde novembro de 2025.
Momento: o Audax passa por uma crise de identidade ofensiva após as saídas dos principais artilheiros de 2025. Leonardo Valencia, meia ex-Botafogo, e Lautaro Palacios – que fizeram 15 e cinco gols, respectivamente – deixaram o clube. Após oito jogos, nenhum jogador colocou mais do que duas bolas na rede na temporada. O time ocupa a 6ª posição do Campeonato Chileno.
Craque: sem as referências ofensivas de 2025 – o time também perdeu Eduardo Vargas, nome conhecido do futebol brasileiro -, é possível dizer que o destaque do Audax Italiano é o lateral-direito Enzo Ferrario. Ele é um dos jogadores mais identificados com a torcida pela maneira como se entrega ao clube. Zagueiro de origem, é um lateral com característica mais defensiva.
Barracas Central (Argentina)
Historicamente, o Barracas Central é um dos times de menor prateleira no Campeonato Argentino, mas o clube está cada vez mais nos holofotes porque foi comandado por Chiqui Tapia, presidente da Federação Argentina de Futebol, entre 2001 e 2020. O time atualmente tem o filho de Tapia na cadeira principal e é centro de algumas polêmicas no país: com menos de 5 mil sócios, inaugurou um estádio no ano passado com 18 mil lugares e não há informações sobre as cifras de pagamento.
Estádio: a nova arena se chama Estádio Claudio “Chiqui” Tapia, uma homenagem ao presidente da AFA e comandante do clube por quase 20 anos. As principais mudanças em relação ao estádio antigo são arquibancadas maiores. Apesar disso, o Barracas não tem uma torcida grande na Argentina e é comum que os jogos não fiquem lotados.
Técnico: Rúben Insúa é uma figura de experiência e foi campeão da Sul-Americana em 2002 com o San Lorenzo. O técnico está no comando do Barracas desde 2024. Em campo, o time tem dificuldade principalmente na defesa, em jogadas de bola aérea.
Momento: é uma equipe irregular. Ocupa o 7º lugar do Campeonato Argentino, com quatro vitórias, três empates e três derrotas. O ponto que chama a atenção é justamente a defesa: o time só não foi vazado em um dos jogos que disputou em 2026 até agora.
Craque: filho do treinador Rúben Insúa, o lateral-esquerdo Rodrigo Insúa é um dos principais jogadores da equipe. É um defensor que praticamente atua como ala, aparecendo com frequência no ataque e participando das jogadas como um ponta ou atleta do setor. Teve nove participações para gol em 32 partidas no ano passado.
Fonte: Globo Esporte