Vasco tem mais uma atuação apática e agrava drama no Brasileiro

Vasco da Gama foi derrotado pelo Juventude e está à beira da zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.

Victor Luís em jogo contra o Juventude
Victor Luís em jogo contra o Juventude (Foto: Antonio Machado/Estadão Conteúdo)

O torcedor do Vasco olha para o horizonte e enxerga apenas motivos para se preocupar, como se o roteiro de 2023 estivesse se repetindo. O time foi dominado pelo Juventude na noite desta quarta-feira, no Alfredo Jaconi, e conheceu sua sétima derrota em 10 rodadas do Brasileirão. E o que é pior: sem dar qualquer sinal de reação.

Não foi uma derrota com a cara das que o Vasco sofreu para Flamengo e Palmeiras, quando não viu a cor da bola. Mas foi mais uma derrota com a impressão de que o Vasco não teve o domínio em momento algum do jogo. Desorganizado na defesa e inofensivo no ataque.

Pelo segundo jogo seguido, Álvaro Pacheco optou pelo esquema com três volantes, que foi responsável pela modestíssima evolução que se viu contra o Cruzeiro em comparação com as duas rodadas anteriores. Mas, dessa vez, a defesa sucumbiu diante de um adversário que nem jogou tanta bola assim – e também nem precisou.

A partida no Alfredo Jaconi marcou aquele que provavelmente foi o último ato do técnico português à frente do Vasco. Com três derrotas em quatro jogos, Álvaro está de saída e deve ter sua demissão sacramentada nesta quinta-feira, na volta da delegação para o Rio de Janeiro.

A sorte do Vasco é que quem está embaixo também não vence. O time entraria na zona de rebaixamento em caso de um simples empate do Corinthians, mas o Internacional venceu jogando no Orlando Scarpelli e não permitiu que a rodada terminasse de forma ainda pior para os vascaínos. A equipe ocupa no momento a 16º posição, com sete pontos.

Vasco foi presa fácil

O Juventude não exerceu sobre o Vasco um domínio avassalador ou algo do tipo, mas foi melhor no jogo do momento em que a bola rolou até o apito final. Com um minuto de partida, já levou perigo em falta cobrada por Nenê na área que a defesa vascaína não conseguiu afastar.

Foram ao todo 16 finalizações dos donos da casa contra seis do Vasco, que no primeiro tempo só conseguiu assustar em um cruzamento de Adson pela esquerda que Clayton por muito pouco não alcançou, já nos acréscimos. Ou seja, a melhor chance da equipe nos primeiros 45 minutos não foi sequer uma finalização na direção do gol defendido por Gabriel.

JP, o jovem de 19 anos que ocupava a posição mais avançada no meio de campo, não conseguia criar enquanto os companheiros Galdames e Zé Gabriel tinham trabalho para segurar as investidas do Juventude no setor. Adson até tentava fazer algo de diferente na ponta esquerda, mas Rossi mostrava-se inoperante do lado oposto. E Clayton, o substituto de Vegetti, raramente era acionado.

O Vasco mais uma vez mostrou que não tem alternativas de criação quando Dimitry Payet não está em campo. Com Vegetti, as bolas longas e as ligações diretas volta e meia ainda surtiam efeito, mas Clayton não conseguiu fazer o mesmo e repeliu mais bolas do que pôde segurar. O resultado foi um Vasco inofensivo no Alfredo Jaconi.

No segundo tempo, as famigeradas finalizações na direção do gol aconteceram: Sforza (que entrou bem) e Serginho foram os únicos que obrigaram o goleiro da equipe gaúcha a trabalhar Mas, nesse momento, o Juventude já vencia por 1 a 0 graças a um problema para o qual o Vasco ainda não encontrou solução, que é o terreno baldio situado na frente da área. Novamente, o jogador adversário (Lucas Barbosa foi o cara da vez) encontrou um enorme espaço naquele setor e sentiu-se confortável para fuzilar o gol de Léo Jardim de perna esquerda.

No fim, como um golpe final, Victor Luís manchou a atuação honesta que apresentava até então com falta na entrada da área e consequente expulsão. Jean Carlos cobrou falta, com a bola resvalando na cabeça de Jardim antes de entrar, e deu números finais á partida.

Fonte: Globo Esporte

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