Vasco falha na estreia em casa, e Diniz revive pesadelo em São Januário

Vasco da Gama desperdiçou dois pontos ao empatar com a Chapecoense em sua estreia jogando em casa no Campeonato Brasileiro.

Fernando Diniz em Vasco x Chapecoense na Colina
Fernando Diniz em Vasco x Chapecoense na Colina (Foto: André Durão)

O Vasco dominou os 90 minutos, empilhou boas oportunidades, mas saiu com um empate amargo em 1 a 1, nesta quinta-feira, com a Chapecoense. Diniz segue uma sina e não consegue transformar São Januário em um aliado na atual passagem pelo clube carioca. Desde o ano passado, pontos preciosos são deixados no caminho por erros individuais em sua própria casa. E, na estreia no estádio no Brasileirão, mais uma vez, um sentimento permeia a arquibancada: frustração.

Pelo volume que a equipe construiu, uma vitória por três ou quatro gols de diferença não surpreenderia. Na coletiva de imprensa, o treinador do Vasco apontou o duelo desta quinta-feira como o melhor em termos de criação ofensiva do time desde sua chegada ao clube em maio do ano passado. Superior, inclusive, a resultados elásticos como a histórica goleada por 6 a 0 sobre o Santos, pelo Brasileirão de 2025.

O Vasco teve ao todo 25 finalizações contra a Chapecoense, 16 delas na direção da meta defendida pelo goleiro Léo Vieira. O único gol foi marcado por Puma Rodríguez, aproveitando a assistência de Andrés Gómez dentro da área.

Diferentemente de outras coletivas de imprensa, em que Diniz, em certos momentos, utiliza estatísticas vazias como escudo para defender atuações ruins, o jogo contra a Chapecoense justifica a frustração do treinador também pelos números. Além de quantidade, o Vasco produziu com volume e qualidade para marcar algumas vezes. Faltou, no entanto, efetividade.

Dessa maneira, tornaria-se um pouco duro colocar a culpa maior pelo resultado desta quinta-feira no treinador, que não tem permissão para entrar em campo e empurrar a bola para o gol. Fica na conta dos jogadores.

Brenner, certamente, tornou-se o símbolo de uma vitória que escorreu pelas mãos. Em sua segunda partida pelo Vasco, o atacante desperdiçou quatro chances claríssimas de gol que poderiam ter promovido um roteiro bem diferente para a noite em São Januário. Sob um misto de aplausos e precipitadas vaias, foi substituído por David, aos 23 minutos da etapa final, depois de perder mais uma chance clara, livre dentro da área, em cruzamento de Nuno Moreira.

E o roteiro do futebol é velho, conhecido e previsível. Principalmente para um time pressionado e que, muitas vezes, já demonstrou fragilidades na parte mental para segurar resultados. Depois de finalmente abrir o placar com Puma Rodríguez, o Vasco recuou suas linhas e permitiu que a Chapecoense começasse a ocupar com mais efetividade o campo ofensivo, principalmente após a entrada de Jean Carlos.

Foi justamente dos pés do meia a única finalização da equipe catarinense na direção do gol de Léo Jardim. Mas bastou uma. O goleiro vascaíno armou mal a barreira, com apenas dois jogadores para uma falta perigosa contra um grande cobrador, e permitiu uma bola defensável passar. Empate no placar já nos acréscimos. Jardim também viu a paciência da torcida deteriorar-se após a falha e ouviu vaias.

Assim, o Vasco começa mais um Brasileirão sem conseguir fazer de São Januário a potência que sempre foi para somar pontos. O que já liga um alerta para o restante da competição. Em 2025, a equipe acumulou jogos frustrantes em sua casa, com erros individuais decisivos e pontos preciosos perdidos pelo caminho. Terminou o Brasileirão do ano passado com apenas dois jogos sem ser vazada em seu próprio estádio e uma amarga 14ª posição na tabela.

Pelo menos, o incômodo sobre a situação parece estar presente no treinador:

— Mexe comigo não ganhar em São Januário. Muito. Aqui é a casa do Vasco e mexe muito desde o ano passado. É uma coisa difícil de explicar porque fizemos partidas que tivemos domínio completo do jogo e não conseguimos vencer. Acho que a gente tem que conseguir reverter o domínio em vitórias — disse Diniz após o empate com a Chapecoense.

O que é certo é que o time não pode se contentar em deixar tantos pontos pelo caminho em sua casa e precisa reencontrar a força e a simbiose com a torcida em São Januário para não repetir os mesmos erros de 2025. O ano está só começando e há como corrigir a rota. Mas é necessário haver o senso de urgência.

Fonte: Globo Esporte

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