Vasco explica e defende plano de pagamento questionado por credores
A SAF do Vasco da Gama afirmou que a proposta foi estruturada com base em critérios de sustentabilidade financeira.

O Vasco da Gama explicou por que não incluiu garantias no plano coletivo de pagamento apresentado à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), da CBF, e rebateu críticas de credores ao modelo. Noticiamos anteriormente que Fluminense e Santos lideram lista de credores que se opuseram ao plano.
Em documento enviado à relatora do caso, Ana Beatriz Macedo, a SAF do Vasco afirmou que a proposta foi estruturada com base em critérios de sustentabilidade financeira, com o objetivo de evitar novos descumprimentos.
Segundo o clube, a limitação de pagamentos, prevista em até R$ 10 milhões por ano, busca garantir previsibilidade no fluxo de caixa e adequação à realidade financeira. A avaliação é de que soluções mais aceleradas poderiam comprometer o equilíbrio econômico e resultar em inadimplência futura.
Ausência de garantias no plano
A ausência de garantias é um dos principais pontos questionados pelos credores. Sobre isso, a SAF argumenta que a adoção de garantias individualizadas não é compatível com a lógica coletiva da recuperação judicial.
De acordo com o Vasco, esse tipo de mecanismo poderia gerar tratamento desigual entre credores e comprometer a viabilidade do plano como um todo. A proposta, segundo a direção, foi pensada para atender de forma sistêmica às obrigações financeiras, respeitando os princípios do processo de reestruturação.
Fase final da reestruturação financeira
O Vasco da Gama também destacou que o plano apresentado à CNRD integra uma etapa avançada da reestruturação financeira. Conforme o clube, as tratativas junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e o próprio plano coletivo fazem parte das fases finais do processo, com expectativa de conclusão no primeiro semestre de 2026.
A reorganização econômico-financeira ocorre de maneira ampla, incluindo obrigações fiscais e previdenciárias, que possuem prazos mais curtos e exigências legais específicas.
Sobre as contratações e viabilidade
Em resposta às impugnações, o clube também abordou questionamentos sobre contratações recentes. A SAF informou que as movimentações no mercado seguem o planejamento orçamentário e são consideradas necessárias para a manutenção das atividades esportivas e geração de receitas.
Além disso, a direção sustenta que a viabilidade do plano já foi analisada no âmbito da recuperação judicial, com base em estudos técnicos independentes que indicam capacidade de cumprimento das obrigações previstas.
Credores contestam proposta
Apesar das justificativas, o plano enfrenta resistência de credores, incluindo clubes e empresas ligadas a agentes de atletas, que apontam ausência de garantias, prazo estendido e limitação anual de pagamentos como fatores de risco.
A expectativa é de que a CNRD avalie o caso nos próximos dias e decida sobre a aprovação do plano. O desfecho pode impactar diretamente o fluxo financeiro do Vasco da Gama, a relação com credores e a condução do planejamento esportivo ao longo da temporada.