Vasco evita vexame contra o Volta Redonda após 1º tempo assustador

Com 100% de aproveitamento nas cobranças de pênaltis, o Vasco da Gama conseguiu superar o adversário e a má atuação.

Spinelli comemora 1º gol pelo Vasco
Spinelli comemora 1º gol pelo Vasco (Foto: Matheus Lima/Vasco)

A vitória do Vasco nos pênaltis contra o Volta Redonda serviu para colocar o time na semifinal do Carioca e para evitar o vexame de uma eliminação em São Januário, depois de um dos piores 45 minutos da equipe vascaína sob o comando de Diniz. Após a atuação terrível do primeiro tempo, Spinelli salvou a equipe no tempo normal. A tímida comemoração do elenco e as vaias da torcida após a classificação mostram que o time não fez mais do que a obrigação nas quartas de final do estadual.

Difícil dizer o que foi pior no primeiro tempo do Vasco. A começar pela saída de bola: Thiago Mendes, destaque em partidas recentes, errou dois passes de poucos metros para Robert Renan – no segundo deles, o Volta Redonda criou uma boa chance de finalização. Depois foi a vez de Léo Jardim errar um passe na intermediária defensiva, e a equipe visitante desperdiçou mais uma chance.

Parecia questão de tempo para a equipe errar um passe e levar um gol do Volta Redonda, que estava pronto para explorar a linha alta vascaína. Não deu outra. Nuno e Puma se enrolaram na frente, e o Volta Redonda abriu o placar com Ygor Catatau, que recebeu um lançamento nas costas de Cuesta.

Se a defesa ia muito mal, o meio de campo do Vasco era inexistente. Mendes e Barros fizeram uma partida abaixo da crítica na distribuição das jogadas. Sem dinamismo, o time sentiu falta de Coutinho, que esteve muito sumido na partida.

Diniz por muitas vezes opta por deixar o camisa 10 até o fim, mesmo quando joga mal, o treinador não hesitou ao tirar o meia de campo ainda no intervalo do jogo. Amostra clara da partida abaixo que o jogador fez em São Januário – ele foi xingado pela torcida após o apito do fim do primeiro tempo.

A pouca inspiração do time também se refletiu na frente. Nuno Moreira fez uma de suas piores partidas com a camisa do Vasco, enquanto Brenner foi apareceu mais vindo buscar jogo no centro do campo do que na área adversária. O único que tentou algo mais diferente foi Andrés Gómez.

O time melhorou na volta do intervalo após as entradas de Paulo Henrique, Rojas e Tchê Tchê. As razões foram óbvias. Além da atuação ruim do camisa 10, a equipe tinha um Lucas Piton totalmente sem confiança pela esquerda. Como Gómez é o jogador mais ativo da equipe, ficava nítido que o lateral não estava na mesma rotação do atacante. PH e Tchê Tchê entraram bem e povoaram um lado direito que quase não foi explorado na primeira etapa.

O Vasco, no entanto, seguia com o mesmo problema de inúmeras partidas com Diniz. O roteiro dos jogos contra Bahia, Chapecoense e Madureira vinha se repetindo, com várias chances criadas e finalizações para fora. O time cercava a área do Volta Redonda com todos os jogadores no campo de ataque. Rojas e Tchê Tchê fizeram a bola rodar mais rápido no meio. Mas faltava alguém na área para empurrar a bola para dentro do gol. Dois minutos depois de entrar, Spinelli deu uma bela cabeçada para empatar a partida.

A classificação veio nos pênaltis, com 100% de aproveitamento das cobranças. O grande problema é que o Vasco parece retroceder a cada partida em 2026. O jogo contra o Volta Redonda somou erros de outros jogos do ano. A falta de pressão na saída de bola adversária e os erros de passe na defesa, que já haviam acontecido contra o Flamengo. O ataque ineficaz dos jogos contra Chapecoense e Bahia. A falta de criatividade do time contra o Mirassol.

São 117 finalizações nas últimas cinco partidas. Apenas 32 em direção ao gol. Apenas quatro gols marcados.

Ao menos, Rojas e Spinelli são as boas notícias de um time que além de todos os problemas táticos, também mostrou uma falta de senso de urgência, além de uma falta de vontade. O Vasco achou que poderia ganhar a qualquer momento. E só conseguiu ganhar nos pênaltis. Rojas, Spinelli, Gómez, PH e Tchê Tchê pareciam os únicos jogadores no tempo normal insatisfeitos com o resultado.

A relação entre Diniz e torcida do Vasco já parece ter se encerrado. A possibilidade de reatar o relacionamento só pode vir com vitórias convincentes dentro de campo. O time precisa urgentemente voltar a vencer e engatar uma sequência para trazer paz ao time.

Um ambiente assim pode ajudar na adaptação dos reforços, na retomada da confiança de jogadores importantes e na reaproximação do torcedor com o campo. Neste momento, a torcida está coberta de razão. As vaias ao time são muito merecidas.

Fonte: Globo Esporte

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1 comentário
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    Este análise está correto , o time parece descontrolado emocionalmente e psicologicamente e mostra claramente uma indisciplinado dentro no campo no que tange conjunto ou tático a começar pela saída de bola do goleiro aos zagueiros trocam passes em seu campo sem que haja adversários por perto e , seus volantes de contenção como Cauã e Thiago , estão deixando seus setores para partir para o ataque embolando com os atacantes e , com isto facilitando a defesa adversária a formar um cinturão a frente de seu gol não assim , espaço para os atacantes .A incoerência ou incompetência tática ou de comando de Diniz está prejudicando individualmente os atletas de nível de seleção como Nuno , Piton , PH para citar alguns .Contrata descontrata e , o time continua piorando a cada jogo , posse de bola muitas vezes não demonstra superioridade e sim mediocridade tática e de conjunto e , isto é o que o time vem demonstrando a cada jogo , o elenco do Vasco nas mãos de um técnico mais tarimbado ou um que tenha melhor visão tática , o time não era para passar pelo vem passando , as vaias em cima dos jogadores só pioram a situação .

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