Torcida do Vasco chega ao limite da paciência na 3ª rodada do Brasileiro

Com dois tropeços dentro de casa e na zona de rebaixamento, Vasco da Gama não sabe o que é vencer no Campeonato Brasileiro após três rodadas.

Torcida do Vasco em jogo contra o Internacional
Torcida do Vasco em jogo contra o Internacional (Fonte: Matheus Lima/Vasco)

As vaias e xingamentos das arquibancadas de São Januário, ontem, ressoam de um Vasco em crise já na terceira rodada do Brasileiro. Momento que ganhou mais um capítulo amargo com derrota por 1 a 0 para o Bahia, o segundo revés em três jogos na competição — na qual o cruz-maltino ainda não venceu e está em 18º, dentro zona de rebaixamento —, e também segundo tropeço em casa. Após o apito final, a raiva da torcida foi para o técnico Fernando Diniz.

Luciano Juba marcou o gol de um Bahia que soube segurar a vantagem e cozinhou o jogo nos minutos finais.

O primeiro tempo teve um Bahia melhor nos primeiros dez minutos, com espaço para tocar a bola e construir rapidamente até chegar à área do Vasco, mas que só conseguia finalizar de longa ou média distância.

Pouco antes do time de Rogério Ceni abrir o placar, o cruz-maltino já era melhor e tinha levado muito perigo com jogadas de Andrés Gómez pela esquerda, e com Coutinho, de falta.

O gol dos visitantes viria num problema antigo do trabalho de Fernando Diniz: a bola parada defensiva. Numa jogada ensaiada, Everton Ribeiro cobrou escanteio para a entrada da área e Luciano Juba apareceu para bater no cantinho, em bonito lance, ainda no primeiro tempo.

A partir dali, o Bahia passou a defender a vantagem, focando mais na transição e aproveitando os erros de um Vasco que precisava buscar o gol. Com a bola, o cruz-maltino teve bastante volume de jogo e criou no campo ofensivo, mas pecava na conclusão das jogadas.

Coutinho apareceu em boas oportunidades de finalizar na primeira e na segunda etapa, mas errava muito na tomada de decisão. Na mais clara delas, saiu livre pela direita e preferiu cruzar para o meio da área a bater para o gol, ainda no fim do primeiro tempo. Robert Renan e Nuno Moreira também assustaram de cabeça.

No segundo tempo, o Vasco chegou a ter 15 minutos de domínio quase pleno do jogo, com várias oportunidades de cruzar a bola na área, mas sem o toque final. Foi o suficiente para as arquibancadas de São Januário gritarem por Spinelli. Relacionado pela primeira vez, o atacante argentino ganhou a oportunidade de Diniz, no lugar de Brenner. Marino Hinestroza e Paulo Henrique também foram acionados, e mais tarde, GB agregaria mais uma peça ao setor ofensivo, sem sucesso. O cruz-maltino parecida cada vez com menos ideias quando chegava ao ataque.

A derrota irritou a torcida. Coutinho foi vaiado ao ser substituído, e Diniz voltou a ser alvo de xingamentos. O grito de “obrigação é ganhar no caldeirão” também ecoou. Um retrato de um Vasco que se esgotou fisicamente em campo, esgotou as tentativas ofensivas e esgotou de vez a paciência do torcedor.

Fonte: O Globo

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