Sorato projeta futuro do Vasco no Brasileiro e se rende ao futebol de Vegetti

O ex-atacante do Vasco da Gama está na torcida para o Clube melhorar no Brasileiro e rasgou elogios ao argentino Vegetti.

Sorato na época em era técnico na base do Vasco
Sorato na época em era técnico na base do Vasco (Foto: Reprodução)

Vasco e São Paulo se enfrentam pelo Campeonato Brasileiro neste sábado (7), às 18h30 (de Brasília), na reedição de um confronto que já decidiu o título há muitos anos. Em 1989, o clube carioca sagrou-se campeão após vencer o adversário por 1 a 0 em pleno Morumbi.

O herói da decisão foi o jovem atacante Sorato, à época com 20 anos e autor do único gol logo a cinco minutos do segundo tempo. O título quebrou um jejum vascaíno que durava 15 anos na competição nacional e colocou o atacante na história cruzmaltina.

“A jogada passou por vários jogadores até o cruzamento perfeito do Winck na área. Eu completei de cabeça, e o (goleiro) Gilmar Rinaldi ainda tocou na bola, mas não conseguiu pegar. Até hoje esse gol é lembrado pelo vascaínos. Foi um momento muito gostoso”, disse Sorato, em entrevista ao ESPN.com.br.

“Foi um jogo muito difícil. Depois do gol, o São Paulo fez uma pressão muito grande. O (goleiro) Acácio sempre crescia em jogos decisivos e fez defesas importantes que garantiram o 1 a 0. Fomos campeões com jogo único porque tínhamos a melhor campanha contra o São Paulo”.

Nascido em Araras, interior de São Paulo, Sorato foi descoberto por um olheiro do Vasco quando jogava pelo Lemense. Após ser aprovado em um teste, o atacante foi promovido aos profissionais em 1988, jogando ao lado de nomes consagrados como Romário e Roberto Dinamite.

“Minha estreia foi na decisão do terceiro turno do Carioca quando fiz dois gols no Flamengo. Joguei na vaga do Romário, que estava machucado. Depois que ele voltou, nós fizemos algumas partidas juntos até ele ser vendido ao PSV no meio do ano”.

No Brasileiro de 1989 o time não começou bem, mas foi crescendo no decorrer do torneio e fez uma excelente reta final.

“Foi um ano em que o Bebeto veio para o Vasco e chegaram alguns jogadores importantes como Boiadeiro e o Winck. O time mantinha a base e contratava com muita qualidade. A equipe encaixou porque era muito técnica e tinha uma mescla de juventude com experiência”.

O atacante ficou na Colina até 1992, quando foi contratado pelo Palmeiras da “era Parmalat”. Ele fez parte de um elenco estrelado que tirou o clube da fila e faturou vários títulos.

“Tenho um carinho especial também porque foi um momento especial da história. Era um timaço que fizeram história no futebol mundial”.

Depois de rodar por outros times, o ídolo voltou ao Vasco em 1997 e permaneceu até o final do ano seguinte, sendo campeão brasileiro e da CONMEBOL Libertadores.

Sorato ainda jogou por mais de 14 clubes até pendurar as chuteiras, aos 40 anos.

“Foi uma decisão tranquila porque consegui me cuidar bem para chegar nesse momento. Fisicamente já tinha mais dificuldade e também estava cansado de treinos, viagens e concentrações”.

‘Vegetti é uma agradável surpresa’

Depois de parar de jogar, Sorato seguiu fora das quatro linhas. Ele chegou a treinar o time sub-20 do Vasco, que revelou o zagueiro Luan (Palmeiras) e o goleiro Jordi. Atualmente, ele é diretor de uma vila olímpica em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro.

“É um equipamento municipal que oferece atividades físicas para a população de forma gratuita. Temos pistas, parque aquático, quadras, áreas de luta… São cinco mil alunos”, contou.

Mesmo afastado do futebol, a ligação com o clube da Colina segue forte.

“Cheguei muito jovem e fui formado como profissional e como pessoa. Era um clube muito familiar e por isso existe essa paixão dos torcedores mesmo no momento difícil. As conquistas foram importantes, mas esse tratamento foi um grande aprendizado para mim”.

“Transformar em SAF foi uma saída para o clube. Foi processo muito conturbado e gerou algumas dúvidas nos torcedores. A gente sabe que a recuperação não é de uma hora para outra. O time contratou muito bem no meio do ano, mas está sofrendo pelo começo ruim de campeonato”.

O antigo atacante espera que a equipe consiga escapar do rebaixamento e até mesmo beliscar um vaga nos torneios continentais.

“O Vasco tem condição de sair da zona de rebaixamento porque tem jogado um bom futebol em relação aos concorrentes. O problema é que o segundo turno é mais difícil porque todos os times brigam por alguma coisa. Acredito que depois da chegada do (técnico) Ramón Diaz dá para pensar em um meio de tabela ou beliscar uma Sul-Americana”.

“O jogo contra o São Paulo é importante e a torcida será uma aliada em São Januário. Espero que o Vasco saia logo desta situação”.

Ele acredita que o Vasco está muito bem representado por Vegetti no ataque.

“Ele se encaixou rapidamente porque tem muita qualidade, é uma referência. Consegue participar bem fora da área e fazer o pivô, é um jogador que está sempre bem posicionado na área e finaliza muito bem, principalmente de cabeça”.

“Vegetti é muito forte fisicamente um lutador que se encaixa em qualquer tipo de jogo. Foi uma agradável surpresa. Ele já tinha números bons na Argentina e está sendo muito importante nessa recuperação”.

Próximos jogos do Vasco

  • São Paulo (C) – sábado (07/10), 18h30 – Brasileirão
  • Fortaleza (C) – quarta-feira (18/10), 19h – Brasileirão
  • Flamengo (F) – domingo (22/10), 16h – Brasileirão

Próximos jogos do São Paulo

  • Vasco (F) – 07/10, 18h30 (de Brasília) – Brasileirão
  • Goiás (F) – 18/10, 20h (de Brasília) – Brasileirão
  • Grêmio (C) – 22/10, 18h30 (de Brasília) – Brasileirão

Fonte: ESPN

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