Novo esquema do Vasco levanta dúvidas após estreia na Sul-Americana
O Vasco da Gama pouco sofreu defensivamente diante do Barracas Central, mas teve dificuldade em conectar o ataque.

A estreia do Vasco da Gama na Copa Sul-Americana trouxe mais questionamentos do que respostas, especialmente em relação ao sistema com três zagueiros adotado pela comissão técnica. No empate sem gols contra o Barracas Central, fora de casa, o modelo apresentou limitações claras, principalmente na construção de jogadas e na transição ofensiva.
Desde os primeiros minutos, o Vasco encontrou dificuldades para sair jogando sob pressão. A linha com três defensores não conseguiu oferecer fluidez na saída de bola, obrigando o time a recorrer a lançamentos longos ou jogadas individuais. A falta de entrosamento entre os jogadores, muitos deles reservas, agravou o problema e contribuiu para um primeiro tempo de pouca criatividade.
Por outro lado, o sistema teve como ponto positivo a consistência defensiva. Mesmo com a pressão inicial do adversário, o Vasco pouco sofreu defensivamente e conseguiu neutralizar as investidas do time argentino. A proteção da área foi eficiente, e o goleiro teve participação discreta ao longo da partida, reflexo de uma defesa relativamente segura.
No entanto, a dificuldade em conectar defesa e ataque expôs um desequilíbrio importante. Sem presença efetiva no meio-campo e com pouca aproximação entre os setores, o time teve problemas para criar chances claras. Jogadores responsáveis pela articulação não conseguiram cumprir esse papel com eficiência, o que limitou ainda mais o impacto ofensivo do esquema.
Diante desse cenário, o técnico Renato Gaúcho terá que avaliar se o sistema com três zagueiros será mantido nos próximos jogos ou se ajustes serão necessários. A estreia serviu como teste, mas deixou claro que, para a sequência da competição, o Vasco precisará encontrar soluções que equilibrem melhor solidez defensiva e capacidade de criação.