Sem criatividade e sem liderança: Coutinho vive noite para esquecer em SJ
Vestindo a camisa 10, espera-se liderança técnica, criatividade e capacidade de decidir jogos importantes no Vasco da Gama.

A classificação nos pênaltis não foi suficiente para aliviar o clima em São Januário. Um dos principais focos da insatisfação da torcida do Vasco da Gama foi o desempenho do meio-campo, especialmente do camisa 10 Philippe Coutinho, que deixou o campo ainda no intervalo sob vaias e protestos.
Em um primeiro tempo marcado por erros, lentidão e falta de criatividade, o setor que deveria organizar o jogo simplesmente não funcionou.
Atuação abaixo do esperado
Esperava-se que Coutinho fosse o ponto de equilíbrio técnico em uma partida decisiva, mas o que se viu foi um jogador apagado, distante da bola e sem conseguir acelerar o jogo. Pouco participativo, não conseguiu ditar o ritmo nem oferecer soluções ofensivas.
A ausência de dinâmica no meio fez com que o Vasco abusasse de passes laterais e bolas longas previsíveis, facilitando a marcação do Volta Redonda e deixando o time exposto aos contra-ataques.
Decisão rara de Diniz
A substituição do camisa 10 no intervalo chamou atenção. Conhecido por insistir em jogadores de confiança mesmo em noites ruins, Fernando Diniz optou por sacar Coutinho ainda no vestiário, decisão incomum e que evidencia o quão abaixo foi o rendimento do meia.
A mudança melhorou o funcionamento do meio-campo no segundo tempo, com mais intensidade, circulação de bola e presença ofensiva, um contraste direto com o que havia sido apresentado nos 45 minutos iniciais.
Questionamentos sobre protagonismo
A atuação reacende um debate que cresce entre os torcedores: qual é, de fato, o papel de Coutinho neste Vasco? Vestindo a camisa 10, espera-se liderança técnica, criatividade e capacidade de decidir jogos importantes, atributos que não apareceram na noite decisiva em São Januário.
As vaias no intervalo não foram apenas um reflexo do resultado parcial, mas também da frustração com a falta de protagonismo em um momento em que o time precisava de referência em campo.
Mesmo com a classificação garantida, o desempenho do meio-campo e a atuação apagada de Coutinho deixaram marcas. Em um ambiente já pressionado, a cobrança tende a aumentar, e o camisa 10 passa a ser um dos principais símbolos das dúvidas que cercam o Vasco neste início de temporada.