Renato Gaúcho faz pedido à torcida do Vasco e dispara contra imprensa
Renato Gaúcho fez um pedido à torcida do Vasco durante sua apresentação e faz longo desabafo contra críticas da imprensa.

Fernando Diniz, Renato Gaúcho fez um pedido inusitado de certa forma para a torcida do time carioca: o de não mais vaiar o time, algo que vinha acontecendo com certa frequência após maus resultados neste início de temporada.
As manifestações da torcida se intensificaram principalmente em meados de fevereiro após uma sequência de tropeços em São Januário (empates contra Chapecoense e Volta Redonda), além de derrota contra o Bahia. Philippe Coutinho, por exemplo, foi um dos alvos dos protestos, que tiveram impacto em sua saída do clube.
“Não é que o torcedor não vai mais vaiar… Eu estou pedindo (para não vaiar)”, explicou.
Ainda durante a coletiva, Renato Gaúcho fez críticas à imprensa. Durante um longo desabafo, o treinador cobrou profissionalismo por parte de jornalistas, alegando que alguns profissionais querem apenas “ganhar seguidores” ao protagonizar cenas polêmicas com os treinadores.
“Muitas vezes dali [imprensa] vem certas críticas… Eu sempre levo críticas como algo construtivo, porque eu olho a crítica, vejo se está certa ou não está, a crítica construtiva eu absorvo e a que não me interessa eu deixo para lá”.
“Só que, hoje em dia, qualquer um…todo treinador, dificilmente algum treinador chega para dar uma entrevista coletiva e não está de cabeça quente, aí está lá o cara – e não são todos, obviamente -, mas um cara que quer seguidores. Aí ele vem e não está sendo profissional, ele quer seguidores, então provoca o treinador na entrevista coletiva”.
“Eu sempre fui educado, respeitei todos vocês e falam assim: ‘Ah, o Renato não tem mais paciência’. Eu tenho paciência para caramba! Admiro o trabalho de vocês. Só que tem horas que, desse lado [imprensa] eu vejo um ou outro que não estão sendo profissionais do jeito que deveriam ser. Aí incomoda não só o Renato, mas todos os treinadores”.
“Mas há treinadores que têm cacife para peitar, enquanto outros, infelizmente, ficam calados. E aí, meu amigo, na hora que você abaixa muito a calça, algo vai acontecer. Então é por isso que às vezes eu tenho que, digamos assim, retribuir a maldade de um para o outro, porque senão vira bola de neve”.
“E é difícil para o treinador. Não é só aqui não! Se vocês se colocarem no lugar do treinador… O treinador não dorme. Tudo o que acontece no clube, o culpado é sempre o treinador. Sempre o treinador. Aí chega na coletiva e vem o cara com maldade para cima do treinador… Chega a hora que o treinador vai explodir. Se não sou eu, será outro. Alguns ficam calados, alguns se garantem. E eu me garanto”.
“Se o cara está sendo profissional, serei profissional com ele. Tive educação desde cedo, sou um cara educado. Agora, quando o cara passa dos limites… Aí tem que dar uma freada, né? Porque hoje em dia, e eu respeito todo mundo, os jornalistas, a maioria de vocês estudou, tem a carteira (profissional). Eu não sou contra esses que semana passada estava perambulando por aí e essa semana está aqui na coletiva fazendo pergunta. Não tenho nada contra, desde que o cara seja profissional”.
“É isso que eu peço. Se querem profissionalismo desse lado, tem que ser profissional desse lado aí também. Estou com muito tesão, muita vontade, tanto é que estou aqui, aceitei o convite do Vasco porque estou com vontade de trabalhar. Sempre tive vontade de trabalhar”, reiterou Renato.
“E sou um cara independente, gosto do que eu faço. Se eu não gostasse e não estivesse com tesão, não iria atrapalhar ninguém. Continuaria lá na praia, jogando futevôlei, tomando chope com meus amigos e curtindo a vida. Se eu estou aqui, é porque gosto do que eu faço”, finalizou.
Fonte: ESPN