Renato abre o jogo sobre Sul-Americana e define próximos meses: ‘Uma guerra’

O técnico Renato Gaúcho considera time do Vasco curto e terá um desafio à parte para administrar a maratona de jogos.

Renato Gaúcho em Vasco x Botafogo em São Januário
Renato Gaúcho em Vasco x Botafogo em São Januário (Foto: André Durão)

Após a primeira derrota sofrida com Renato Gaúcho, o Vasco já precisará virar a chave para iniciar a disputa de uma nova competição na temporada. A equipe enfrenta o Barracas Central nesta terça-feira, em Buenos Aires, pela 1ª rodada da fase de grupos da Copa Sul-Americana, e terá um desafio à parte para administrar a maratona de jogos, com um elenco considerado curto pela própria comissão técnica.

Renato Gaúcho definiu os próximos meses como uma “guerra”. E pediu paciência e compreensão do torcedor até o meio do ano, quando haverá a pausa para a Copa do Mundo e, posteriormente, a abertura da segunda janela de transferências.

Até o fim de maio, o Vasco disputará mais 16 jogos, entre Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana. Com as três competições em andamento, o treinador deixou claro publicamente sobre a necessidade da chegada de “três ou quatro” reforços para elevar o nível técnico do time para o segundo semestre.

– Tenho conversado bastante com Pedrinho e Felipe: nós temos que ser pontuais nas contratações, temos que contratar e trazer mais qualidade para o nosso grupo para a gente pensar ainda maior. Mas esses três ou quatro jogadores, no mínimo, que a gente trouxer tem que ser de agrado de todo mundo, do treinador, da torcida, da diretoria. Jogadores que cheguem para que a gente tenha um grupo mais forte para pensar em coisas maiores.

– Mas até lá o torcedor tem que entender isso: até junho vai ser uma guerra. Serão mais 17 jogos, a cada três dias a gente vai ter que jogar Sul-Americana, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro e somar o maior número de pontos. E aí, sim, trazer reforços no meio do ano para elevar a qualidade técnica suba bastante, e o torcedor possa se entusiasmar ainda mais – completou Renato.

Renato mantém conversas com a diretoria também sobre as escolhas para administrar as prioridades do clube no ano. O Campeonato Brasileiro segue como foco principal – e, até por este motivo, há um consenso para a preservação do time principal na estreia da Sul-Americana.

O entendimento é que a competição gera desgastes intensos com viagens longas em meio à busca por somar o máximo de pontos possíveis no Brasileirão até a pausa para a Copa do Mundo. Pelo elenco considerado curto, o Vasco tampouco pode se dar ao luxo de perder mais jogadores para o departamento médico.

O grupo se reapresenta no CT Moacyr Barbosa na manhã desta segunda-feira e embarca para a Argentina na parte da noite. A tendência é que o treinador dê oportunidades para jogadores jovens e atletas com pouca minutagem nesta terça-feira. O treinador também indicou que alguns atletas devem permanecer no Brasil com foco no duelo contra o Remo, pelo Brasileirão, no próximo sábado, em Belém.

– Nós já temos um grupo reduzido, temos jogador no departamento médico e estamos jogando a cada três dias. Hoje, eu mudei praticamente 50% do time justamente para dar mais gás, mais fôlego pelo desgaste que o time vem tendo. Amanhã, vamos treinar de manhã cedo; à noite, tem a viagem para a Argentina. Uma pedreira. Não tem como levar todo mundo para a Argentina, voltar e atravessar o Brasil todo para ir para Belém. Jogadores são humanos, não são de ferro. Você vê que a maioria dos clubes, a cada rodada, só no Brasileiro, eles mudam o time, justamente pelo desgaste. Então, se deixar o mesmo time, não vai conseguir correr e você vai pedir jogadores por lesão. A gente não está deixando a Sul-Americana de lado, muito pelo contrário. A prioridade é o Brasileiro. Mas não adianta querer insistir, colocar jogadores, com elenco reduzido, e perder mais jogadores para o departamento médico. A conta chega. Então, pode ter certeza que a decisão que a gente tomou é a melhor possível.

Fonte: Globo Esporte

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