Rayan e Vegetti fazem falta no ataque do Vasco
O Vasco da Gama cria menos chances claras, finaliza com menor perigo e vê partidas controláveis escaparem no placar.

A dificuldade do Vasco para transformar domínio em gols passa, cada vez mais, por uma ausência evidente: Rayan e Vegetti. Sem seus dois principais pontos de referência ofensiva, o time de Fernando Diniz perdeu presença de área, poder de definição e capacidade de decidir jogos em momentos-chave.
A ausência simultânea dos dois atacantes escancarou um problema que vai além do sistema: falta alguém para empurrar a bola para a rede. O Vasco até consegue ocupar o campo adversário e circular a bola, mas encontra obstáculos quando precisa concluir as jogadas.
O peso da ausência de Vegetti
Vegetti sempre foi o jogador capaz de transformar poucas oportunidades em gol. Forte no jogo aéreo, bem posicionado e decisivo em jogos travados, o argentino oferecia ao Vasco uma solução direta quando o plano A não funcionava.
Sem ele, o time perdeu uma válvula de escape e passou a depender de jogadas mais elaboradas, algo que nem sempre se sustenta contra defesas fechadas. A queda na eficiência ofensiva se tornou perceptível rodada após rodada.
Rayan fazia o ataque ganhar profundidade
Rayan, por sua vez, oferecia mobilidade, agressividade e chegada constante à área. Sua presença obrigava as defesas a recuarem, criando espaços para meias e laterais aparecerem com mais liberdade.
Sem o jovem atacante, o Vasco perdeu profundidade e passou a atacar de forma mais previsível, facilitando a leitura defensiva dos adversários.
Ataque sente e resultados refletem
A ausência de Rayan e Vegetti não afeta apenas o desempenho individual do setor ofensivo, mas impacta diretamente o rendimento coletivo da equipe. O Vasco cria menos chances claras, finaliza com menor perigo e vê partidas controláveis escaparem no placar.
No empate em 1 a 1 contra a Chapecoense, o time finalizou 30 vezes, mas só conseguiu marcar uma. A contratação de Spinelli, sobre quem explicamos que pode dar certo no Vasco, é a esperança de volta do poder ofensivo vascaíno.