Rafael Paiva analisa derrota do Vasco para o Athletico; veja a entrevista coletiva

Rafael Paiva explicou a mudança do sistema tático ao analisar a atuação do Vasco da Gama e lamentou a expulsão Hugo Moura.

Rafael Paiva durante Athletico x Vasco
Rafael Paiva durante Athletico x Vasco (Foto: Gabriel Rosa Machado/AGIF)

O Vasco sofreu a quarta derrota seguida no Brasileirão. Depois de perder para o Athletico Paranaense por 1 a 0, na Ligga Arena, em Curitiba, Rafael Paiva, técnico interino, lamentou a expulsão de Hugo Moura aos 15 minutos. O treinador disse que o volante se perdeu pelo quique da bola no gramado.

– Muda muita coisa, é muito difícil você prever que isso vai acontecer. São circunstâncias do jogo. Aqui, qualquer adversário acredito que sofra muito no início do jogo pela velocidade da bola, pelo quique da bola. Foi isso que aconteceu também. Ele se perdeu um pouquinho no tempo da bola na hora que ela quicou, e estrategicamente você tem que entender o jogo rápido, com um a menos — disse o treinador interino do Vasco, que completou:

– Tivemos que entender onde o Athletico ia tentar buscar a vantagem numérica, mas é um time muito inteligente, movimentou bastante. Gerou espaço tanto pelo lado do campo, com cruzamentos, quanto as bolas por dentro, e tivemos que perceber o jogo para tentar se equilibrar melhor. Acho que sofremos mais nos dez, 15, 20 minutos depois da expulsão, mas depois conseguimos perceber o jogo e se equilibrou melhor para se defender, principalmente no segundo tempo.

Rafael Paiva apostou em mudanças no esquema tático em relação ao primeiro jogo dele no Vasco. Contra o Fortaleza, a equipe vascaína defendeu com três zagueiros e dois meias, em um 5-2-3. Neste domingo, na Ligga Arena, o Vasco entrou em campo com um 4-3-3.

– A ideia era deixar a área mais preenchida e equilibrar mais o nosso jogo, com a nossa fase ofensiva. Contra o Fortaleza, tivemos um grande jogo. A ideia era trancar os corredores, ter a área mais preenchida. Hoje precisávamos ter um controle maior do jogo com o 4-3-3. Defender bem, mas ter boa posse e buscar os ataques.

João Victor e Adson entraram durante a partida. O zagueiro foi lateral-direito por boa parte da partida, quando revezava com Paulo Henrique em algumas subidas. Adson entrou no fim do segundo tempo, no lugar de David. O treinador elogiou os dois reforços mais caros do Vasco na temporada.

– João Victor e Adson são jogadores importantíssimos. Estávamos vendo onde encaixar o João Victor, ele poderia ter jogado contra o Fortaleza. Adson entrou muito bem. Vasco está dando resposta. Precisa buscar as vitórias — disse o treinador.

O Vasco enfrenta o Vitória no próximo domingo, em São Januário, às 11h. O jogo é válido pela sexta rodada da competição.

Veja outras respostas

Psicológico do elenco com quatro derrotas seguidas

– É um momento difícil, mas é um grupo experiente. Eles têm total consciência de tudo que está acontecendo. É um grupo que trabalha muito, não falta trabalho, eles trabalham em alta intensidade, alto nível. Buscam o tempo todo. O Brasileiro é um campeonato muito competitivo, muito difícil de se jogar. Contra o Criciúma, foi um jogo que saiu um pouco da normalidade. Mas acredito que tínhamos feito um bom jogo contra o Bragantino, contra o Fluminense. Não venceu, isso pesa muito. Temos que trabalhar, não tem o que fazer. Tem que trabalhar, se organizar, acreditar, dar resposta contra o Vitória. É isso que vamos trabalhar para fazer. Tentar dar a resposta agora, buscar as vitórias e o caminho de novo. Temos que ser fortes para passar por essa situação difícil.

Erro de Hugo Moura e expulsão

– O que aconteceu com o Hugo, poderia ter acontecido com qualquer jogador. O erro do Hugo foi um erro do Vasco. Temos que se reorganizar para melhorar, não para ver quem errou.

Pontos positivos e negativos da equipe

– A gente vinha de, se não estou enganado, sete jogos em que estava tomando gol. Contra o Fortaleza, já conseguiu passar um jogo sem tomar gol. Aqui, apesar de ficarmos com um a menos aos 15 do primeiro tempo, nos defendemos bem. É um ponto positivo. Precisamos buscar o equilíbrio. Agora é tentar jogar um pouco mais com a bola, ter o caminho do gol mais marcado, terminar melhor as jogadas, machucar mais o adversário. Acho que tivemos essa posse no segundo tempo. Temos capacidade para fazer, é nisso que temos que tentar insistir. Continuar sendo firme defensivamente, agressivo, proteger bem o gol. Um pouco de equilíbrio para construir um pouco melhor, refino para tentar terminar um pouco melhor as jogadas e buscar a vitória. Vai passar muito por cima desses comportamentos.

Início de pressão do Athletico

– Sofremos sempre muito no início do jogo aqui, então colocamos dez, 15 minutos, vamos sofrer sem tomar gol para tentarmos entrar no jogo. E foi exatamente o tempo que sofremos, mas perdeu um jogador. Sofremos dobrado praticamente, até se reajustar. Isso demorou um pouco mais, não retemos a bola. No intervalo, conseguimos ajustar bem, porque entendemos a forma que eles estavam tentando buscar o gol.

Melhora no segundo tempo

– Temos qualidade para jogar, é um time que tem qualidade, gosta da bola. Jogamos no segundo tempo, colocar a bola no chão. Poderíamos ter terminado melhor as jogadas, mas acho que conseguimos ficar mais com a bola. É isso que temos que tentar levar para o próximo jogo. Se tem algo bom numa derrota como essa, é o quanto soubemos sofrer sem tomar o segundo gol, ter a posse, saber que temos qualidade para jogar, tentar buscar o gol. É isso que tentaremos levar para o próximo jogo.

Fonte: Globo Esporte

1 comentário
  • Responder

    Muito legal comemorar tomar poucos gols
    Esse Hugo Moura não poderia estranhar a grama sintética, pois jogava nela, exatamente nesse estádio.
    Em suma, a estratégia para acabar com o Vasco, que começou com Eurico Miranda, continua até o êxito final.

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