Rafael Paiva admite falta de repertório do Vasco e despista sobre reforços

Vasco da Gama fez mais uma partida abaixo da crítica e acumulou sua terceira derrota consecutiva no Campeonato Brasileiro.

Rafael Paiva em entrevista coletiva
Rafael Paiva em entrevista coletiva (Foto: Leandro Amorim/Vasco)

O Vasco perdeu para o Internacional por 1 a 0 em São Januário, em partida válida pela 34ª rodada do Brasileirão. A dificuldade de criação da equipe de Rafael Paiva, tônica do resultado negativo como mandante e característica comum às atuações do time em 2024, foi pauta na coletiva de imprensa do treinador após o terceiro revés consecutivo na competição.

Em resposta, o comandante defendeu a estratégia de tentar cruzamentos para Vegetti, artilheiro e capitão da equipe, e alfinetou a diretoria pela falta de reforços ao elenco. Paiva ainda afirmou que “é preciso trabalhar com o grupo disponível”:

– A gente tem conseguido construir, hoje achei que a gente conseguiu ficar com a bola. O Max é um jogador que nos trouxe o jogar entre as linhas, conseguiu fazer a bola circular de um lado para o outro. Gostaria de terminar (a jogada) mais por dentro, mas foi o nosso forte o ano todo, terminar jogadas pelo lado. Temos o melhor cabeceador do futebol brasileiro e temos que jogar com essa característica. Não posso falar sobre reforços, tenho que trabalhar com o grupo que tenho, perdemos peças importantes, não tem como usar isso como desculpa o tempo todo. Tenho que trabalhar com a característica do jogador. Acho que a gente criou mais, mas não conseguimos o gol.

Vaiado e xingado após a derrota, Rafael Paiva também comentou sobre sua relação com os torcedores. Ele tratou o momento com naturalidade e pregou a gratidão ao Gigante da Colina pela oportunidade atual:

– Eu fui vaiado no primeiro jogo quando a gente eliminou o Fortaleza (na terceira fase da Copa do Braisl). Peguei a equipe duas vezes na zona de rebaixamento, tanto com Ramón quando com o Álvaro. E meu primeiro jogo foi fora contra o Fortaleza e fui vaiado. Faz parte. É uma torcida muito apaixonada e tem sofrido. A gente entende, não levo para o lado pessoal. Todo mundo tem parcela de culpa. Não dá para colocar a culpa num grupo, numa pessoa.

– O Vasco já vaiou o Dinamite, quem sou eu para achar que não vou ser vaiado? Faz parte da profissão. Enquanto estiver aqui vou tentar levar a equipe para o melhor lugar possível. A gente acredita numa Libertadores, num G7, num G8 ou G9. Sou extremamente grato ao Vasco por tudo que me proporcionou, pelo que sou hoje, por 34 jogos na Série A do Brasileiro. Independente do que aconteça, do que a torcida canalize em mim, vou sempre ser grato ao Vasco e tudo que aconteceu aqui.

Com a derrota, o Vasco estaciona na décima colocação, com 43 pontos, seis a mais que o Criciúma, primeiro time dentro do Z-4. Agora, o grupo concentra esforços para encerrar a sequência negativa na temporada: o Cruz-Maltino entra em campo no próximo domingo (24), contra o Corinthians, na Neo Química Arena, em um confronto direto por uma vaga na pré-Libertadores da próxima temporada.

Fonte: Lance!

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