Pedro Seixas detalha obras do CT do Vasco e preparação de SJ para treinos

O VP de obras de engenharia e patrimônio do Vasco, Pedro Seixas, detalhou as obras do CT e preparação de SJ para os treinos.

O lançamento de uma camisa relacionada ao novo centro de treinamento mostra que, apesar da pandemia de coronavírus, o trabalho relativo às estruturas do Vasco continua. Diferentes projetos geram expectativa na torcida, e como o setor de construção civil não está paralisado - embora também afetado - no Brasil, o LANCE! ouviu Pedro Seixas, vice-presidente de obras de engenharia e patrimônio do Cruz-Maltino. Em pauta, uma atualização dos projetos em andamento, e os impactos causados pelo COVID-19.

- Estamos seguindo exatamente as mesmas recomendações que valem para o setor de construção civil, que não parou. Temos funcionários trabalhando de casa, não estão nas obras. No trabalho de campo, uma pessoa está acompanhando. Houve o impacto no deslocamento dos funcionários das empresas, mas temos conseguido administrar. É o nosso caminho crítico do projeto. Temos, sim, que trabalhar e, eventualmente, se tiver atraso de material, temos que tomar medidas. Mas estamos dentro do prazo e vamos desenvolver ações. O próximo passo é a contratação de sistemas modulares (que dão base às áreas construídas), mas, de primeira, eles não vão aparecer. Desses 75 dias até lá, são 45 de fabricação e 30 de montagem. Era para ter hasteado a bandeira dois sábados atrás - lembra Seixas, citando a cerimônia adiada em função da pandemia.

A contagem regressiva citada pelo dirigente é para o local poder receber os treinos da equipe profissional. Os jogadores não devem voltar mais para o CT do Almirante. Se os treinos forem retomados antes da liberação do novo complexo, as atividades ocorrerão no campo anexo de São Januário.

Confira outras respostas de Pedro Seixas

Início dos treinos no novo CT

- A Greenleaf (empresa contratada) começou os trabalhos dela, que ainda não aparecem, assim como quando se faz a fundação de uma casa. Fechamos contrato, eles iniciaram na semana passada. É um trabalho, primeiro, de preparo, levantamento topográfico, verificação de terraplanagem - às vezes tem um desnível e eles mesmos corrigem - e, em seguida, execução da drenagem, no qual se espalha a brita, depois a areia - com uma técnica específica - e se coloca aquela tubulação, que é como uma espinha de peixe, para captar água, o que é fundamental para a construção de um campo. Aí vem o solo para plantio. A grama é a última etapa. Muito provavelmente vamos optar por plantar a grama em rolo, por uma questão de cronograma. Estamos mirando, na segunda semana de julho, os campos em condições com as construções. Serão 1.200 m² de área construída. Já vamos largar com uma estrutura melhor do que a do CT do Almirante. Não é a definitiva, mas já é melhor do que se tinha no CT do almirante. A estrutura é maior e melhor. Já está sendo feito planejamento da mudança para São januário e, depois para lá.

Gramado de São Januário

- Está se comportando bem. Teve jogos com chuva. O gramado se comportou excepcionalmente bem. Replantamos alguns trechos do final do ano passado para este porque iria demorar muito para renascer. Utilizamos grama do próprio estádio, como da área atrás do gol, para facilitar a adaptação. Contra o Bangu, no primeiro jogo deste ano, percebíamos aparência diferente. Era previsto, mas, nos últimos jogos, contra o Goiás, por exemplo, o gramado estava impecável. Pela Sul-Americana funcionou superbem também.

Estrutura para treinos em São Januário

- Estamos preparando o campo anexo para o time profissional, deslocando toda a estrutura de departamento médico, fazendo o remanejamento. O Caprres (Centro Avançado de Prevenção, Reabilitação e Rendimento Esportivo) vai voltar a ser usado pelo profissional, atualmente a base utiliza. O colégio está muito bacana.

Iluminação de São Januário

- É um projeto mirando estar completo 2021, com 2.500 lux. No meio do caminho, tivemos que optar pela metade do equipamento, o que atendeu e até superou a exigência da época e funcionou. Mas não como queríamos. Havia manchas, mas é excesso de iluminação. O nível médio de iluminação medido pela CBF era de 300 lux. Temos isso ou um pouco menos, hoje, logo atrás do gol, nas áreas das placas. Hoje, temos, em média, 1.400 lux, aproximadamente. O que aconteceu: quando inauguramos, os pontos escuros estavam com 800 lux. Comparando com outras áreas de mais de 2.000 lux, era a sensação de sombra pelo excesso de luz nas outras. Fizemos reajustes do foco de alguns refletores, ganhando melhora na uniformidade da iluminação. Temos um sistema que atende ao nível de iluminação, mas ainda não com uniformidade. É um trabalho a ser feito.

Reforma e modernização de São Januário

- Continuamos conversando com parceiros. Estamos apurando melhor, temos conversado com parceiros especialistas em estádio. É fundamental colocar o projeto para ser questionado, receber ideias de modelos. Fizemos um projeto muito de Vasco, com gente que conhece, de dentro para fora. Não contratamos na Europa, numa empresa que sei lá se já esteve em São Januário, com uma ideia mirabolante. Estamos avaliando, priorizando o estádio de futebol. Estamos conversando, ainda nada assinado. É um processo trabalhoso, envolve cumprimento de exigências.

CT de Duque de Caxias

- Temos um campo operando em Caxias e vamos passar para três ou quatro, dependendo de como evoluirmos. Num horizonte de médio prazo, querendo deixá-lo à disposição de toda ou quase toda a base, e do futebol feminino também. Fizemos a limpeza do terreno, está sendo feita a terraplenagem e estamos buscando parceiros para as edificações. A prefeitura de Caxias tem sido importante nesse processo.

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